Vereador João Gilberto Ripposati reagiu, ontem, às declarações do secretário municipal de Agricultura, José Humberto Guimarães
O vereador João Gilberto Ripposati (PSDB) reagiu, ontem, às declarações do secretário municipal de Agricultura, José Humberto Guimarães, de que a Câmara está tentando aparecer no episódio envolvendo o corte de 50% no repasse de recursos da Prefeitura para o escritório regional da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural, instalado em Uberaba. “Ora, secretário, a Emater é um órgão importante. O senhor está dizendo que contratou engenheiro agrônomo, mas na verdade vocês [Executivo] estão é com dificuldade de pagar as coisas”, disparou o tucano do alto da tribuna da Casa.
Para ele, a Prefeitura não está conseguindo cumprir seus compromissos, por isso, “corta daqui, corta dali; essa é a verdade”, afirma Ripposati, que no início da semana fez coro com os colegas Marcelo Borjão e Itamar Ribeiro (ambos do DEM), e Luiz Dutra (PDT), preocupados com a possibilidade de fechamento da Emater, diante do enxugamento nos recursos que lhe são disponibilizados, que passarão de pouco mais de R$ 11,5 mil para R$ 5,7 mil.
Ainda ontem, Ripposati revelou que pediu auditoria no Executivo, porque, segundo assegurou, “tem muita coisa que eles não estão conseguindo pagar e o Município está irregular com as suas responsabilidades”. Nesse sentido, ele considera que a PMU não tem moral para cobrar, por exemplo, dos feirantes do Beija-Flor nem da avenida João XXIII (Parque das Américas), como se nesses locais houvesse um feirão.
“O único feirão da cidade acontece na Abadia”, diz Ripposati, que também prepara uma moção de repúdio contra Guimarães, por conta das alterações efetivadas nesta área. Ele conta que os feirantes do bairro Alfredo Freire I, que foram tirados da avenida Joaquim Borges Assunção e levados para a praça São Cristóvão, estão amargando prejuízos de 50% nas vendas, porque o local não recebeu infraestrutura adequada.
Presidente da Comissão Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Ripposati destacou que o secretário fez a mudança, mas não ofereceu padrão de energia, sinalização nem as adequações ambientais. “Em toda a Uberaba as feiras enfrentam diversos problemas”, finalizou.