CONEXÃO URBANA

Governo sobe o tom contra agressores de mulheres e promete reação

François Ramos e Leilane Vieto
François Ramos & Leilane Vieto
Publicado em 03/12/2025 às 09:52
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Benefício popular ou populismo tributário?
A isenção nacional do IPVA para carros com mais de 20 anos, aprovada pela Câmara na terça-feira (2), é apresentada por seus autores como um alívio para famílias de baixa renda. A medida, porém, transfere para estados e municípios, já combalidos, a conta de um benefício que afeta arrecadação em um imposto de competência estadual. O discurso de "justiça social" do relator, deputado Euclydes Pettersen (Republicanos-MG), esbarra na crônica crise federativa: quem pagará a conta? Ou será que o povo ainda acredita que os governos vão economizar para compensar a isenção?

Quer andar de carro velho amor?
Ao emplacar sua primeira PEC, o senador Cleitinho (Republicanos-MG) soube capitalizar um eleitorado difuso: o dos proprietários de veículos antigos, muitas vezes usados como ferramenta de trabalho informal. O simbolismo é forte, mas o impacto orçamentário é concreto. Estados como Minas Gerais, que cobram até 4% do valor venal, terão de buscar novas fontes de receita ou apertar ainda mais o cinto, o que é pouco provável de acontecer na opinião daqueles que não acreditam mais em milagres. A medida, que vale a partir de 2026, joga no colo dos governadores um problema de caixa com roupagem de presente popular.

(Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

(Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

Contradições na conta do alívio
O argumento central da proposta repousa em uma matemática impressionista: Pettersen afirma que, em 20 anos, o IPVA pago em Minas supera o valor inicial do carro. A conta, porém, ignora a desvalorização do veículo e a realidade de que a maior parte da frota antiga já possui isenção estadual. A medida uniformiza um benefício que já existe de forma desigual, criando uma nova distorção: o dono de um carro de 19 anos seguirá pagando, enquanto o de 20 estará livre.

A violência contra a mulher revolta o Planalto
Em visita a obras de infraestrutura em Pernambuco, o presidente Lula (PT) interrompeu a agenda oficial para um discurso inflamado contra a violência de gênero. Na refinaria Abreu e Lima, e depois na Barragem Panelas II, ele classificou os agressores de mulheres como "animais" e "canalhas", citando os casos brutais que ganharam a mídia nos últimos dias, como a moça que foi arrastada por quase um quilômetro pelo namorado e teve as duas pernas amputadas. A fala teve tom de campanha pública, com o presidente afirmando que a iniciativa partiu de um pedido da primeira-dama, Janja.

Da retórica à promessa de ação
Além da condenação moral, Lula prometeu lançar uma campanha nacional e fez uma provocação política: "Quem for violento não precisa votar em mim". A estratégia busca transformar o combate à violência contra a mulher em uma bandeira de governo, conectando-a à sua imagem pessoal. O desafio agora é traduzir a forte retórica apresentada em solo pernambucano em políticas efetivas que enfrentem a impunidade crônica neste tipo de crime.

Entre o discurso e a punição efetiva
Ao cobrar uma campanha de conscientização dos homens, o presidente Lula acerta no diagnóstico cultural, mas evita o cerne da questão: a impunidade estrutural. O Estado brasileiro, historicamente omisso, é perito em produzir leis duras e discursos inflamados, enquanto falha grotescamente em fazer com que agressores e assassinos cumpram integralmente suas penas. A população, aterrorizada por toda sorte de barbárie, não precisa apenas de educação, mas da segurança básica de que o criminoso será tirado de circulação.

A paz como prioridade suprema, além da ideologia
O cansaço popular com a violência, seja de gênero, dos assaltos, dos homicídios ou do tráfico, não tem lado partidário. É um grito unânime por um Estado presente e eficaz. Esquerda e direita, em seus eternos embates e discursos repletos de promessas que nunca se efetivam quando o assunto é segurança pública, parecem negligenciar uma verdade elementar: uma das obrigações fundamentais da democracia é assegurar paz e dignidade aos cidadãos que a sustentam e legitimam. O trabalhador que paga as contas do Poder Público espera trabalho e não quer mais continuar a ser refém do medo. Chega de retórica; a paz pública precisa ser a métrica central de qualquer governo.

O círculo vicioso: leis novas, impunidade antiga
Agravar penas, única medida para além do discurso, não passa de manobra populista e se torna um gesto político vazio quando o sistema carcerário e o judiciário não conseguem assegurar o cumprimento integral das sentenças. A violência contra a mulher é uma das faces mais brutais de um colapso de autoridade que beneficia todos os tipos de transgressores. Enquanto o Estado estimular a sensação de que o crime compensa, por sua morosidade e leniência, todo discurso de "educar o País" soará como hipocrisia distante da realidade sangrenta das ruas.

Lombada contra a velocidade
Preocupado com relatos de moradores, o vereador Ripposati Filho apresentou uma indicação solicitando a instalação urgente de um redutor de velocidade na saída do Hipermercado Bahamas, no Bairro Olinda. O trecho, que dá acesso a condomínios residenciais, tem registrado alta velocidade dos veículos, colocando em risco constante pedestres e demais condutores. A proposta visa impor um controle físico ao fluxo de carros em uma área de grande movimentação local.

(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

Sinal para a segurança dos pedestres
Em outra frente para a segurança viária, o parlamentar também requereu estudos para a implantação de um semáforo de pedestres na rua Professor Francisco Brigagão, no Conjunto Frei Eugênio. O local, que desemboca em uma movimentada rotatória e serve de acesso ao Parque das Acácias, carece de uma travessia protegida nos horários de pico. As iniciativas buscam combater a chamada "cultura da velocidade" e priorizar a proteção do cidadão no trânsito, transformando a demanda da comunidade em ação legislativa concreta.

Segurança em 2 rodas
Por falar em segurança, a Haojue DR 160 chega ao mercado uberabense com este diferencial. Equipada com freio a disco de alta performance e Suspensão Invertida: Proporciona maior estabilidade e precisão na pilotagem, mesmo em terrenos irregulares, a moto ainda oferece um moderno sistema antifurto exclusivo (HJIS) e iluminação Full LED. A moto une proteção e desempenho com seus 15 cv e injeção eletrônica. O modelo já está disponível na JE Moto Peças (R. Medalha Milagrosa, 490), onde o empresário Josué Éder mantém seu compromisso de longa data com o consumidor local, oferecendo assistência técnica especializada e um pós-venda de confiança para quem busca tecnologia sobre duas rodas com respaldo garantido.

Quatro décadas de fé e serviço
A comunidade de Uberaba celebra os 40 anos de sacerdócio de Monsenhor Paulo Porta, figura central da vida religiosa local. A solenidade terá início no dia 6 de dezembro, com uma Missa em Ação de Graças na Paróquia do Santíssimo Sacramento (Adoração Perpétua), marcando quatro décadas de dedicação pastoral, liderança espiritual e serviço à diocese mineira. O momento é de reconhecimento público a uma trajetória que moldou gerações de fiéis.

Uma homenagem musical à altura
No dia seguinte (7 de dezembro) Paróquia Santíssimo Sacramento, localizada na Praça Dom Eduardo, nº 168, no bairro Mercês, sediará um Recital de Órgão especial em homenagem ao Monsenhor Paulo. O evento, que acontece às 20h, transcende o tributo religioso, apresentando-se como um presente cultural à cidade. O instrumento, um majestoso órgão de tubos, confere solenidade e esplendor artístico a esta marca pessoal e comunitária tão significativa.

(Imagens: Divulgação)

(Imagens: Divulgação)

Maestro das teclas e um repertório monumental
A homenagem pelos 40 anos do sacerdócio do Monsenhor Paulo Porta contará com a arte do renomado organista Felipe Bernardo, mestre em Performance Musical pela UNESP e organista titular do Pateo do Collegio, em São Paulo. O programa é uma viagem pela grandiosidade da música sacra, com obras de Bach, Villa-Lobos e uma peça sobre tema gregoriano, explorando os recursos do imponente órgão Rigatto & Filhos de 42 fileiras. A noite promete unir devoção e excelência artística em uma experiência única para os sentidos e para o espírito.

Uberaba avança na rede nacional antirracista
A cidade de Uberaba deu um passo significativo na institucionalização de suas políticas de igualdade racial ao ser reclassificada para a modalidade intermediária do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir). Publicada no Diário Oficial da União, a mudança qualifica o município para acessar editais específicos e recursos federais do Ministério da Igualdade Racial. O vice-prefeito Mauricinho de Sá celebrou a conquista, destacando-a como um ganho para a "Uberaba antirracista" e reforçando o compromisso com ações de conscientização nas escolas e junto aos movimentos sociais.

Um marco para políticas públicas e direitos
A adesão formal à rede nacional é vista como um marco histórico pelas lideranças locais. Para o coordenador municipal de Política de Igualdade Racial, Reginaldo Silva, o novo status simboliza um pacto em defesa da dignidade da população negra e grupos marginalizados, pavimentando o caminho para transformações estruturais. A presidente do Conselho Municipal, Maria Abadia Vieira da Cruz, enfatiza que a conquista fortalece a capacidade de garantir direitos na prática, sendo resultado da luta organizada da sociedade civil e do Poder Público. O instrumento amplia as ferramentas para combater a discriminação e fomentar a participação social na cidade.

Frase
“Afro Latinos, os povos originários não são clandestinos”. (Black Pantera)

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