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Zoonoses tira caminhões de lixo de imóvel denunciado no JM

Centro de Controle de Zoonoses e Vigilância Sanitária fazem limpeza em propriedade privada e recolhem dois caminhões

Publicado em 01/04/2013 às 08:03Atualizado em 17/12/2022 às 09:23
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Centro de Controle de Zoonoses e Vigilância Sanitária fazem limpeza em propriedade privada e recolhem dois caminhões repletos de lixo e entulho. O serviço foi realizado em uma casa na rua Maringá, no bairro Gameleira. Sem a necessidade de ordem judicial, os agentes conseguiram convencer o proprietário de que era preciso fazer a limpeza, pois vários objetos que estavam no local serviam de criadouro do mosquito da dengue.

A denúncia chegou ao Jornal da Manhã a partir de um dos vizinhos, que se mostrava bastante revoltado com a situação. Vários moradores da região tiveram dengue e, um deles, cansado de pedir a compreensão da pessoa responsável por recolher lixo na rua e acumular no terreno, chegou a atear fogo em parte do entulho, no intuito de forçar a limpeza. Mas desta vez o serviço foi realizado, sem a necessidade de liminar judicial, apenas com a compreensão do proprietário.

“Quando os nossos agentes estiveram nesta residência pela primeira vez, o morador não deixou que eles entrassem para fazer a limpeza. Diante dessa situação, quando há recusa, encaminhamos uma solicitação ao Ministério Público, para que o promotor nos auxilie na execução do nosso trabalho no combate à dengue. Não adianta nada fazermos a limpeza em volta do local, sendo que uma das casas está repleta de criadouros do mosquito da dengue”, explica o diretor da Zoonoses, Antônio Carlos Barbosa. Ele ressalta que, mesmo que esta seja uma das medidas utilizadas pelo departamento público, o objetivo é sempre realizar a limpeza de forma pacífica.

Entretanto, mesmo já tendo solicitado uma liminar para que os agentes fossem autorizados a entrar e fazer a limpeza na propriedade privada, desta vez não foi necessário recorrer a esse artifício. Antonio conta que, com a ajuda dos vizinhos, conseguiu convencer o proprietário a autorizar que o serviço fosse realizado. “Tivemos sucesso. Realizamos a limpeza e recolhemos vários objetos que poderiam servir como criadouro. O morador recolhia e juntava latas e garrafas PET, para depois revendê-las, mas fazia isso de forma desorganizada. Todo esse material recolhido será levado aos ferros velhos para que seja revendido”, explica. (GS)

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