ALTERNATIVA

Odelmo confessa ter trabalhado contra Uberaba, sua terra-natal

Lídia Prata
Lídia Prata
Publicado em 10/07/2026 às 20:30
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Ex-prefeito de Uberlândia e pré-candidato a deputado estadual (depois de ter sido deputado federal), Odelmo Leão gravou vídeo ao lado da esposa, deputada Ana Paula, em que confessa ter trabalhado pela inviabilização do aeroporto internacional de cargas e passageiros no Cinquentão, que integrava o projeto Intervales. A outorga desse aeroporto foi obtida através de trabalho do então deputado federal Aelton Freitas e contemplaria toda a  região do Triângulo Mineiro. Odelmo nunca se interessou em participar das discussões sobre esse projeto, mesmo tendo sido convidado. Portanto, agora ele fala com total desconhecimento de causa, embora revelando seu caráter. Pior: mostra o “egoísmo” da sua gestão, querendo fazer Uberlândia crescer sozinha e deixando a região para trás. Vale lembrar que tanto Odelmo quanto a mulher dele nasceram em Uberaba. Como podem trabalhar contra a terra-natal? Que decepção!
 
SINAL DE ALERTA
Uberabense que ama esta cidade e luta por ela, não pode votar em candidatos que trabalham contra o desenvolvimento do nosso município. São piores do que forasteiros que aqui aportam a cada 4 anos apenas para buscar votos e depois somem.
 
DE PERTO
Prefeita Elisa amanheceu a sexta-feira ao telefone com o governador Mateus Simões, tratando da crise que afeta diretamente a Mosaic. Reportou a ele o decreto que instituiu o comitê regional de acompanhando dos fatos,  e pediu que o Estado conceda benefícios fiscais à empresa para que possa “respirar” durante esse período em que os insumos para a fabricação de fertilizantes estão escassos e caríssimos. O governador se comprometeu a estudar o que pode ser feito, sobretudo considerando a manutenção dos empregos gerados pela Mosaic em Uberaba. Vale lembrar que a empresa já vinha desfrutando de diferimento fiscal desde que começou a guerra  na Ucrânia. Mas, agora, o problema se agravou com a guerra no Irã, e consequente fechamento do Estreito de Ormuz. A situação internacional afeta diretamente a produção de fertilizantes no Brasil e Uberaba concentra o maior polo produtor do país.
 
PLANO B
Em que pese a Mosaic ter um Plano B para garantir suas operações em Uberaba, esse  projeto demanda tempo. Trata-se da exploração de terras raras, como esta coluna já noticiou anteriormente, em várias oportunidades. Mas esse não é um projeto a custo prazo. Deve ser implementado em 2030, de acordo com as previsões da própria Mosaic. No entanto, a empresa  vem garantindo que não pretende desmobilizar sua unidade no DI-3, apesar desse momento desafiador que está enfrentando.
 
VAI OU RACHA
Para a prefeita Elisa, é preciso buscar “solução de verdade” para esse problema. Ela defende um movimento suprapartidário para dialogar com o governo federal, através da Casa Civil, envolvendo as partes diretamente interessadas e lideranças classistas e de trabalhadores. Que sejam subsídios ao setor de fertilizantes, ações diplomáticas mais eficazes junto aos países envolvidos na guerra e aos fornecedores dos insumos ao Brasil, assim como desoneração fiscal às indústrias de fertilizantes nesse período mais crítico. Na verdade, o setor precisa de uma decisão efetiva do governo federal, antes que todas as fábricas de fertilizantes instaladas no território nacional fechem suas portas, e o Brasil deixe de ser o celeiro do mundo. A queda na produção de alimentos será consequência direta da crise dos fertilizantes, não tenham dúvida.
 
ARTICULAÇÕES
Pré-candidato a deputado federal pela federação PV-PT-PCdoB, Anderson Adauto também está se movimentando para garantir os empregos na Mosaic. Talvez mais do que qualquer outro político da região, Anderson tenha a responsabilidade de mostrar ao ministro de Minas e Energia e ao presidente Lula, seus amigos pessoais, a importância de medidas urgentes para garantir a sobrevivência do setor de fertilizantes no país. Segundo Anderson, a primeira medida deve ser intensificar o diálogo com os sindicatos que representam os trabalhadores da empresa em Uberaba, Araxá, Patrocínio e Tapira, para definição de uma pauta de reivindicações visando salvaguardar os empregos e garantir a retomada da produção. Afinal, sem produção, não há como manter empregos.
 
RUMO À CAPITAL
Anderson também quer levar representantes dos trabalhadores a Brasília para reunião com integrantes da Casa Civil e do Ministério da Fazenda, de modo a sensibilizar o governo sobre a necessidade de adotar medidas emergenciais para reduzir os impactos da alta internacional do preço da tonelada de enxofre. Aliás, essa medida seria totalmente desnecessária, se o próprio governo federal estivesse atento e interessado em resolver uma questão de tamanha importância para economia do país. Mas, como agora só se pensa em eleição, os trabalhadores precisam mostrar o tamanho do problema ao governo...
Que Deus nos proteja!
 

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