Os secretários notificados e a prefeita não conseguiram responder aos questionamentos a eles feitos pelos vereadores integrantes da CEI do Lixo. Nesta 5ª feira, o secretário de Governo, Caio Presotto, um deles, enviou correspondência à comissão pedindo mais 10 dias para o envio dos esclarecimentos dele, Marcelo Venturoso, Roberto Tosto e Elisa.
Nem tanto
Pedido pegou de surpresa a comissão, que, em reunião, decidiu conceder apenas mais três dias de prazo.
Tempo curto
Aproximando-se a Copa do Mundo, o calendário fica apertado para a comissão conceder prazo tão dilatado quanto o desejado pelo Executivo. No mês que vem, as três primeiras sessões do Legislativo estarão reservadas para as discussões do Plano Diretor.
Feriadão
E, no serviço público, a primeira semana de junho será mais curta. O feriado de Corpus Christi cai numa 5ª feira (dia 4), com ponto facultativo na sexta.
Inusitado
Na mesma correspondência, Presotto pede a Anderson 2 Irmãos, Túlio Micheli e Luiz da Farmácia acesso aos documentos entregues à comissão pelo ex-vice-prefeito Moacyr Lopes. O “ex” foi um dos últimos depoentes ouvidos pela CEI.
Do contra
Moacyr era contra a regionalização do lixo por entender que o sistema, implantado apenas em Uberaba, prejudicaria os consumidores mais pobres
Estelionato amoroso
Sob acusação de lesão corporal, ameaça e estelionato amoroso, empresário foi condenado a 3 anos e 9 meses de reclusão e ainda a 1 mês e 10 dias de detenção em regime aberto. A sentença é do juiz Fabiano Veronez e o réu foi ouvido remotamente.
Falsa promessa
Consta do processo que por dois anos acusado e vítima tiveram relacionamento amoroso, que incluía promessa de separação da esposa. Testemunhas atestaram que a mulher vivia relação abusiva e com exploração financeira (ele pediria dinheiro emprestado a ela a pretexto de acudir o próprio negócio, uma escola profissionalizante).
Agressão
A agressão denunciada que levou a vítima à base da Polícia Militar na praça Rui Barbosa ocorreu em 8 de abril de 2024, no Edifício Elvira Shopping, segundo a denúncia do Ministério Público. O acusado negou, afirmando que havia apenas empurrado a “ex” para fora do seu ambiente de trabalho.
Absolvição
A defesa postulou na audiência de instrução e julgamento a absolvição do seu cliente, enquanto o Ministério Público insistiu na condenação.
Indenização
Titular da Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher aplicou também multa de R$ 5 mil ao réu por danos materiais e fixou em R$ 25 mil a indenização por danos morais pedida pela promotora Amannda de Sales Lima.
Motel/asilo
Entre agosto de 2025 e janeiro deste ano, a Prefeitura pagou R$ 1 milhão 148 mil 333 de aluguel por motel reformado para ser transformado em asilo, sem tê-lo ocupado um dia sequer. É o que consta da denúncia feita à Promotoria de Defesa do Patrimônio Público pelo vereador Marcos Jammal.
Liquidação
Vereador relacionou nove empenhos devidamente liquidados. O primeiro deles, de 8 de agosto do ano passado, no valor de R$ 260 mil, o equivalente a quatro meses de aluguel.
Planejamento
Relato feito por Jammal identifica falta de planejamento na contratação do imóvel, que abrigaria inicialmente Instituição de Longa Permanência de Idosos.
Casa dia
Posteriormente, já com outro gestor, Ernani Neri, a SEDS concluiu não haver necessidade de outra ILPI, em razão dos convênios celebrados com outras instituições, mas sim de uma “casa dia”, onde o idoso passasse o dia com toda a assistência possível.
Abandono
Na notícia de fato de 30 páginas levada ao promotor Eduardo Fantinati, o vereador aponta outras anormalidades, como descumprimento de cláusula contratual em relação ao início (antecipado) do pagamento do aluguel. E ressalta a condição de abandono em que está o imóvel, vandalizado e com mato alto.
Parado no TJ
Recurso de um dos acusados no processo em que a vítima é a prefeita Elisa continua estacionado no Tribunal de Justiça. Ele recorre à “exceção da verdade”, figura jurídica de defesa que permite ao acusado provar que as suas afirmações contra o ofendido são verídicas.
Calúnia
A denúncia de calúnia e difamação a que ele responde é apenas um detalhe na ação penal, que resultou da habilitação fraudulenta de celulares com chips adquiridos em nome da pessoa física Elisa Araújo.
Faltosos
Ao julgamento desta semana no Tribunal do Júri da 1ª Vara Criminal faltaram sete jurados devidamente intimados e outros oito de intimações não entregues. Aos faltosos o juiz Marco Antônio aplicou multa no valor de um salário mínimo.
Pois é...
De três nomes colocados à disposição para a indicação do candidato do PSDB a deputado estadual, dois disseram adeus à intenção: primeiro, o Manu, que pediu desfiliação, e agora Túlio Micheli. Dos três, resta Jammal, a incógnita. Efeito do silêncio que antecedeu a chegada de Tony Carlos à sigla.
Incômodo
A circulação de Tony em companhia de Anderson Adauto (PV) também incomoda muito aos “tucanos”. A expectativa era que o acordo da dobradinha entre os dois ex-deputados prevalecesse apenas para os demais municípios, e que em Uberaba Tony fizesse campanha com Thiago Mariscal. Águas passadas movem moinho.
Farpas trocadas
Nesta 5ª feira, Túlio Micheli e PSDB trocaram farpas. O vereador deixa de ser pré-candidato, afirmando que “movimentos aconteceram nos bastidores”. O PSDB soltou nota oficial pouco depois, dizendo, entre outras abordagens, que “oferece oportunidades e acolhe até a quem esta foi negada por outros partidos”.
Reprimenda
Concessão pela Câmara de reajuste salarial de 10% para os seus servidores, além do aumento do tíquete-alimentação para R$ 1,5 mil, serviu para a vereadora Luciene Fachinelli passar um discreto puxão de orelhas no presidente do Sindicato dos Servidores, no caso do Executivo.
Prejudicados
Sem reajuste no ano passado, os servidores do Executivo tiveram 5,7% de correção este ano. Índice representa “prejuízo” de cerca de 10% na comparação com os ganhos dos colegas do Legislativo. Além do tíquete menor.
Pega na mão
Lu afirmou que a disparidade entre as correções deve servir de lição ao presidente Luiz Carlos dos Santos, que, segundo ela, deveria ter ido dialogar com o Executivo com o suporte dos vereadores, o que não aconteceu. Acrescentou que a participação do Legislativo teria dado mais força ao sindicato.
Big brother
O que não falta na Codau é câmera de monitoramento. Servidores ficam na dúvida: por segurança ou para “vigiar?”. E o clima continua tenso em razão de erros em descontos para o Imposto de Renda.