Definida neste sábado a pauta de reivindicações dos servidores municipais para 2025. Documento deve ser protocolado no Executivo na 2ª feira. O aumento salarial pretendido é de 15% (4% real), incluídas as perdas acumuladas nos últimos anos. Desta vez, o próprio sindicato calculou o impacto da correção, estimando em 46,89% o comprometimento da receita, caso o pleito dos servidores seja atendido.
Histórico
Documento discutido mostra que nos últimos quatro anos o Executivo não acolheu os índices de reajuste propostos pelo sindicato, com diferenças para menos de 12% em 2022, 8% em 2023 e 3,71% em 2024. Em 2021, não houve correção alguma, em razão da pandemia.
Tíquete
Índice maior (10%) do que o aumento real de 4% para os salários é pedido para o tíquete alimentação, que passaria de R$ 1.040 para R$ 1 mil 144. Sindicato postula que o auxílio e ainda o plano de saúde sejam também estendidos aos aposentados. De início, o tíquete seria de 25% do valor para os ativos, chegando a 100% em 2028.
Codau
O Sindae igualmente se movimenta e tenta negociar aumento de 10% para os funcionários da Codau, e ainda correção no valor do tíquete alimentação e dos incentivos à qualificação e produtividade. Sindicato reivindica que a avaliação de desempenho dos trabalhadores seja feita exclusivamente por servidores de carreira, e que o plano de saúde alcance também os aposentados.
Lamentações
Dos 120 minutos de audiência pública da tarifa do transporte coletivo, pouco menos de 20 foram efetivamente usados para manifestações de usuários do sistema. E isso foi lamentado pelo vereador Túlio Micheli. “Não vim aqui para ouvir sobre o funcionamento do Busu (app do transporte), mas para discutir tarifa” – reclamou.
Sem discussão
Na prática, não houve discussão sobre a tarifa. Mas, principalmente, detalhamento do funcionamento do sistema com falas de diferentes atores do poder público e das empresas.
Voz do usuário
Outro a lamentar o formato da audiência foi o professor Danilo Oliveira Sampaio. Ao microfone, sentenciou ele que “todas as discussões importantes para a comunidade são a toque de caixa” e que a audiência, “mais uma vez, é simples fachada”.
Homofobia
Sem entrar em detalhes, ele disse que “na turma da frente” (no auditório) estavam aqueles que não usam o transporte coletivo, tranquilos e sorrindo, e a de trás era formada por usuários, revoltados. Da frente, segundo ele, teria ouvido palavras homofóbicas, mas não se aprofundou no comentário.
Sensação
Para o advogado Alexandre Aragão, que se identificou como usuário do sistema e militante do movimento negro, ficou a sensação de que a cidade está à deriva, ao ouvir que pouco pode ser feito em relação à tarifa. “Não temos a ilusão de resolver algo aqui, hoje” – frisou, lamentando a falta de discussão sobre passe livre e tarifa social.
Fala bonita
Aragão apontou que ouviram “gente que fala bonito, mas não usa o transporte coletivo” – referindo-se às exposições iniciais.
Deficientes
Outro usuário do transporte coletivo ouvido foi o deficiente visual Vanildo da Silva, assistido pelo ICBC. Segundo ele, o que se sente nos terminais de ônibus é descaso com o usuário. Os deficientes, reclamou, não têm qualquer ajuda para pegar o ônibus desejado e há gritante falta de veículos nos finais de semana.
Sugestão
A assistente social Fernanda, mãe da vereadora Rochelle, autora da lei da audiência pública, propôs que se use também o inglês e o espanhol nas informações eletrônicas aos usuários do transporte coletivo, considerando-se o grande número de imigrantes na cidade.
É justo?
O trabalhador Pedro Henrique Rocha lembrou os seus tempos de estudante para perguntar à mesa se ela considera justo alguém ter de escolher o dia de ir à aula por falta de dinheiro para o transporte, e se é justa a vida do trabalhador da periferia?
Desafio
O secretário da SDS explicou as dificuldades de se chegar a uma tarifa que seja justa para todos. Uma tarifa muito baixa (para o pagamento individual) aumentaria o subsídio que é pago por todos – explicou, coronel Antônio.
Sem definição
A tarifa a ser praticada ainda não está decidida – afirmou Antônio de Sousa Filho. No Conselho Municipal do Transporte Coletivo foi aprovado o valor de até R$ 6, quase R$ 2 abaixo da tarifa técnica (a apurada sem auxílio governamental) e a sinalização é de que não ficará acima disso e com subsídio de R$ 16 milhões.
Em queda
A planilha de custos do transporte coletivo foi detalhada pelo engenheiro Rodrigo Eduardo Dias Ferroni, mestre em Transporte. Entre outros dados, ele expôs que somente a queda de passageiros, de 5% no ano passado, e o aumento de 3 km nas linhas de ônibus implicariam em reajuste de 7% na tarifa.
Defasagem
E a defasagem nos cálculos dos custos do sistema já é de quatro meses, pois são de outubro do ano passado, sem os reflexos dos reajustes de insumos do período. A planilha nada mais é do que a soma de custos – explicou o profissional, afirmando que a tarifa técnica indicada é de R$ 7,80 por pagante.
Desinteresse
Nenhuma operadora de plano de saúde se interessou pelo contrato desejado pela CODIUB para assistir funcionários e dependentes.
Aditivo
Mais um contrato de obra aditivado. Desta vez o acordo com a Toubes que alicerça a construção da UBS São Benedito, na avenida Apolônio Sales. O reajuste é de 7%, saltando o valor global para R$ 1 milhão 835 mil 616.
Fraude
Sob denúncia de recebimento de auxílio emergencial indevido durante o período da pandemia, dois servidores municipais foram submetidos a processo administrativo, em que foram defendidos pela advogada Natália Salge,
Absolvidos
Depois de passarem pelo constrangimento de ter seus nomes enviados a consultas feitas à Caixa Econômica Federal e à Polícia Federal, os dois trabalhadores foram absolvidos. A conclusão, inclusive com manifestação de órgão federal, foi de que não houve a participação dos servidores em fraude contra o sistema.
Cálculo
Ipserv ainda não sabe o montante da dívida herdada a ser paga por alugueis não quitados de sua antiga sede, no prédio que abrigou no passado o restaurante Solar 17. Instituto foi condenado a fazer a quitação, mas o cálculo da dívida ainda não foi feito na fase de execução da sentença. Fala-se em algo em torno de R$ 1 milhão.
Joquinho
Essa dívida foi um dos temas da última assembléia do Conselho Administrativo do Instituto dos Servidores Municipais. Assim como a transferência ainda não formalizada do prédio em que funcionou o Jockey Clube, da Prefeitura ao instituto, em pagamento de dívida. Enquanto isso, o mato toma conta do imóvel.