MUITA GRANA
Com o fim do prazo para prestação de contas na terça-feira (3), vieram à tona alguns números preocupantes sobre as eleições de 2026. Para começar, chama atenção a distribuição desigual dos recursos do fundo eleitoral, que é alimentado por dinheiro público. Ou seja, por dinheiro que você, eu e todos os brasileiros pagamos em impostos. É uma dinheirama tremenda, que poderia ser investida em melhorias na qualidade do ensino, do atendimento em saúde, na segurança pública e em tantos outros projetos em benefício da população brasileira. Mas não. Vai parar nas mãos de candidatos para custeio de campanhas, sabe-se lá gastando com o quê. Ou nas mãos de aventureiros eleitorais totalmente irresponsáveis. Verdadeiro absurdo!
GASTANÇA
Os primeiros números das prestações de contas apresentadas à Justiça Eleitoral pelos candidatos da região mostram alguns disparates assustadores. É o caso, por exemplo, da diferença de recursos recebidos por campanhas malsucedidas, como a de Patrícia Melo, do PT. Disputando cadeira na Assembleia Legislativa de Minas, Patrícia recebeu mais dinheiro do que vários candidatos a deputado federal vitoriosos. Não bastasse, Patrícia recebeu mais de R$900 mil e gastou mais de R$1 milhão, mas não se elegeu. Suas despesas foram maiores que a receita (pelo menos até o momento), numa campanha milionária e sem êxito...
NO RALO
O PT também produziu outro prodígio, porém bem-sucedido. A deputada uberlandense Dandara recebeu nada menos do que 3 milhões 276 mil 259 reais e 52 centavos para custeio de sua campanha à reeleição e gastou quase tudo. Pois é. Imagine você o que poderia ser feito com esse dinheirão todo para atendimento às pessoas carentes de saúde, redes de água e esgoto, casa para morar...
JÁ ERA!
Dandara, do PT, não foi a única aquinhoada com essa montanha de dinheiro para custeio de campanha eleitoral. Zé Silva, do União, recebeu mais de R$3 milhões, gastou quase tudo, e não se reelegeu. Caso típico de dinheiro que foi para o ralo.
TEM MAIS
A deputada federal Ana Paula Leão, de Uberlândia, também jogou fora quase R$1,5 milhão dos R$3 milhões 11 mil que recebeu para sua campanha. Incrível! Ela desperdiçou não apenas o dinheiro usado na campanha malsucedida à reeleição, como a diferença de valores, que não conseguiu usar. Jesus, me ajude! Isso não deve ser verdade...
LADO B
Por outro lado, nosso conterrâneo Tony Carlos, do PSDB, trabalhou com uma receita inferior a R$200 mil, informou despesas de R$163 mil e se elegeu deputado estadual. Pois é.
DINDIM
Dentre os políticos de Uberaba que disputaram as eleições de outubro, Anderson Adauto foi o mais aquinhoado, com R$871 mil, seguido pela vereadora Denise Max, que recebeu mais de R$675 mil, e Thiago Mariscal (PSDB), com R$673 mil. Na sequência vêm Franco Cartafina, do Avante, com 640 mil; Cabo Diego (PL), com R$ 465 mil, e Heli Grilo (PL), com R$459 mil; Lidiane Dantas (PL) com R$312.500,00. Infelizmente, nenhum deles se elegeu. Vida que segue...e mais impostos para nós pagarmos...
CINTO APERTADO
A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa Selic no patamar atual recebeu duras críticas da CDL/BH, ao argumento de prolongamento desnecessário de um cenário desfavorável para o setor de comércio e serviços. Embora reconheça a importância do controle da inflação, a CDL/BH acredita que é necessário avançar na redução dos juros, diante dos impactos do crédito caro sobre o consumo e os investimentos. Para o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva, a manutenção da taxa prolonga as dificuldades para empresas e consumidores, justamente na preparação para a Black Friday e para o Natal, principal data de vendas do comércio. “Entendemos a preocupação com o controle da inflação, mas é preciso considerar os efeitos dos juros elevados sobre a economia. Uma redução gradual e responsável da Selic seria importante para melhorar as condições de crédito, estimular o consumo e dar mais fôlego às empresas”, afirmou, coberto de razão.
INADIMPLÊNCIA
Na realidade, o presidente Marcelo de Sousa e Silva traduziu bem o preocupante cenário da economia brasileira, sobretudo em razão dos níveis elevados de endividamento e inadimplência. De acordo com o SPC Brasil, havia mais de 75 milhões de brasileiros inadimplentes em setembro. Com o crédito caro, consumidores encontram mais dificuldades para comprar e empresários enfrentam custos maiores para financiar suas operações. Se o BC não tiver sensibilidade nesse momento, vai matar as empresas a curtíssimo prazo, uma vez que a manutenção dos juros em patamar elevado também pressiona os segmentos que dependem de vendas parceladas, como móveis, eletrodomésticos e veículos. Para as empresas, o custo elevado do capital de giro dificulta investimentos e a formação de estoques.
DOSE CERTA
“Precisamos de crédito mais acessível para quem deseja comprar e para o comerciante que precisa investir e manter seu negócio. Defendemos que a redução da Selic seja retomada assim que houver condições econômicas, conciliando o controle da inflação com o crescimento da atividade econômica”, destacou o presidente Marcelo de Sousa e Silva.
ERA UMA VEZ
Ninguém está preparado para a derradeira despedida das pessoas que amamos. Invariavelmente, a morte nos colhe de surpresa e nos faz pensar o quão efêmera é a vida. Quão frágil é a nossa existência. E o quanto deveríamos ter dito, ter vivido, ter dado risadas... Na despedida, o que nos resta são as memórias, os “casos”, os encontros e os bons papos (ainda que nos hiatos da correria cotidiana)... Vá em paz, querido amigo Tharsis Bastos. Você ficará para sempre no meu coração de aprendiz de jornalista.
LUTO OFICIAL
Prefeita Elisa decretou luto oficial de 3 dias pela morte do jornalista e reverenciado marqueteiro Tharsis Bastos, um uberabense verdadeiramente raro.