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Cobranças e propostas

Não é um balanço, mas são sim reflexões, propostas e cobranças, após mais uma safra de estaduais e a abertura de mais um Brasileirão...

Ismael de Oliveira
Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 20/12/2022 às 12:41
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Não é um balanço, mas são sim reflexões, propostas e cobranças, após mais uma safra de estaduais e a abertura de mais um Brasileirão. Mas, até quando vamos onerar nossos clubes com grandes perdas econômicas e mutilar sua capacidade de competir com os estrangeiros, por não adaptarmos nosso calendário ao resto do mundo? Não há datas para as excursões, os craques saem no meio do Brasileiro e da Copa do Brasil, seguindo seus times que jogam na Libertadores. Se não mudar em 2010, teremos mais uma vez a interrupção do Brasileiro para a Copa do Mundo. À CBF, às televisões e aos clubes cabe mais uma reunião, para viabilizar este passo histórico para o próximo ano, que é o ideal para mudança.   Os estaduais correram sem muitas novidades, exceto o fator Ronaldo em São Paulo. Segue sendo irracional, deficitário para os clubes grandes no modelo atual. Tem excesso de participantes e de jogos. Os times menores, em grande parte, são usados por empresários como vitrine. A maioria desses times não tem atividades durante todo o ano. Um novo calendário deveria contemplar uma fase classificatória dos estaduais, sem os clubes que disputarão as séries A e B do Brasileiro. Isso vai garantir atividade por 8 a 9 meses. Os melhores colocados disputarão a fase final do estadual e jogarão a Copa do Brasil.   Estaduais no Rio, SP e talvez MG e RS. Nos demais estados, campeonatos regionais, como foram no passado a Copa Sul e a do Nordeste. O Campeonato Brasileiro começa com grandes expectativas geradas pelos craques que voltaram da Europa, e pelas promessas de craques que sempre aparecem como Neymar, Ciro, Alex Teixeira, Taison, Keirrison, Eric Flores, Renan Oliveira e Dentinho. Pena que não costumam nem esquentar a camisa e já partem na primeira janela que se abre para o futebol europeu. Ainda mais depois que a CBF passou a valorizar mais o jogador no exterior, do que os que ficam por aqui. Espera-se que as rendas sigam subindo, tendência iniciada depois do formato de pontos corridos e o fim das viradas de mesa. O torcedor vai aprendendo a ir ao estádio para ver seu time jogar, dividir e apoiar, mesmo quando ser campeão não é mais possível.   Os carnês e os lugares marcados, por iniciativa dos organizadores e autoridades, em alguns clubes finalmente estão funcionando. A CBF (antes tarde do que nunca), pela exigência da Fifa deveria tratar bem os torcedores, mesmo sem Copa do Mundo. Anuncia que vai acostumar os fãs a se sentarem nos seus devidos lugares até 2013. Tudo isso vai atrair mais público e é bom, mas a questão da segurança, fundamental para levar as famílias aos campos, ainda é tratada com descaso e irresponsabilidade. Apesar das promessas da CBF e do Ministério dos Esportes, nada de prático ainda aconteceu. Exige visão, grandeza e uma certa dose de espírito público, mas valerá a pena, apostarmos.

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