“O momento exige coerência e responsabilidade de todos os agentes públicos. Ou avançamos na moralização da política, com atitudes firmes e alinhadas com a população, ou continuaremos presos a práticas que mantêm o país na estagnação. A sociedade está atenta e não aceita mais discursos desconectados da realidade. É tempo de posicionamento, seriedade e compromisso verdadeiro com o povo brasileiro”. Assim reagiu a presidente do PL em Uberaba, vereadora Ellen Miziara, a quem Aelton Freitas atribuiu sua desistência de sair candidato a deputado federal pelo partido este ano.
OUTRA VERSÃO
Pela manhã, Ellen falou ao programa O Pingo do Jota que o veto à candidatura de Aelton pelo PL foi do deputado Nikolas Ferreira. Antes dessa decisão, assessores do deputado a consultaram a respeito de Aelton e de Eduardo Cunha. Ellen foi franca e disse que eles nunca foram de direita, nem bolsonaristas. “Eduardo Cunha saiu do Rio de Janeiro para querer ser candidato aqui. É brincadeira. Aelton saiu do PL quando Bolsonaro entrou. Por que não ficou? Se tivesse ficado no PL teria sido eleito. Não falei nenhuma mentira” – relatou a presidente. Além disso, ela disse com todas as letras que não poderia garantir que Aelton e Cunha votariam alinhados com as pautas do partido. Diante desse cenário, Nikolas vetou os dois ex-deputados, segundo Ellen.
BALCÃO DE NEGÓCIOS
Ainda na entrevista à Rádio JM, Ellen disse que “partido não pode ser balcão de negócios. Sei que é difícil mudar essa cultura no Brasil. Mas, quando o presidente Valdemar da Costa Neto convidou Bolsonaro para o PL, ele fez um decálogo para o partido. Por isso, é preciso ter coerência ao admitir filiados”.
PESO DAS ESCOLHAS
À tarde, Ellen divulgou uma nota, rebatendo as críticas que lhe foram dirigidas por Aelton. Segundo ela, “um parlamentar experiente, com trajetória consolidada, sabe exatamente o peso e as consequências de suas escolhas. Se, de fato, houvesse da parte dele um compromisso partidário sólido — especialmente com a nossa região — essa decisão não teria sido tomada de forma tão desconectada de suas bases e dos interesses coletivos. Por que ele abandonou o partido em 2022 com a chegada de Bolsonaro? Por que, de lá para cá, não buscou qualquer construção político-partidária com as lideranças locais ou apoio às pautas da direita? Diante disso, é legítimo concluir que a motivação principal não foi o fortalecimento do grupo político ou a defesa da população, mas sim a busca por viabilidade pessoal. Esse tipo de postura enfraquece a confiança da sociedade e reforça a percepção de que, muitas vezes, interesses individuais se sobrepõem ao bem comum e de que partidos políticos são meros balcões de negócios, que mudam conforme a conveniência.”
EM DEFESA DE AELTON
Por outro lado, nas redes sociais não faltaram manifestações de apoio ao ex-deputado e ex-senador Aelton Freitas. A primeira veio do poeta Balsa Melo: “A política, quando vivida com verdade, não é palco. É missão. Não é vaidade, é entrega. E é por isso que hoje me levanto, com a serenidade de quem conhece a história e com a firmeza de quem não se curva às circunstâncias, para dizer: há homens que fazem falta. Aelton Freitas é um desses homens. Faz falta ao Brasil. Faz falta à nossa região. Faz falta à política que queremos construir. Que nunca nos falte coragem para reconhecer homens de bem. E que nunca nos falte voz para dizer, em alto e bom som, que Aelton Freitas é, e sempre será, um deles”.
GRILO NO PL
Aelton vetado, mas o Delegado Heli Grilo admitido com sucesso. Filiação do ex-deputado Heli Andrade, tio do vereador Ismar Marão, foi anunciada nesta quarta-feira pelo presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto em suas redes sociais. Veja a Foto que registra o fato:
POLOS OPOSTOS
“Já fomos adversários. Hoje temos convivência fraterna. Bom amigo e super comprometido com boas causas. Aelton comprou pra valer a causa do Hospital Hélio Angotti no último ano do seu mandato. Além do Pet-Scan, viabilizou a ressonância magnética, já em fase final de implantação. O HHA está testando para iniciar a oferta de exames de Pet-Scan, fruto de emenda de 2023 do deputado federal Aelton Freitas. Em breve será feita a inauguração” – ressaltou o ex-deputado federal Narcio Rodrigues, em depoimento recheado de gratidão ao ex-adversário político.
MODERNIZAÇÃO
A propósito, o Hospital Hélio Angotti fechou a contratação da conceituada Fundação Dom Cabral para modernizar a gestão e os processos internos, assim como ampliar a transparência do hospital. Iniciativa é do diretor Felipe Toledo. Tenho enorme carinho pelo Hélio Angotti e acredito que este será um passo muito importante para completar a virada de chave que se observa naquele hospital desde a chegada dos seus novos gestores.
NÃO DEU
Os associados da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) reprovaram as contas da entidade referente ao ano de 2025, período liderado pelo ex-presidente Gabriel Garcia Cid (gestão 2023-2025). A votação ocorreu nesta quarta-feira (18), durante Assembleia Geral Ordinária, em Uberaba. Para quem não se lembra, em meados do ano passado a Polícia Civil se incumbiu de investigar esquema fraudulento que teria causado um rombo considerável nas contas da associação. As apurações resultaram num processo corre em segredo de justiça.
TRANSPARÊNCIA
Em nota divulgada após a assembleia geral, a ABCZ destacou que “a reprovação das contas não representa, por si só, imputação de responsabilidade ou acusação a quaisquer pessoas, tratando-se de deliberação de natureza técnica e institucional, pautada no cumprimento das normas contábeis e estatutárias aplicáveis. A medida reflete o compromisso dos associados com a transparência, a governança e a adequada gestão do patrimônio da entidade.”
QUE TAL UM CAFEZINHO?
Voltando ao papo de hoje com o ex-deputado Narcio Rodrigues, ele esteve com o vice-presidente Geraldo Alckmin esta semana, para um cafezinho.
A propósito, Narcio desmentiu a boataria em torno da possível "rifa" de Alckmin como companheiro de chapa de Lula na disputa pela reeleição. Segundo Narcio, "a força de Alckmin em São Paulo nos protege desse risco. Lembre-se que Lula manteve Zé Alencar (Minas) nos dois primeiros mandatos. Não vai achar nada mais mineiro disponível do que Geraldo Alckmin".