CONEXÃO URBANA

Violência contra professores esvaziam a carreira e minam o interesse em licenciaturas

François Ramos e Leilane Vieto
François Ramos & Leilane Vieto
Publicado em 15/09/2026 às 09:14
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Profissão perigo

O Brasil ocupa o topo de um ranking preocupante sobre violência contra professores, segundo levantamento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O estudo, realizado com cerca de 280 mil professores e diretores de escolas de 55 países, foi divulgado recentemente e revela que 47% dos docentes brasileiros apontam intimidação ou abuso verbal por alunos como fonte de estresse. A média internacional ficou em torno de 18%, evidenciando a dimensão do problema enfrentado diariamente nas salas de aula brasileiras.

(Imagem ilustrativa criada com o uso de IA)

Violência que virou rotina

A violência contra professores virou uma grave epidemia nas escolas brasileiras. Pesquisa do Centro do Professorado Paulista (CPP), com 1.144 docentes, aponta que 65% já sofreram algum tipo de agressão em sala de aula ou no ambiente escolar. A violência verbal lidera, atingindo 71% dos casos, seguida pela psicológica e moral (58%), institucional (27%) e física (19%). Os números expõem uma realidade que ultrapassa os conflitos pontuais e cobra respostas mais efetivas das instituições de ensino.

Aqui tá pior, Uai!

Em Minas Gerais, o cenário ganha contornos ainda mais preocupantes. Em depoimento à Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, a diretora do Sind-Ute, Marcelle Amador Dias, informou que os registros de violência nas escolas cresceram 254% em uma década. Foram 3,7 mil ocorrências em 2013, contra 13,1 mil em 2023. Mais do que estatística, o salto revela uma escalada que coloca em xeque as condições de trabalho dos profissionais da educação e o próprio ambiente de aprendizagem.

Violência dentro da escola

Um levantamento do Sind-UTE/MG, realizado pela Subsede de Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte, mostrou que 70% dos 318 servidores da educação municipal entrevistados já sofreram algum tipo de violência no ambiente escolar. A pesquisa, com margem de erro de 4,7% e nível de confiança de 95%, aponta o assédio moral como uma das principais ocorrências, citado por 28,5% dos participantes. Também foram relatados casos de violência verbal ou física praticada por alunos e pais (15%) e de importunação sexual (8,7%). O retrato reforça que a violência contra profissionais da educação assume diferentes formas e exige respostas institucionais.

Quando o professor também adoece

A violência e a pressão no ambiente escolar têm outro efeito preocupante: o impacto sobre a saúde mental dos professores. Levantamento da CNTE, com base em dados do INSS, aponta que mais de 150 mil docentes da rede pública precisaram ser afastados do trabalho por questões de saúde mental, com burnout e episódios depressivos entre as principais causas. Estimativas adicionais indicam que mais de 60% dos professores relatam sintomas crônicos de estresse e exaustão emocional. O cenário revela que discutir a violência nas escolas também significa discutir as condições de trabalho e a saúde de quem está na linha de frente da educação.

Carreira docente em xeque

O abandono da carreira docente no Brasil já alcança níveis preocupantes e começa a comprometer o próprio preenchimento de vagas na rede pública, levando o Poder Público a recorrer de forma frequente à contratação de temporários. Uberaba não foge à regra imposta pelo cenário profissional desestimulante de quem atua na sala de aula. Levantamentos de entidades como o Todos Pela Educação e o Movimento Profissão Docente mostram que há casos de profissionais que desistem antes mesmo da posse e outros que deixam o cargo nos primeiros anos de exercício. O fenômeno mostra as consequências de um sistema que já enfrenta múltiplos desafios e no qual a violência (inclusive institucional) não para de crescer.

O futuro da docência em risco

O problema chega à própria formação de novos professores. O trabalho em sala de aula, frequentemente percebido como estressante, desgastante e pouco valorizado socialmente, tem afastado também quem ainda está se preparando para ingressar na carreira. Segundo o Censo da Educação Superior, 58% dos estudantes de licenciaturas abandonaram os cursos antes de concluir a graduação, a maior taxa de desistência da década. O dado reforça um alerta preocupante: se essa tendência persistir, o Brasil poderá enfrentar, em pouco mais de dez anos, uma falta ainda maior de profissionais para atender à educação básica.

Conhecimento prático na linha de frente

Não se pode ter dúvidas de que, diante do aumento de conflitos e da complexidade na rotina escolar, a prevenção jurídica tornou-se indispensável para a gestão do ambiente de ensino. Com a bagagem de mais de duas décadas na Educação, o professor e advogado Orlando Folador acaba de lançar o guia “10 Doses de Segurança Jurídica Escolar”. O material de 51 páginas aborda desafios reais do cotidiano pedagógico — como brigas, bullying, ameaças virtuais e procedimentos disciplinares —, traduzindo a legislação para a prática sem o uso de "juridiquês".

Apoio direto a quem faz a escola

Pensado para respaldar a atuação de professores, coordenadores e gestores, o ebook do professor Orlando surge como um recurso estratégico para mitigar riscos e orientar decisões em momentos de crise. A iniciativa busca oferecer respaldo técnico e segurança institucional para os profissionais que enfrentam o dia a dia da sala de aula. Como forma de democratizar o acesso a esse conhecimento essencial, a publicação foi disponibilizada gratuitamente pelo especialista e pode ser baixada diretamente por meio do link em seu perfil oficial no Instagram (@direitonobule).

(Foto/Reprodução/Instagram)

Impacto imediato nas ruas

O avanço de uma frente fria pelo Sudeste provocou um temporal em Uberaba no fim da tarde de segunda-feira, 14. Em apenas dez minutos, o volume de chuva ultrapassou 30 milímetros, acompanhado por rajadas de vento de até 42 km/h e granizo com pedras superiores a um centímetro. A tempestade causou pontos de alagamento de rápido escoamento em diversas regiões, além de queda de árvore na avenida Djalma Castro Alves e interrupções no fornecimento de energia no bairro Abadia, que deixaram semáforos em funcionamento intermitente.

Instabilidade e alerta contínuo

Apesar dos transtornos, a Defesa Civil informou que não houve chamados de emergência pelo 199, mas mantém vistorias e o alerta para tempestades severas. A previsão indica que as áreas de instabilidade devem prevalecer no Triângulo Mineiro até quarta-feira, 16, com possibilidade de novas chuvas isoladas e máximas até 33°C. Diante do cenário, o órgão orienta a população a evitar áreas alagadas, não se abrigar sob árvores e acionar as forças de segurança ou o Corpo de Bombeiros (193) em caso de necessidade.

Resposta rápida no pós-temporal

Em complemento às ações de emergência, a Companhia Operacional de Desenvolvimento, Saneamento e Ações Urbanas (Codau) mobilizou equipes para mitigar os impactos da tempestade no município. Ainda no início da noite de segunda-feira, 14, o órgão reforçou os serviços de varrição e coleta de resíduos na região central, com foco em vias de grande circulação como o Calçadão e a Praça Rui Barbosa. Para esta terça-feira, 15, foi montada uma força-tarefa de limpeza que percorrerá os pontos mais afetados para desobstruir a malha urbana e garantir a normalidade da rotina da população.

Vai começar!

A tradicional Festa em Louvor a São Benedito promete mais uma vez encher de alegria e devoção as ruas do bairro São Benedito. A festividade ocorre de 19 de setembro a 5 de outubro na Paróquia localizada na Praça Dr. Jorge Frange, reunindo fiéis em uma extensa programação religiosa e social. Além do XVI Almoço de São Benedito e da aguardada quermesse diária a partir de 25 de setembro, a celebração contará com o Bingão de R$ 5.000,00 no dia 4 de outubro e culminará com o Dia Solene e procissão em 5 de outubro.

(Foto/Divulgação)

Acolhida e convite às famílias

Liderando as celebrações, o pároco Padre Marcelo Lázaro destaca a importância de fortalecer os laços comunitários e a espiritualidade durante o evento. Sob o tema "Na casa de São Benedito busquemos Jesus!", o sacerdote reforça o caráter acolhedor do festejo. "Queremos convidar toda a nossa comunidade e as famílias de Uberaba para estarem conosco nesta festa de fé e partilha, renovando nossas esperanças e vivenciando momentos de fraternidade no nosso bairro", convida o Padre Marcelo.

Frase

"É necessário fazer crescer não só uma espiritualidade da fraternidade, mas também e ao mesmo tempo uma organização mundial mais eficiente...” — Papa Francisco

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