Usuários das Unidades de Pronto Atendimento voltam a reclamar de demora. A reportagem do Jornal da Manhã foi acionada por usuários que reclamaram da UPA Abadia. Eles aguardaram por atendimento cerca de sete horas, entretanto, grande parte das pessoas que passaram pela classificação de risco eram casos não urgentes.
Dentre os pacientes estava Elisete Aniseto Fernandes. Segundo ela, chegou à unidade às 8h30 e até as 15h ainda não havia sido atendida. “Esta demora é terrível, chegamos aqui em busca de atendimento, com problemas de saúde e a espera é longa”, explica Elisete.
Júlia da Silva também aguardava na UPA Abadia. Indignada com a demora, ela questionou a falta de médicos às enfermeiras que ficam por conta do atendimento de triagem. “Não entendo como a Prefeitura quer construir mais um hospital se não tem condições de suprir todas as necessidades nas unidades que já existem. Com certeza, quando o Hospital Regional estiver pronto não vai ter corpo médico para tratar tantos pacientes, se aqui já é tão precário”, afirma.
Por sua vez, o doutor Geraldo Abad, da coordenação da UPA Abadia, esclareceu que para os pacientes que foram classificados com a pulseira azul - não urgente - a espera é inevitável, pois a prioridade nas UPAs é para casos de urgência e emergência. “Este é um programa criado pelo Ministério da Saúde para classificar o estado do paciente e os casos urgentes têm prioridade, mas estamos com o planejamento para criar guias de encaminhamento, isto é, aqueles casos que foram considerados não urgentes serão direcionados para uma Unidade Básica de Saúde, para agilizar o processo”, explica.
Além dos casos urgentes, os idosos com mais 65 anos também têm prioridades. São considerados casos urgentes como infartos, acidente vascular cerebral, traumatismo grave e crise hipertensiva.