FALANDO SÉRIO

Desperdício de recursos em obras inacabadas chega a R$10 bilhões

Wellington Cardoso
Publicado em 24/07/2019 às 18:25Atualizado em 17/12/2022 às 22:48
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François Ramos – Redator Interino

Desrespeito

Devido à paralisação de 1/3 das obras financiadas com recursos do governo federal estima-se que pelo menos R$10 bilhões de recursos públicos já aplicados apodrecem em estruturas que não geram retorno algum para o povo brasileiro. Entra administração e sai administração e todos cobram sacrifício da população, mas exemplo que é bom nada! Constatação emerge de relatório divulgado recentemente pelo Tribunal de Contas da União.

Vergonha

O desperdício de recursos em obras inacabadas pelo país afora não se limita à questão financeira, que por si só já é um absurdo. Atualmente 192 Unidades Básicas de Saúde (UBS) estão sem prestar nenhum tipo de atendimento e cerca de 75 mil crianças aguardam uma vaga em creches e pré-escolas, o que significa, impossibilidade de trabalho formal para pelo menos um dos pais e ainda mais exclusão social.

Triste

Somente em Minas Gerais estão paralisadas, devido à suspensão dos recursos, nada menos que 464 obras de infraestrutura. Somam-se a este desrespeito com a população 116 investimentos em educação, 253 em esportes, 63 em estradas e rodovias, 34 em saúde, 10 em habitação e muitos outros.

Responsabilidade

Além disso, a ausência de repasses e distribuição justa dos recursos que são fruto do tributo pago pelo povo mineiro tem feito com que os municípios padeçam ainda mais para dar conta de todas as responsabilidades que lhe são “empurradas” pelo estado e pela União. Muitas prefeituras estão à beira da “falência”.

Chega!

Até o início desta semana levantamento feito pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) apontava que quase 1,5 milhão de pessoas já havia se cadastrado no site “Não me Perturbe”, com a finalidade de bloquear chamadas indesejadas de serviços de telemarketing.

Ordem

A criação do site que visa ao bloqueio de chamadas indesejadas foi determinada pela Anatel e alcançou TIM, Vivo, Algar, Sky, Claro, Nextel, NET, Oi e Sercomtel. O “Não me Perturbe” permite, de forma fácil e gratuita, evitar promoção de vendas e serviços por meio de contato telefônico provenientes exclusivamente das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações e a inscrição pode ser feita em: https://www.naomeperturbe.com.br/.

Nova safra

Jovens advogados Dr. Matheus Rocha e Dr. João Lúcio da Silva Neto vêm se destacando na advocacia local. Em ação penal pública incondicionada para apurar prática de estelionato, fruto de denúncia feita pelo Ministério Público, os criminalistas obtiveram a absolvição de cliente ao conseguirem comprovar a fragilidade das provas apresentadas pelo egrégio representante do MP. Eis que, apesar das adversidades, vai surgindo aos poucos na cidade uma nova safra de profissionais éticos e comprometidos com o devido processo legal para manter a tradição de excelência na formação de operadores do Direito que as faculdades uberabenses possuem.

Segurança

Teve uma boa ideia? Melhor registrar. Com 20 anos de tradição, “Marka Assessoria em Marcas e Patentes” oferece qualidade e segurança ao seu empreendimento. A direção é do mestre em bioética Glays Marcel Costa. Para saber mais, Shopping Urbano Salomão, 2º Piso, Sala 62, telefone (34) 3322-7711.

Reforma

Proposta do governo federal de criar um Imposto de Valor Agregado que incidiria sobre o consumo e poderia ter alíquota superior a 30% está recebendo severas críticas de empresários e especialistas. Tributo seria um dos mais caros do mundo e empurraria muitos setores para a informalidade. Essa é a opinião compartilhada, por exemplo, com o presidente da Riachuelo, Flávio Rocha.

Previdência

Outra reforma que recebe severas críticas é a da Previdência, que segundo o presidente do PSDB/Uberaba, Luiz Cláudio Campos, contrasta com problemas como o fato de quase 100 milhões de brasileiros ainda não contar com coleta de esgoto e outros 35 milhões não possuírem acesso a água tratada: “Este, a meu ver, é o quesito prioritário ao desenvolvimento e prosperidade de um povo”.

Contudo

Verdade que a falta de saneamento, a evidente desestrutura do sistema de saúde, a precariedade na educação e muitos outros problemas que acentuam a exclusão social no país foram consequência direta de todos os governos brasileiros estabelecidos com o novo período democrático. Entretanto, a promessa feita por Bolsonaro era justamente “fazer diferente”. Um caminho que as prioridades eleitas até o momento em seu governo não parecem corroborar. Vamos torcer para que os especialistas estejam enganados.

Nostalgia

Saudades do tempo em que fast-food era um pão com mortadela regado a guaraná Baré, expor-se a perigo era jogar bola descalço, ser ameaçado era consequência de deixar a bola cair no quintal do vizinho, violência era repreensão por paquerar meninas de outros bairros e assalto era roubar mexerica no vizinho com o uso de estilingue e mamona.

Inteligente

Como um dia defendeu o sábio ex-prefeito Hugo Rodrigues da Cunha (in memoriam), aqueles que ansiavam pelo desenvolvimento dos grandes municípios brasileiros chegando a Uberaba teriam saudades da realidade de outrora. Foi taxado de retrógrado durante décadas, mas está aí, sua assertiva era na realidade uma “profecia”.

Desenvolvimento

Em todo o Brasil, dos anos 1980 para cá a educação degringolou, a saúde elitizou, as famílias se desestruturaram, o respeito desapareceu, disciplina virou fascismo, solidariedade exceção, ter fé um crime e o amor um sonho distante. A violência explodiu e as pessoas se viram trancadas entre os muros e as grades que tiveram que construir para gozar a “liberdade” da nova democracia. Se a culpa por tudo de ruim que acontecia era do governo militar, com certeza deveriam ter feito melhor! Que o merthiolate volte a arder e a cartilha retorne de mãos dadas com a tabuada para as nossas escolas, pois precisamos recomeçar tudo de novo.

Frase

“Dias melhores virão. Mas eu ainda continuo acreditando que os melhores dias são construídos pela serenidade do nosso coração, pela paz que transmitimos ao outro, pela forma que lidamos com as pessoas, pela simplicidade dos nossos atos e pelo sorriso que a gente leva mesmo quando a alma chora.” – Cecilia Sfalsin

 

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