CIDADE

Vai a júri no dia 11 homem acusado de matar comerciante

Ederson Alves, o Dersin, será julgado pelo homicídio de Rodrigo Destro, ocorrido em janeiro de 2016 e que causou grande comoção na cidade

Thassiana Macedo
Publicado em 01/04/2018 às 12:08Atualizado em 16/12/2022 às 05:08
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Foto/Arquivo

Mãe de Rodrigo, a comerciante Regina Destro mostra foto do acusado, acompanhada do marido e do advogado Leuces Teixeira

Sessão do Tribunal do Júri de Ederson Alves da Silva, vulgo “Dersin”, foi designada pelo juiz da 1ª Vara Criminal, Ricardo Cavalcante Motta, para o dia 11 de abril, às 13h. Ele vai a julgamento popular pelo homicídio duplamente qualificado de Rodrigo Destro Marques, de 36 anos. O comerciante foi alvejado com cinco tiros no momento em que saía de um pet shop, no bairro Santa Maria, para entrar em seu veículo. O crime ocorreu por volta de 12h15 de 7 de janeiro de 2016.

Os pais de Rodrigo Destro vêm pedindo justiça publicamente e esperam a condenação máxima do réu. Para o julgamento, a família terá o apoio dos advogados criminalistas Juliana Alves Castejon e Leuces Teixeira de Araújo, que serão assistentes de acusação.

Conforme denúncia do promotor Laércio Conceição Lima, armado e disposto a praticar vingança, Ederson Alves da Silva teria preparado uma emboscada para desferir vários disparos contra a vítima, o que resultou em sua morte. O réu teria descoberto um relacionamento amoroso entre sua então ex-companheira e a vítima, razão pela qual teria passado a ameaçar o comerciante de morte e a persegui-lo para efetivar sua vingança.

O comerciante teria ido até um pet shop na rua Goiás buscar um cachorro que fora deixado no local pela manhã. A vítima saiu a pé, em direção à rua Pernambuco, onde seu veículo estava estacionado. Quando chegava ao carro, o comerciante foi abordado, pelas costas, por Dersin, que havia descido da motocicleta e caminhado até o cruzamento das duas ruas a fim de esperar a chegada de Rodrigo ao veículo. Testemunhas contaram que no momento em que viu a vítima, Dersin teria efetuado os disparos e depois fugido na garupa de uma motocicleta, pilotada por um homem não identificado. Na ocasião, nenhum pertence do comerciante foi levado.

O promotor ainda pediu indenização de 100 salários mínimos, o equivalente a R$88 mil, conforme valor da época, a título de danos materiais e morais a ser pago aos familiares de Rodrigo. A vítima era um dos proprietários da loja Regina Bijuterias, na avenida Leopoldino de Oliveira. O crime causou grande comoção e ganhou repercussão pelo fato de seus pais serem conhecidos comerciantes da cidade.

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