CIDADE

Usuários reclamam da falta de materiais de higiene nas UPAs

Além da redução do número de médicos, confirmada pelo secretário de Saúde, Valdemar Hial, as reclamações sobre os...

Marilu Teixeira
Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 20/12/2022 às 14:04
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Além da redução do número de médicos, confirmada pelo secretário de Saúde, Valdemar Hial, as reclamações sobre os serviços nas Unidades de Pronto-Atendimento se avolumam. Segundo as denúncias, faltam materiais de limpeza e higiene, como sabonete, papel higiênico e papel-toalha, para pacientes, e para acompanhantes, lençol e coberta. Na quarta-feira (18), até mesmo a alimentação dos usuários foi suspensa e um adolescente desapareceu após ser atendido e medicado.

A mãe do jovem, de 17 anos, que prefere não ser identificada, conta que o filho foi atendido e já estava em um quarto para encaminhamento ao Sanatório Espírita, pois é portador de transtorno mental. Por volta de 19h, ela o deixou para fazer exame de Raios X, uma vez que também solicitou atendimento. O Guarda Municipal, de acordo com ela, não percebeu que o rapaz deixou a UPA, mesmo sob efeito de medicação.  Até ontem, por volta de 18h, o filho ainda não havia sido localizado e, segundo a mãe, não sabe mais onde procurar o adolescente. “É um absurdo um paciente sumir assim”, afirma a dona-de-casa.

PMU. As reclamações foram repassadas à Assessoria de Imprensa da Prefeitura, que nega a falta de material de limpeza e de higiene. Segundo o jornalista Márcio Gennari, alguns itens devem estar em falta, mas nada que comprometa o atendimento aos pacientes. De acordo com ele, a compra do material depende de licitação e, em início de governo, sempre há algum tipo de atraso.

Quanto à alimentação, lembra que ela não é fornecida para acompanhantes e explica que na quarta-feira o fornecimento foi suspenso por quebra de contrato. Entretanto, ontem mesmo a alimentação foi restabelecida por meio de contrato emergencial, até nova licitação. Lembra que o Tribunal de Contas da União esteve ontem em Uberaba, no Encontro de Prefeitos, e foi explícito ao apontar a rigidez na fiscalização da prestação de contas.

Sobre o desaparecimento do adolescente, Gennari afirma que a situação foge ao controle da Unidade de Saúde, pois os funcionários não têm como vigiar os pacientes e a GM atua na guarda do patrimônio.

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