Rede fortalecida
O Centro Integrado da Mulher (CIM) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) uniram esforços durante o Agosto Lilás para ampliar as ações de enfrentamento à violência contra a mulher. A iniciativa reúne informação, prevenção, orientação jurídica e acolhimento, além de fortalecer a articulação entre os serviços que integram a rede de proteção. De acordo com Berta Fonseca, Natália Salge, Fernanda Mendes e Camila Santana, que emprestam seu apoio à causa, a proposta é ampliar o conhecimento sobre direitos e caminhos para buscar ajuda.

(Foto/Reprodução/WhatsApp)
Informação e proteção
Entre as ações desenvolvidas ao longo deste mês estão palestras, rodas de conversa, atividades em escolas, empresas e instituições, além de campanhas, panfletagens e mobilizações em espaços públicos. A OAB atua especialmente na orientação sobre direitos, Lei Maria da Penha e medidas protetivas, enquanto o CIM oferece acolhimento, atendimento especializado e encaminhamento às mulheres em situação de violência. As iniciativas também abordam as diferentes formas de violência, incluindo física, psicológica, sexual, patrimonial e moral.
Compromisso permanente
O trabalho conjunto reforça a necessidade de manter a rede de proteção ativa durante todo o ano, e não apenas no período do Agosto Lilás. Ações de capacitação de profissionais, conscientização de homens e integração entre instituições buscam ampliar a prevenção e qualificar o atendimento às vítimas.
Pix dominante
Criado em 2020, o Pix rapidamente se consolidou como o principal meio de pagamento dos brasileiros e vem acelerando a redução do uso de dinheiro em espécie. Pesquisa da Serasa, em parceria com o Instituto Opinion Box, aponta que 61% dos brasileiros afirmam ter abandonado ou reduzido o uso de “dinheiro vivo” após a popularização do sistema. A mudança altera hábitos cotidianos e reduz o espaço ocupado pelas cédulas físicas nas transações.
Resistência digital
Atualmente, cerca de 82% da população brasileira utiliza o sistema. Apesar da ampla adesão, existem motivos para a resistência de 18% dos brasileiros entrevistados pela pesquisa que responderam ainda não utilizar o Pix para transferências e pagamentos incluem o medo de golpes, a falta de familiaridade com a tecnologia e a desconfiança quanto à efetivação das operações. A resistência é mais acentuada entre os idosos, grupo que ainda encontra dificuldades para incorporar o sistema à rotina financeira.
Idade pesa
Pesquisa realizada pelo Ipsos-Ipec mostra que a utilização do Pix diminui à medida que aumenta a faixa etária. Entre brasileiros de 35 a 44 anos, a adesão chega a 90%; na faixa de 45 a 59 anos, cai para 81%. Entre pessoas com 60 anos ou mais, apenas 48% utilizam o sistema, evidenciando os desafios para efetivar a inclusão digital da população idosa.
Renda influencia
A adesão ao Pix também acompanha a renda familiar. Cerca de 70% dos brasileiros que recebem até um salário mínimo utilizam o sistema, enquanto o índice chega a 95% entre aqueles com renda superior a cinco salários mínimos. Mesmo com as diferenças, a aprovação geral é elevada: 93% dos entrevistados pela Ipsos-Ipec avaliam positivamente a ferramenta, que também vem reduzindo o uso de boletos e cartões de débito físicos.
TikTok nos negócios
A Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Uberaba (Aciu), em parceria com o Sebrae, promove nesta segunda-feira (24), às 19h, o workshop “Descomplicando o TikTok: Da Criação de Conteúdo às Vendas”. Gratuita, a capacitação é exclusiva para associados e terá vagas limitadas. A iniciativa abre a programação de cursos e palestras preparada pela entidade para o segundo semestre.
Venda pelo celular
O workshop será conduzido pelo empresário e consultor Raphael Simões, fundador da RS Soluções Digitais, que atua há mais de 15 anos no mercado digital. O conteúdo abordará planejamento, engajamento, conversão e estratégias para utilização do TikTok Shop, com exemplos de empresas de Uberaba que já transformam presença digital em negócios. A proposta é aproximar os empresários das novas ferramentas de venda e acompanhar mudanças no comportamento dos consumidores.
Definindo o estilo “conservador”
O primeiro debate presidencial de 2026, realizado pela Band neste domingo (23), reuniu Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante), enquanto Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) ficaram fora do encontro. O palco evidenciou estilos distintos dentro do campo da direita e da centro-direita. Renan apostou no confronto, Caiado buscou uma postura mais institucional e Cury tentou ocupar o espaço da conciliação.
Estado na mira
Apesar das diferenças de comportamento, os três candidatos convergiram em diagnósticos negativos sobre o país e em propostas associadas à redução do tamanho do Estado, ao corte de gastos e a uma agenda econômica de orientação liberal. Lamentável, mas o debate acabou dedicando mais espaço às críticas ao governo Lula e à estrutura estatal do que à apresentação de projetos alternativos para enfrentar os problemas sociais brasileiros. A ausência dos líderes das pesquisas também reduziu o peso político do primeiro confronto eleitoral.
“Descansando as vistas”
O ritmo tedioso do debate parece ter vencido até mesmo alguns dos presentes. Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD e candidato a vice na chapa de Ronaldo Caiado, foi flagrado cochilando durante as falas de outros candidatos. O episódio ganhou ainda mais repercussão porque, em determinado momento, Kassab apareceu dormindo enquanto o próprio candidato a presidente de sua chapa estava no uso da palavra.

(Foto/Reprodução/Instagram)
Livro necessário
Entre novembro e dezembro de 2026, a FSRamos Edições prepara o lançamento nacional de “O Labirinto das Intolerâncias: Neonazismo, Misoginia e Homofobia crescem nas escolas brasileiras”. A obra parte de uma questão central sobre os efeitos do extremismo em um ambiente que deveria promover convivência, respeito, pensamento crítico e democracia. O livro reúne diferentes autores em torno da educação e dos desafios contemporâneos relacionados ao preconceito e à violência.
Labirintos do preconceito
O título traduz a proposta da obra em discutir fenômenos que possuem trajetórias próprias, mas compartilham mecanismos de exclusão, silenciamento e desumanização. Neonazismo, misoginia e homofobia são analisados a partir de suas manifestações e de seus impactos no ambiente escolar. A obra busca não apenas identificar essas formas de intolerância, mas refletir sobre os caminhos possíveis para enfrentá-las.
Evento em Uberaba
O lançamento está previsto para ocorrer no Museu Ateliê das Chiteiras, em Uberaba, e assim que a data for definida haverá ampla divulgação. O espaço é idealizado pela jornalista e arteterapeuta Evacira Coraspe, que também integra o grupo de autores da publicação. A escolha do local aproxima a discussão acadêmica da arte e da cultura e reforça uma das ideias presentes na obra: diante dos muros erguidos pelo extremismo, educação e arte podem contribuir para abrir novas possibilidades de diálogo.

(Foto/Divulgação)
Esforço coletivo
A publicação reúne 17 autores com diferentes formações e experiências acadêmicas e profissionais. Além de Evacira Coraspe, entre os nomes estão Marcos Aparecido Pereira, Kaká Carneiro, Sérgio Henrique Marçal, Ary Luiz de Oliveira Peter Filho, José Humberto de Almeida, Claudete Inês Kronbauer, Viviane Saud Sallum Gonçalves, Sebastião Severino Rosa, Clebia Barbosa dos Reis, Alessandra Carvalho Abrahão Sallum, Rossana Cussi Jeronimo, Orlando Vasconcelos Folador e William César de Oliveira. A pluralidade dos participantes é apresentada como uma das características centrais da obra, que procura ampliar o debate sobre intolerância e educação.
Frase
“A intolerância pode ser aproximadamente definida como a indignação dos que não têm opinião.” ― Gilbert Chesterton