O local público, é utilizado por muitas pessoas para práticas esportivas e de lazer, mas está sendo tomado pelo mato
Mato invade pistas de caminhada dentro do Parque e calçadas em seu entorno, causando insegurança e incômodo aos usuários
Uberabenses estão inconformados com a situação em que se encontra o Parque das Acácias – o piscinão. O local, que é público, é utilizado por muitas pessoas para práticas esportivas e de lazer, mas está sendo tomado pelo mato. A Secretaria de Infraestrutura já informou que não há previsão de quando será a próxima poda no local.
A aposentada Ana Fernanda Costa, de 82 anos, contou que tem dificuldades para caminhar, já que o mato tomou conta de alguns pontos da calçada. Com problemas de saúde nas pernas, ela lamentou a situação e pediu providências. “Caminho com medo, pois há momentos em que é preciso caminhar na rua, já que o mato invadiu a calçada. O local deveria estar limpo para caminharmos à vontade”, disse a aposentada, demonstrando preocupação também com os recentes casos de dengue na cidade. Além do mato, algumas pessoas deixam lixo no local, inclusive copos descartáveis. “Isso acumula água e a gente fica preocupada, já que tem caso até de morte por dengue”, completou.
Há ainda o problema com a iluminação. Mato alto e pouca luminosidade têm contribuído para a ação de marginais, que praticam roubos no local. “Eu nem caminho à noite, de jeito nenhum. Tenho medo. Muita gente tem deixado de caminhar por aqui justamente porque o mato está alto e os bandidos aproveitam que é escuro. Não tem segurança”, revelou Ana Fernanda.
De acordo com o secretário interino de Infraestrutura, José Donizete Melo, não é possível fazer uma previsão de quando uma poda será realizada no local. Segundo ele, as equipes de trabalho diminuíram em função da troca de governo. “Foram desarticuladas em função do término dos contratos. Equipes que eram de 20 pessoas hoje são de oito. Então, é difícil atacar todos os pontos”, disse. Porém, Melo afirmou que o Parque das Acácias recebeu uma poda em dezembro passado, próximo à época do Natal. “Podamos as bordas da pista. No entanto, choveu e o mato cresceu”, contou.