Voluntários fizeram pedágio para orientar população sobre a prevenção da Aids; 1º de dezembro é o Dia Mundial de Luta Contra a Aids
Voluntários realizaram “pedágio” para orientar população sobre a prevenção da Aids. Primeiro de dezembro é o Dia Mundial de Luta Contra a Aids e, diante do aumento no número de casos em todo país, voluntários da ONG “Vivendo com HIV – Saiba Viver” realizaram na manhã de ontem um trabalho de orientação com pedestres e motoristas no centro da cidade.
A Aids voltou a assustar. Segundo informações repassadas pelo médico Drauzio Varela no programa “Fantástico”, de domingo (30), houve um aumento de casos no Brasil entre os jovens. O crescimento é de mais de 50% em seis anos. “Também estamos preocupados com esta realidade, acompanhei a notícia e fiquei impressionado. Devido às evoluções no tratamento, os jovens estão deixando de se preocupar. Não deveriam! Essa doença não tem cura e o tratamento é complicado. A pessoa continua viva, mas com restrições e cheias de remédios”, relata o presidente da ONG, Nilton Carlos Rezende.
O pedágio foi realizado no cruzamento da avenida Leopoldino de Oliveira com o calçadão da rua Artur Machado. Os voluntários distribuíram panfletos educativos, preservativos e alguns lubrificantes. No período da tarde o grupo esteve em algumas clínicas de dependentes químicos para orientar os pacientes sobre os cuidados necessários, pois são pessoas que estão ainda mais expostas à doença. “Sempre promovemos esse trabalho de orientação. Por semana, chegamos a distribuir cerca de duas mil camisinhas e, nesta segunda-feira, a atividade foi especial por conta do Dia Mundial de Luta Contra a Aids. O resultado foi positivo, porém, alguns jovens que abordei me disseram que não precisava de camisinha, pois preferem fazer sexo sem o preservativo. Essa mentalidade tem que mudar, não é uma questão de gosto e sim de necessidade, pois, além da Aids, existem outras doenças que podem ser transmitidas, como a hepatite”, explica o presidente da ONG.
Segundo Nilton, a prevenção é importante e, em caso de suspeita, a pessoa deve realizar o exame. A ONG não promove o teste, atualmente faz apenas o trabalho assistencial, mas existe projeto para ampliação, em que as atividades também serão promovidas na área clínica. Mas o exame pode ser feito no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) – DST/Aids.