FALANDO SÉRIO

Socorro!

Pedintes proliferam por vários pontos das cidades brasileira

Wellington Cardoso
Publicado em 29/03/2017 às 08:59Atualizado em 16/12/2022 às 14:20
Compartilhar

François Ramos – Redator Interino

“Pidança”

Em um País no qual governos se revezam para dizer que a miséria diminuiu drasticamente, o que se verifica nas cidades de médio e grande porte, parece apontar realidade distinta. É praticamente impossível ir a qualquer lugar sem ser abordado por pedintes.

Socorro

As justificativas raramente passam pelo desemprego. Uma das mais comuns é o vício em drogas ilícitas, como o crack. E o tom às vezes é bem ameaçador: “Peço pra não ter que roubar”!

Profissionais

Alguns pedintes se especializaram em ficar nas portas de bancos e lotéricas e não aceitam a “desculpa” do não tenho dinheiro. A resposta pra uma negativa é sempre a mesma: “na volta você me dá”.

Tabela

Detalhe: a maioria dos pedintes não aceita doação inferior a dois reais. Aliás, já chegam impondo o valor. Isso quando não pedem mais.

Estratégia

Supermercados, padarias e farmácias estão entre os pontos preferidos dos pedintes diurnos. A ideia é sensibilizar: “estou com fome” (mas se oferecer comida, boa parte recusa), “preciso comprar remédio” (a receita é antiga e muitas vezes sequer traz o nome daquele que pede).

Flanelinha

Mercado municipal, bares e restaurantes sofrem há tempos com flanelinhas. É um tal de “deixa vigiar o carro?” e quando você recusa, é ameaçado ou escuta o famoso “então dá um trocado”.

Em nome da fé

Pedir para instituições religiosas e casa de tratamento de dependentes químicos nos semáforos também virou regra. Em vários pontos de Uberaba são muitos os que se revezam ao longo do dia. Em um deles, se você se recusa a doar “ganha” um panfleto de pastor que “desfaz qualquer trabalho”. Têm razão! Essa “pindaíba” só pode ser coisa do capeta.

Não tem lugar

Recentemente, um pedinte furou o esquema de segurança de uma instituição de ensino superior uberabense e foi de sala em sala pedindo doações dizendo contar com o apoio da direção. Até que fosse descoberto e retirado “fez a festa”.

Dá lucro!

Ao perceber no local todos os dias no mesmo horário um jovem maltrapilho (que vi todo elegante em uma das feijoadas mais tradicionais de Uberaba), perguntei o que fazia ali, por que não ia estudar e trabalhar. A resposta foi direta: “E desde quando isso dá dinheiro?”

Acho que vou mudar de carreira

Perguntei ao jovem pedinte “e pedir esmola dá?”. Mais uma vez me surpreendi ao ouvi-lo dizer que em apenas uma hora, nos dias ruins, “dá pra tirar entre R$50 e R$70”. Num País onde o salário é de R$937,00 para 30 dias com jornada de 8 horas? No qual a hora do trabalhador assalariado é de R$4,26? É pra parar e refletir mesmo sobre o que está acontecendo.

Mau exemplo

E os pedintes nem sempre aparentam pobreza e necessidade. Um resquício da tão atacada ditadura militar continua vivo nas universidades públicas (onde predomina a ideologia de esquerda): o trote. Calouros são tratados como lixo e colocados para pedir dinheiro nos principais pontos da cidade.

Trote solidário?

Contrários às universidades privadas de Uberaba, onde o mais comum é o trote solidário, com arrecadação de alimentos para instituições filantrópicas ou doações de sangue, os trotes das universidades públicas (não autorizados pelas instituições é verdade) ocorrem em favor do “frenesi” alcoólico dos veteranos. E assim se forma a elite intelectual, acadêmica e política do nosso querido Brasil.

Lançamento

Advogado Claudionor Botelho Junior, uma das grandes referências em “pejotização” em Minas Gerais, prepara o lançamento de um novo livr “Pejotizaçã a fraude trabalhista e a impossibilidade de enquadramento do corretor de imóveis como microempreendedor individual”.

Bom combate

Vereador estreante, Rubério Santos parece estar mesmo disposto a mostrar “a que veio”. Com intensa utilização das redes sociais, o legislador expõe seu trabalho e demonstra engajamento em diversas demandas populares.

Show

Em decisão digna de muitos aplausos, a juíza Régia Ferreira de Lima condenou construtora que atuava em Uberaba ao pagamento de R$15 mil a título de danos morais.

Brincadeira

A construtora atrasou em mais de um ano o prazo de entrega do imóvel. Após a entrega, demorou mais de um ano para registrar a conclusão perante a Caixa Econômica (o que força o pagamento de juros de obra), obstaculizou a venda do imóvel devido a irregularidades na documentação e detalhe: ignorou notificações extrajudiciais e se recusou a sacramentar acordo no PROCON de Uberaba.

Justo

Com certeza, a construtora, que ainda tentou cobrar valores indevidos dos contratantes, foi retribuída com uma sentença que desestimula novas condutas. Contudo, recorreu ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais na esperança de ver impune a sua irresponsabilidade e desrespeito com o consumidor.

Educação

Em tempos de crise de valores, ver a dedicação e a preocupação da equipe de Educação Infantil do Colégio Rubem Alves/Objetivo com o aprendizado e formação plena de nossas crianças é motivo de muita alegria. Obrigado a todos e um parabéns especial ao professor Jair (diretor) e a tia Fernanda (Maternal II).

FRASE

“Eu jamais iria para a fogueira por uma opinião minha, afinal, não tenho certeza alguma. Porém, eu iria pelo direito de ter e mudar de opinião, quantas vezes eu quisesse.”

(Friedrich Wilhelm Nietzsche)

Assuntos Relacionados
Compartilhar

Nossos Apps

Redes Sociais

Razão Social

Rio Grande Artes Gráficas Ltda

CNPJ: 17.771.076/0001-83

JM Online© Copyright 2025Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por