Profissional de zoonoses realiza pulverização em área considerada de risco, onde as visitas são mais frequentes
Departamento de Controle de Zoonoses de Uberaba intensifica o serviço de combate à dengue no município. Ações operacionais, como vistorias e panfletagens, são realizadas em locais estratégicos onde se verificou maior infestação do mosquito Aedes aegypti.
Conforme o Comitê de Mobilização, Assessoramento, Acompanhamento e Avaliação do Trabalho de Controle da Dengue do Município, a necessidade de orientar a população sobre a prevenção deve ser incisiva. Segundo consta, a educação direcionada à saúde e a mobilização social são fundamentais para o combate à doença.
De acordo com André Ribeiro, diretor do Centro de Zoonoses, houve controle maior do número de criadouros na cidade em relação ao mesmo período do ano passado. “Em março de 2011, nossa pesquisa chegou a um índice de 3,5% de casos. Esse ano nós chegamos a 1,9%. Ou seja, não só o esforço do poder público em realizar ações voltadas para o controle do Aedes aegypti, mas também notamos que a população se envolveu mais”, afirma.
Em período de chuvas e temperaturas altas, as atenções precisam ser maiores com o mosquito, que volta a ameaçar a saúde pública no Brasil. A proliferação do mosquito da dengue ocorre em locais em que há acúmulo de água limpa, como caixas-d'água, cisternas, latas, pneus, cacos de vidro e vasos de plantas. Nas paredes secas dos recipientes, os ovos podem resistir até um ano, até que tenha contato com a água e se transformem em larvas para, posteriormente, virar mosquitos.
Segundo o diretor, desde o começo do ano, 126.657 visitas aos imóveis da população foram realizadas pelos agentes, sendo 11.364 só no último mês. “Ainda nos pontos estratégicos, seis ciclos foram realizados, totalizando 779 visitas nesses locais”, declarou André Ribeiro. Além disso, objetos e materiais inadequados ao controle e prevenção da doença foram recolhidos pela equipe, tais como garrafas e lixo domiciliar.
Atualmente, Uberaba possui 330 casos de dengue notificados, sendo que 225 foram confirmados. Em 2011, no mesmo período, havia 927 casos, com duas complicações e um hemorrágico. Já este ano, segundo a Vigilância Epidemiológica do município, o Ministério da Saúde ainda não diagnosticou casos mais graves da doença. Aguarda-se resultado de exames de uma criança que veio a óbito com suspeita de dengue hemorrágica.