De acordo com o diretor do Departamento de Vigilância Sanitária, Nelson Rannieri, nos primeiros três meses foram realizadas 479 inspeções no comércio de alimentos
Balanço do primeiro trimestre do ano, feito pela Vigilância Sanitária de Uberaba, revela aumento no número de emissões de alvará. A concessão do documento, necessário ao funcionamento regular de estabelecimentos comerciais, aumentou de 161, em 2012, para 175 alvarás em 2013. Assim também ocorreu com os atendimentos a reclamações. De janeiro ao início de abril, a demanda atendida cresceu de 201, em 2012, para 266 este ano.
De acordo com o diretor do Departamento de Vigilância Sanitária, Nelson Rannieri, nos primeiros três meses foram realizadas 479 inspeções no comércio de alimentos, tais como açougues, restaurantes, supermercados e varejões, incluindo ainda os estabelecimentos de saúde, como hospitais, clínicas, entre outros. Trabalho que resultou em 329 notificações e 122 autuações a estabelecimentos. Já foram apreendidos aproximadamente 1.300kg de produtos, como carnes, linguiças e espetinhos feitos clandestinamente, cereais, biscoitos e outros industrializados fora de validade ou acondicionados de forma irregular em supermercados.
Para Rannieri, os estabelecimentos cadastrados e fiscalizados no setor de alimentos em Uberaba têm apresentado melhoras significativas nas condições higiênicas e sanitárias. “Nestes primeiros três meses, vimos que evoluímos apenas em alguns aspectos. A quantidade de alvarás expedidos foi maior, mas já colocando em ação a nova mentalidade de atual administração, que é uma fiscalização educativa. Conseguimos fazer 21 ações educativas, em 2013, contra zero no mesmo período do ano passado. Essas ações são nas feiras livres e no Mercado Municipal, justamente nos locais em que há uma maior necessidade da manipulação e preparo do alimento e é preciso levar informações de como podem fazer isso seguindo as normas da Vigilância Sanitária”, destaca.
O diretor afirma que existem dois mil estabelecimentos cadastrados, sendo que 80% já atendem a um padrão que o departamento considera ideal, mas Rannieri ressalta que a principal preocupação agora é com os pequenos estabelecimentos e ambulantes. “São pessoas que ainda encontram alguma dificuldade em conseguir o alvará, seja financeira ou por questões estruturais, e os ambulantes que, naturalmente, não têm essa preocupação de se adequar às normas por entenderem que é muito difícil conseguir o alvará. Além disso, mantivemos a quantidade de atendimentos com uma equipe reduzida, cerca de 47 fiscais em três turnos, mas estamos focando nas questões educativas muito mais do que as punitivas nesse momento”, ressalta Nelson Rannieri.