De acordo com o diretor do Departamento de Controle de Zoonoses, André Ribeiro, a temperatura mais quente favorece o surgimento das larvas do mosquito transmissor da dengue
Com o início do verão, a Secretaria Municipal de Saúde faz alerta contra dengue. De acordo com o diretor do Departamento de Controle de Zoonoses, André Ribeiro, a temperatura mais quente favorece o surgimento das larvas do mosquito transmissor, Aedes aegypti.
Nesta época do ano, por conta do clima quente, a tendência é aumentar o índice de infestação, o que consequentemente torna-se uma condição favorável para a disseminação da doença entre as pessoas. “No período do verão a fase é de eclosão dos ovos do inseto, portanto, um clima favorável para a proliferação desse vetor”, explica André.
Sendo assim, todo cuidado é pouco. André pede o apoio de toda a população, que fique em alerta quanto aos possíveis criadouros, locais que acumulam água. “A grande preocupação que temos no momento são com as calhas. Durante o período chuvoso, as pessoas devem observar sempre as calhas, pois às vezes, por conta de sujeira, a água empoça, se tornando um local oportuno para a procriação do mosquito. Além disto, olhar sempre a caixa-d'água, ralos de esgoto e passagem de água pluvial”, explica André, ressaltando que, além destes, existem vários outros locais propícios para a proliferação do mosquito, como os vasos de plantas e até mesmo uma tampinha de refrigerante.
Quanto aos casos de notificação, segundo os dados divulgados pelo Programa Estadual de Controle Permanente da Dengue, divulgado pelo Governo do Estado, Uberaba tem 1.585, o que indica ser a quarta cidade mineira com maior número de notificações da dengue em 2011. André explica que notificações não significam que a doença foi confirmada no paciente que apresentou os sintomas. “Fazemos a notificação, pois é uma exigência, um método de nortear quais são os locais que os agentes de campo devem passar”, explica André, ressaltando que o caso somente é confirmado ou não após o exame de sangue.
E é partir deste resultado que a Secretaria Municipal de Saúde vai realizar, em janeiro, um levantamento sobre quais são as regiões que apresentaram número significante de notificações. “O que direciona as ações de campo é justamente esta pesquisa. Por meio deste trabalho vamos detectar onde está o problema e o depósito predominante. Com esses dados, podemos elaborar o cronograma desses mutirões. A última pesquisa foi feita em outubro”, afirma o diretor do Departamento de Controle de Zoonoses.