FALANDO SÉRIO

Dívida de Minas Gerais: Zema atribui alta a Pimentel e juros da União

Wellington Cardoso
Wellington Cardoso Ramos
jornalistawellingtoncardoso@gmail.com
Publicado em 29/07/2026 às 20:42
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François Ramos – Redator Interino

Dívida de Minas
Durante participação na edição especial do Pingo do J, na tarde dessa quarta-feira (29), o agora pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) comentou o crescimento da dívida de Minas Gerais com a União. Em entrevista aos jornalistas Márcio Gennari e François Ramos, afirmou que o passivo foi herdado de administrações anteriores e declarou que, durante seu governo, não contratou novos empréstimos para o estado. Segundo ele, a origem da dívida remonta, principalmente, à gestão do PT, em referência direta ao ex-governador Fernando Pimentel.

(Foto/Reprodução)

(Foto/Reprodução)

Pagando contas
Zema também afirmou que sua administração quitou cerca de R$29 bilhões em repasses constitucionais aos municípios mineiros, referentes a receitas de ICMS e IPVA que estavam pendentes, beneficiando, entre outras cidades, Uberaba. Na avaliação do ex-governador, o aumento do endividamento estadual decorre, sobretudo, da política de juros aplicada pela União sobre o saldo devedor.

Modelo defendido
Ainda durante a entrevista concedida ao Pingo do J, o ex-governador Romeu Zema rebateu críticas à implantação das escolas cívico-militares em Minas Gerais e comentou os questionamentos apresentados por órgãos de controle sobre o programa. Segundo ele, a sociedade deve ter liberdade para escolher o modelo de ensino desejado. 

Oposição vem da esquerda
Zema afirmou que as principais resistências contra as escolas cívico-militares partem de entidades sindicais e defendeu que a presença de militares da reserva contribui para fortalecer a disciplina e melhorar o desempenho acadêmico dos estudantes. Ele acrescentou que os militares que atuam nas escolas cívico-militares representam, segundo sua avaliação, baixo impacto financeiro, afirmando que recebem apenas um adicional correspondente a cerca de 30% sobre o valor dos proventos da reserva remunerada.

Autonomia preservada
Em defesa do modelo das escolas cívico-militares, o ex-governador Romeu Zema afirmou ainda que a presença de militares da reserva não interfere na atuação pedagógica dos professores. Segundo ele, a autonomia docente em sala de aula é integralmente preservada, enquanto os militares atuam na organização e na disciplina do ambiente escolar. Zema também sustentou que as unidades que adotam esse modelo registram redução expressiva dos índices de violência, atribuindo o resultado ao fortalecimento da ordem e da convivência no espaço educacional.

Flexibilização trabalhista
Nos estúdios da Rádio JM, ao abordar temas econômicos, Romeu Zema também voltou a defender mudanças na legislação trabalhista brasileira. O ex-governador disse ser favorável à criação de um modelo de contratação por hora, argumentando que empregadores e trabalhadores deveriam ter maior autonomia para negociarem as condições de trabalho, com menor intervenção do Estado.

Endurecer penas
Na entrevista concedida ao Pingo do J, o ex-governador Romeu Zema defendeu o endurecimento das políticas de segurança pública e afirmou que é preciso “aumentar e muito o custo do crime” no Brasil. Como exemplo, citou o caso de um homem de Belo Horizonte que, segundo ele, acumula 88 passagens por furtos e roubos de celulares e permaneceu em liberdade graças a decisões proferidas em audiências de custódia. Para Zema, esse cenário estimula a reincidência e transmite uma sensação de impunidade.

Modelo salvadorenho
Ao comentar experiências internacionais, Zema afirmou ter conhecido, ao lado do secretário de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais, Rogério Greco, o modelo de segurança pública adotado em El Salvador. Segundo o ex-governador, o país registrou redução de 99% nos homicídios após a adoção de medidas mais rigorosas contra a criminalidade. Na avaliação dele, experiências dessa natureza devem servir de referência para o fortalecimento das políticas de combate ao crime organizado no Brasil.

Combate às drogas
O pré-candidato à Presidência também afirmou que pretende endurecer o enfrentamento ao crime organizado e ao tráfico de drogas, incluindo o “varejo” e o consumo de entorpecentes. Quanto à condição da população em situação de rua, defendeu que pessoas com dependência química grave e sem condições de discernimento possam ser submetidas à internação, argumentando que o poder público deve proteger tanto esses indivíduos quanto a coletividade dos impactos associados à violência, furtos e outros delitos relacionados à criminalidade.

Compromisso com Uberaba
Encerrando a entrevista ao Pingo do J, o ex-governador Romeu Zema afirmou que, caso seja eleito presidente da República, Uberaba poderá esperar uma atenção especial do governo federal. Segundo ele, sua gestão em Minas destinou investimentos relevantes ao município, promoveu melhorias na malha rodoviária da região e assumiu o compromisso de trabalhar pela duplicação da BR-262. Zema também destacou o potencial da cidade para atrair novos empreendimentos e se consolidar como polo de desenvolvimento.

Agenda econômica
Por fim, cravou que as prioridades, caso vença as eleições de outubro, incluem concentrar esforços na redução da taxa de juros, na diminuição do chamado “Custo Brasil” e no fortalecimento do combate à criminalidade. Segundo ele, essas medidas criariam um ambiente mais favorável aos investimentos, à geração de empregos e ao aumento da renda da população. O ex-governador também elogiou a parceria mantida com a prefeita Elisa Araújo durante sua administração em Minas e declarou que pretende preservar essa interlocução caso chegue à Presidência da República. A entrevista será reprisada no Pingo do J nesta manhã de quinta-feira (30).

Denúncia formal
O Ministério Público de Minas Gerais ofereceu denúncia contra Celso Provenzano por suposta prática do crime de injúria racial, previsto no artigo 2º-A da Lei nº 7.716/1989. A acusação foi protocolada na 2ª Vara Criminal da Comarca de Uberaba e tem como fundamento um comentário publicado no Facebook, em junho deste ano, direcionado ao vice-prefeito Mauricinho de Sá. Caberá agora ao Judiciário analisar o recebimento da denúncia e o prosseguimento da ação penal.

Confissão nos autos
Segundo a denúncia, a investigação identificou que o perfil utilizado para a publicação estava vinculado ao denunciado por meio de informações fornecidas pela plataforma Meta e pela operadora de telefonia. O Ministério Público também afirma que, em depoimento à Polícia Civil, Celso Provenzano reconheceu ser o titular do perfil “Estrada Real Anhanguera” e declarou ter sido o autor da mensagem objeto da investigação. As informações integram os autos do inquérito policial.

Pedido de condenação
Além da condenação criminal, o Ministério Público requereu que o denunciado seja condenado ao pagamento de indenização por danos causados à vítima, em valor não inferior a cinco salários mínimos, conforme previsão do Código de Processo Penal. A Promotoria também pediu a citação do acusado, a oitiva da vítima e das testemunhas arroladas para o regular andamento do processo, assegurado ao denunciado o direito ao contraditório e à ampla defesa.

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