Salário defasado pode levar à paralisação dos vigilantes em Uberaba nesta segunda-feira (12), caso a reivindicação de reajuste de 13% não seja acatada pelas empresas. Segundo o sindicato, por muitos anos a categoria não apresentou correções salariais. Com isto, todos os profissionais estão convidados a participar da assembleia que vai decidir as futuras ações da categoria, hoje, na sede do sindicato, a partir de 10h.
Segundo o presidente do sindicato, Ricardo Teixeira, Uberaba está acompanhando a movimentação estadual. Ele destaca que aproximadamente 1.600 profissionais estão registrados na cidade, atuando em diversos segmentos, como bancos e empresas. Ricardo explica que os profissionais estão recebendo abaixo de dois salários mínimos. “Perdemos muito com o passar dos anos. O salário está defasado. Antigamente recebíamos, em média, três salários. Por isso, estamos pedindo a equiparação”, disse o presidente.
Ricardo lembra que a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Vigilância registra a morte de três a quatro de vigilantes em serviço todos os meses. “A violência está muito alta. Ocorrem vários assaltos. Agora os bancos Itaú e Bradesco querem tirar as portas giratórias. Nós entendemos que os vigilantes vão ficar mais expostos aos riscos. Em contrapartida, eles tratam os profissionais como número e que podem tirar a segurança e que os vigilantes não devem receber nada por isto. O adicional de risco de vida também é uma das reivindicações”, comenta Ricardo. Ele lembra que a quantidade de afastamentos por problemas psicológicos é alta.
O presidente ressalta que, caso seja acatada a proposta de paralisação, nesta segunda-feira haverá o chamamento de toda a categoria para ficar concentrada na praça dos Correios, a partir de 7h. Segundo Ricardo, as empresas mostraram-se indiferentes quanto à pauta de reivindicações da categoria.
Minas Gerais. O Sindicato dos Empregados das Empresas de Segurança e Vigilância do Estado de Minas Gerais afirma que tomou todas as medidas cabíveis, como determina a Lei 7783/89, que assegura a greve. Segundo a entidade, o Estado do Rio de Janeiro também promoverá a paralisação nesta segunda-feira. A categoria busca melhores salários, tíquete-refeição decente, adicional de risco de vida e profissionalização das funções de inspetor, supervisor e coordenador. O sindicado estadual observa que se passaram quase cinco meses de negociações e as empresas não se manifestaram quanto às reivindicações, que pudessem ser analisadas pela entidade de classe.