FALANDO SÉRIO

Ação Popular: Jammal contesta a defesa da PMU e diz à Justiça que faltam respostas

Wellington Cardoso
Wellington Cardoso Ramos
jornalistawellingtoncardoso@gmail.com
Publicado em 20/06/2026 às 19:14
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Contestados pelo vereador Jammal pontos da defesa da Prefeitura na ação popular contra a presença do Núcleo Especializado no Atendimento às Vítimas (menores) de Agressão Sexual e do CEREST – centro de atendimento ao trabalhador em um mesmo espaço (imóvel da avenida Santos Dumont).

Destinação
Essa mistura, que possibilita o trânsito de adultos em área reservada a menores vítimas de abusos sexuais, não estava prevista no termo de referência feito para a locação de imóvel, segundo o autor da ação. O CEREST surgiu durante o contrato, substituindo espaço deixado pelo SIAP (descentralizado).

Faltou resposta
Diz Jammal, contestando explicações cobradas à PMU pela Justiça, que a defesa do município deixou de responder objetivamente a vários questionamentos. Um deles, o motivo pelo qual o CEREST trocou instalações próprias por imóvel alugado.

Rachadinha
Investigações do promotor Eduardo Fantinati sobre irregularidades no Instituto dos Cegos já teriam registrado depoimentos da existência de “rachadinha” na instituição, representada pela devolução por prestador de serviço de parte do valor da nota fiscal.

Em espécie
Nesse caso, a devolução seria de 50% e em espécie.

Quadra
Há suspeita também de exploração do uso de quadra de esportes sem recolhimento de pagamentos em conta do próprio instituto.

Bateu com força
No grupo de WhatsApp Política Uberaba 2026, o ex-vice-prefeito Moacyr Lopes bateu duro no PL após mensagens politicamente depreciativas contra Tony Carlos e Ismar: “O PL é preconceituoso (em relação ao jornalista) e isso não tem espaço em 2026. E mais disse Moacyr: o PL pratica falso moralismo”.

Mesma linha
Integrante conceituado do Novo também afirmou à coluna que “o preconceito impedirá que o partido, por decisão da maioria, apoie a candidatura de Tony, mesmo o reconhecendo como o candidato mais viável de Uberaba para chegar à Assembléia Legislativa”.

Insistência
Ainda no Novo: mesmo com a recusa de Maurício Ferreira sem se candidatar a deputado federal por se considerar sem chance de vitória e não querer prejudicar outros candidatos locais, o partido em BH insiste em deixá-lo na condição de pré-candidato. Aparentemente, para estimular outros nomes.

E o zoneamento?
Eventual transferência da Escola Municipal Uberaba para o antigo prédio da SUPAM, perto da UFTM, não prejudicaria os estudantes da região do Fabrício? Outra pergunta resultante da “brilhante ideia” é: e como fica o zoneamento? A possibilidade foi noticiada pelo colega Lídia Prata, na coluna Alternativa.

E agora?
A partir de agora, quem ingressar em escola de Medicina terá, no 4º e no último ano, de fazer avaliação nacional de proficiência (o exame de Ordem da Medicina). Somente os aprovados poderão exercer a profissão regularmente, mas a reprovação não impedirá a formatura.

Pois é...
Conversas agora vazadas para FALANDO SÉRIO revela cenário de insegurança para professores de escolas municipais. Em um diálogo, em reunião, coordenadora pedagógica é questionada sobre o analfabetismo de alunos do ensino fundamental 2. 

Incapacidade
O professor dizia estar sendo “obrigado” a ler as provas para os alunos diante do nível de analfabetismo verificado em sala de aula. E a coordenadora concorda com o cenário.

Gravação
Em outro momento, professora justifica estar gravando a conversa com a seguinte colocação: “É preciso fazer isso (gravar) porque há distorção dos fatos quando não há registro”. E cobrou a falta do direito ao contraditório em reclamação levada pela escola à SEMED.

Na pele
Universitário da UFTM e ativista social, Thiago Sorrisão passou três semanas como morador de rua em Uberaba para “sentir na pele” como é viver nessa condição. E os relatos dele são recheados de histórias extraordinárias sobre os motivos de cada um com os quais conviveu nessa condição.

Vida acabada
Thiago ouviu de um deles que decidiu viver nas ruas depois de ter encontrado a própria mãe morta em casa. Ela havia praticado o autoextermínio. “Pra mim a vida acabou” – disse ele. Outros foram empurrados para as ruas por diferentes circunstâncias, incluído o uso de drogas.

A procura
Segundo Thiago Sorrisão é comum pai, mãe, percorrer pontos de concentração dessas pessoas à procura do filho desaparecido depois de ter passado dias em “biqueira” (pontos de venda e consumo de drogas ilícitas).

Falência
Caracterizado como morador de rua, o universitário testou também as instituições públicas e, sem nenhuma surpresa, constatou as fragilidades do sistema na assistência aos necessitados de apoio.

Generosidade
A maior ajuda aos moradores de rua, constatou Thiago, vem se ONGs e grupos religiosos, que não só levam alimentos, mas também procuraram ouvir as pessoas, o que sentem. “Há muita gente generosa, que nada pede em troca” – sentenciou, tecendo duras críticas aos órgãos públicos.

Bicicleta elétrica
Tramita na Câmara dos Deputados projeto para a criação de identificação nacional para as bicicletas elétricas. PL não fala em emplacamento, mas no atrelamento do veículo ao CPF ou CNPJ do proprietário. A bicicleta teria um QR Code para facilitar a fiscalização, e somente poderia ser usada por maior de 15 anos.

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