Vigilância Sanitária vai realizar fiscalização em bares, restaurantes e supermercados para as festas de fim de ano. Esse trabalho será promovido entre os dias 1° de dezembro e 5 de janeiro. Segundo o diretor de Vigilância Sanitária (Visa), Nélson Ranieri, o foco principal é nos alimentos, as condições em que são preparados e armazenados. Nos supermercados será analisada principalmente a data de validade.
A inspeção em estabelecimentos como bares, restaurantes, lanchonetes e supermercados, na área de alimentos em geral, acontece diariamente por meio de solicitação de alvará, reclamações, ou trabalho por área: a cada semana os fiscais escolhem determinada área da cidade, e neste local são realizadas as vistorias. “Para o fim do ano programamos atividade especial, além de intensificar a fiscalização nestes estabelecimentos, direcionamos esta ação de fim de ano para os supermercados com a chamada ‘Operação Natalina’”, explica Nélson.
Durante a vistoria, os fiscais analisam inicialmente o cumprimento da legislação, as condições higiênicas e sanitárias do momento - pois pode estar diferente de quando foi solicitado o alvará -, a conservação dos alimentos que estão sendo produzidos, a rotulagem (quando foi preparado e o prazo de validade), a procedência (indústria ou de produção secundária) e a organização. “Quando encontramos irregularidades, a aplicação de punições está relativa à condição do estabelecimento com a própria Anvisa. Se for primário, fazemos a apreensão do produto, a nossa intenção é retirá-lo do local, evitar que seja consumido, depois é feita uma notificação, advertência, e, se for reincidente, podemos aplicar multas e até interdição do estabelecimento”, explica.
A “Operação Natalina” aconteceu também no ano passado e, de acordo com Nélson, houve um saldo positivo, pois foi possível retirar produtos de má qualidade do mercado e impedir que chegassem à população. Neste período, as grandes redes de supermercados costumam realizar a “desova” dos produtos que estão perto do prazo de validade. Realizam promoções e os pequenos comerciantes se aproveitam dessa situação, não analisam a validade e o produto acaba vencendo na gôndola. “Mas o resultado do ano passado foi bom, e este trabalho vai ser repetido neste ano, pois já se criou uma cultura de que no fim do ano esse trabalho é realizado”, afirma.