De volta à Unidade de Pronto Atendimento ontem, Vereador Borjão diz que unidade continua com falta de materiais; outro problema é o não pagamento integral dos salários de técnicos
Vereador Marcelo Machado Borges – Borjão (DEM) retorna à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro São Benedito e questiona prazos que, segundo ele, não foram cumpridos pela Secretaria Municipal de Saúde. Conforme relata Borjão, ainda faltam materiais hospitalares na unidade e, além disso, três profissionais da equipe de técnicos em enfermagem não compareceram ontem no serviço, por conta de atraso no pagamento.
Na quinta-feira, 30 de outubro, a equipe de reportagem do Jornal da Manhã esteve na unidade para acompanhar denúncia do vereador, de que estava faltando diversos materiais hospitalares e medicamentos. Na ocasião, técnicos em enfermagem da unidade estariam impossibilitados de realizar as atividades cotidianas. “Assim que cheguei à unidade, encontrei esses profissionais, que me relataram uma lista de produtos necessários que não estavam disponíveis na unidade. E recebi a garantia de que a situação seria regularizada no dia seguinte, mas isso não aconteceu”, explica Borjão. Ele lembra que, na matéria publicada pelo JM, a assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde garantiu que os materiais médicos hospitalares, como equipo e seringa, seriam entregues ontem pela manhã.
“Nada do que foi prometido foi cumprido. Como presidente da Comissão de Saúde, voltei ao local nessa segunda-feira pela manhã e continuam faltando seringas de 10ml e de 20ml, noradrenalina e outros insumos. O filme de raio X de 35 x 35cm só dá pra um dia e falta filme maior”, afirma.
Borjão relata, ainda, que existem máquinas estragadas que precisam de reparos. De acordo com ele, uma processadora corre o risco de se incendiar porque solta faíscas quando ligada. “No dia 31 de outubro, conforme registro, um técnico foi à unidade para reparar defeitos das peças desgastadas dessa processadora, no entanto, ela apresentou problemas novamente. Os monitores cardíacos não têm cabos para ligar nos pacientes e as mangueiras de soro continuam sendo cortadas a mão, com risco de contaminação, porque não perfuram as bisnagas. E o mais preocupante é que dos oito técnicos lotados na UPA São Bendito, três não foram trabalhar porque não receberam todo o salário do mês de outubro, apenas até o dia 13”, revela o vereador.