ALTERNATIVA

Tony Carlos é eleito deputado estadual e Uberaba volta a ter representante na ALMG

Lídia Prata
Lídia Prata
Publicado em 05/10/2026 às 21:58
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VIVA O TONY!
A merecida eleição de Tony Carlos para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais deixa várias lições: a persistência talvez seja a primeira delas. Segundo: candidato tem de fazer campanha em sintonia com o seu perfil, ou seja, mídia digital para quem é influencer, e saliva e sola de sapato para quem é analógico. Tony andou, fez carreata, abraçou e dançou com eleitores, foi a todo tipo de evento e pouco se aventurou nas mídias digitais, que não são seu forte. Deu certo. Terceiro: A matemática eleitoral é incompatível com paixão por partido. Enquanto ele teimou em ser fiel ao seu MDB do coração, Tony amargou derrotas. Mudou de partido (contrariado), mas essa decisão lhe rendeu a vitória nas urnas. Parabéns, Tony, pelos seus acertos. Uberaba agora tem um deputado e conta com você em Belo Horizonte.

ATÉ O FIM
Em que pese ter deixado em suspense se irá ou não disputar as eleições para prefeito em 2028, Tony disse em entrevista à Rádio JM que seu partido, o PSDB, tem bons nomes. E lançou José Renato Gomes para a sucessão da prefeita Elisa. Diante dessa declaração, ficou claro que Tony vai cumprir o mandato parlamentar até o fim, como se espera dele. Afinal, foi o único candidato de Uberaba eleito deputado este ano. Não pode abandonar o mandato para vir disputar eleição daqui a dois anos.

VENCEDORES
Candidato a deputado federal, o Thiago Mariscal sai dessa eleição maior do que entrou. Sua votação extraordinária, superior a 45 mil votos, certamente o colocará em lugar de destaque dentre os prováveis nomes do PSDB para disputar a Prefeitura em 2028. Por outro lado, sua amizade pessoal com o governador eleito de Minas certamente será relevante para seu futuro político. Escrevam o que estou dizendo.

GIGANTE
Mais de 40 mil votos não foram suficientes para garantir uma cadeira na Assembleia de Minas ao vereador Cabo Diego Fabiano. Faltaram meros 90 votos, o que é uma pena. Cabo Diego talvez tenha sido o candidato que mais correu atrás de votos, percorrendo vários municípios mineiros. Mesmo não se elegendo, ele fez um trabalho de fôlego que lhe garantiu a primeira suplência do PL. Por isso, não será surpresa se ele vier a assumir como deputado estadual, caso o governador Cleitinho Azevedo convoque algum deputado do PL para compor seu secretariado. Ou, por hipótese, Flávio Bolsonaro seja eleito Presidente da República e também convide algum deputado estadual mineiro para cargo no governo federal.

POR QUÊ?
Logo após o encerramento do trabalho de apuração de votos, não faltou quem lamentasse a decisão de Ellen Miziara de trocar a candidatura a deputada federal pela dobradinha majoritária com Flávio Roscoe. Se tivesse mantido sua candidatura a deputada, poderia estar eleita agora, uma vez que o candidato menos votado do seu partido, o PL, saiu vitorioso com pouco mais de 25 mil votos. O fenômeno Nikolas Ferreira arrastou vários outros candidatos da chapa. Ellen poderia estar entre eles...

COMO PODE?
Por falar em Nikolas Ferreira, como é que os eleitores uberabenses de direita até hoje não entenderam a necessidade de eleger candidato daqui? Continuam votando maciçamente em Nikolas, a ponto de o deputado levar daqui quase o dobro dos votos obtidos em 2022. Foram cerca de 35 mil votos desperdiçados pelos eleitores uberabenses de direita e que não fizeram a menor diferença na votação total de Nikolas, mas poderiam ter ajudado a eleger um dos nossos. Pelo visto, esses eleitores não aprenderam nada com o erro de 2022...

FENÔMENO
Se servir de consolo, Nikolas Ferreira alcançou 101.604 votos, sendo o mais votado para federal na cidade vizinha, bem mais que os três deputados de Uberlândia que foram eleitos. Wellington Prado, por exemplo, teve 60.009, e Dandara, do PT, 44.022, em Uberlândia. Já o Caporezzo, que também foi eleito, recebeu pouco mais de 20 mil votos dos uberlandenses.

EM ALTA
Com a eleição de Cleitinho e Falcão, um nome que já passa a ser cotado para ocupar cargo em Minas é o da médica Sabrina Sarreta, ex-dirigente do Partido Novo e atual líder do Republicanos em Uberaba. Sabrina tem ligações estreitas com o vice-governador eleito e está cacifada para assumir, no mínimo, a direção da regional de Saúde.

FOI MAL. OU “MAU”?
O PSD em Minas foi o grande derrotado nesta eleição. Tinha a máquina do Estado e do município na mão, mas seu candidato a governador não conseguiu decolar. Perdeu para o Senado, e até o presidente estadual Cássio Soares não conseguiu se eleger deputado federal, apesar dos seus mais de 100 mil votos. O partido errou feio nas suas estratégias, especialmente na formatação das chapas. E, cá pra nós, o PSD fez muito mal a Uberaba nessa eleição. Lançou candidaturas que sabidamente não conseguiriam superar a nota de corte, o que tirou votos de candidatos que acabaram inviabilizados. Lamentável!

POSICIONAMENTO
Logo após divulgado o resultado das urnas, a prefeita Elisa publicou nas suas redes sociais um agradecimento aos eleitores que compareceram para votar, e aos seus candidatos, Ismar e Mauricinho. Justificou o apoio ao governador Mateus Simões, derrotado nas urnas. Foi além, destacando que “Uberaba volta a ter representatividade na Assembleia Legislativa, e isso é importante para toda cidade, independentemente de posição política. Uma cidade do tamanho e da importância de Uberaba precisa estar presente nas grandes discussões de Minas Gerais e ter quem defenda seus interesses”. Ao final, a prefeita ressaltou: “Passada a eleição, é hora de olhar para frente. O que deve estar acima de qualquer disputa política é Uberaba. E é por nossa cidade que devemos trabalhar, juntos, todos os dias”. Que assim seja!

MEMÓRIA
O eleitor uberabense precisa se lembrar das lideranças políticas locais nas eleições de 2028, especialmente os detentores de mandato que optar por apoiar e trabalhar pela eleição de candidatos de fora, virando as costas para Uberaba. Certamente terão a resposta nas urnas, quando tentarem a reeleição.

NO FIM
Eleições de domingo vão tirar de cena a partir de 2027 alguns nomes conhecidos dos mineiros, como os deputados Maurício do Vôlei, do PL, que totalizou meros 16.122 votos; Gilmar Machado, do PT, com seus 32.357 votos; Ana Paula Leão, viúva do ex-prefeito de Uberlândia, Odelmo Leão, falecido este ano, também está fora da próxima legislatura; Zé Silva, que trocou o Solidariedade pelo União, mas não se elegeu, apesar dos seus 71.177 votos; Mário Heringer, presidente do PDT em Minas, que bateu 75.782 votos; Euclydes Pettersen, presidente do Republicanos, que perdeu a cadeira de deputado apesar dos seus 92.285 votos. De fora também ficaram o deputado e pastor evangélico Stefano Aguiar, do PSD, que não passou de 20.205 votos. O deputado estadual araxaense Bosco, que mereceu vídeo de apoio da prefeita Elisa no final da campanha, perdeu a reeleição por meros 200 votos.

INTOCÁVEIS
Embora não tenha alcançado nem 0,5% dos votos válidos para presidente da República, Romeu Zema avalia que as urnas deram um recado muito claro: “precisamos tirar os intocáveis de Brasília”. Com o número de parlamentares eleitos pela direita haverá quórum suficiente para pedir o impeachment dos ministros do STF. Zema também considera que o seu partido, o Novo, teve grandes avanços na eleição para o Congresso. Elegeu 10 deputados e 3 senadores. E, por fim, declarou apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno.

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