FALANDO SÉRIO

Transporte coletivo pode paralisar a partir de fevereiro se Prefeitura não abrir negociação

Wellington Cardoso
Wellington Cardoso
Publicado em 21/01/2026 às 20:28Atualizado em 22/01/2026 às 20:54
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Ônibus vai parar
Sem a demonstração clara da Prefeitura da intenção de discutir a passagem e o subsídio para 2026, o transporte coletivo tende a parar em fevereiro. Diretores das empresas estão mais do que insatisfeitos com a situação reinante, incluído o desgaste acarretado à imagem do grupo por atrasos de salários.

Em detalhes
Por dois meses consecutivos o grupo empresarial precisou mandar dinheiro de Ribeirão Preto para Uberaba para quitar salários. E todos os detalhes da necessidade de uma definição de tarifa e/ou subsídio estão expostos em correspondência dos diretores paulistas Gentil Zanovello e Diego Mansur ao Gabinete.

Efeito cascata
Pressionada pelo sindicato dos trabalhadores, a diretoria das empresas intensifica suas cobranças ao Executivo. O grupo não está disposto a continuar bancando prejuízos em Uberaba. A relação não está boa.

Desequilíbrio
Além da situação presente, tem discussão pretérita de desequilíbrio financeiro no contrato em que a Prefeitura é acionada na Justiça para pagar mais de R$ 25 milhões às empresas.

Eis que...
Quando tudo indicava o contrário, a Gathi, investigada sob suspeita de “conluio” com outras duas empresas para fraudar licitação na Prefeitura, decidiu recorrer da liminar do juiz Nilson de Pádua suspendendo o seu contrato com a Prefeitura e o recebimento de valores restantes do serviço de transporte escolar rural.

Quitação
Independente do recurso, o promotor Eduardo Fantinati já submeteu à Prefeitura e à empresa os termos do acordo que garantiria o pagamento pelo município a vanzeiros e fornecedores da Gathi (com verbas ainda devidas à prestadora de serviços). E está otimista quanto a um consenso nesta 5ª feira.

Motivo
A busca pelo acordo visa evitar que trabalhadores e outros terceiros de boa fé não sejam prejudicados. As tratativas têm sido feitas de forma online.

Indecisão
Vereadora Rochelle, que reassumirá a sua cadeira no Legislativo no próximo dia 5, término de sua licença maternidade, ainda não decidiu seu futuro político-partidário. Foi o que ela mesmo disse à coluna nesta 4ª feira.

Terceirização
As terceirizações de serviços pela Prefeitura são prejudiciais à saúde financeira do IPSERV – sentencia o vereador Marcos Jammal. É que as contribuições previdenciárias dos trabalhadores terceirizados e das empresas contratadas vão para o INSS.

Perdendo voto
Pegou mal entre os torcedores do USC a fala dos vereadores Marão e Ellen Miziara se declarando alvinegros em vídeo para a rede social.

Segredo
E falando no USC, o presidente Rodrigão afirma que alguns jogadores já estão apalavrados com o clube para a disputa da 2ª Divisão. Os nomes não podem ser ventilados agora porque os atletas estão com contrato em vigor com outras agremiações da série A.

BK Bank
Ex-responsável pelo tíquete-alimentação dos servidores municipais, de 2022 a 2025, a BK Bank atuava mesmo a serviço do crime organizado, segundo a PF. Ajudava o PCC a lavar dinheiro do crime. E isso era facilitado por se tratar de uma fintech sem precisar dar informações à Receita sobre movimentações por Pix, diferentemente dos bancos tradicionais.

Serviço público
A empresa, que deu muita dor de cabeça e provocou constrangimentos aos servidores municipais uberabenses, firmou 82 contratos de prestação de serviços a órgãos públicos a partir de 2019, no valor de mais de R$ 500 milhões.

Suspensão
Tribunal de Justiça concedeu efeito suspensivo à decisão da 3ª Vara Cível de Uberaba determinando a recondução ao cargo de servidor da Prefeitura de Delta demitido por estar aposentado pelo INSS. Outras demissões semelhantes estão ocorrendo em todo o Estado por recomendação da Ministério Público.

Ilegal
A permanência no cargo de servidor que se aposenta após 2019 é considerada inconstitucional por representar acúmulo de vencimentos e haver necessidade desse mesmo trabalhador ser aprovado em outro concurso para nova designação.

Demitidos
Dezenove servidores celetistas de Delta foram demitidos e outros dez estatutários. E na manifestação do TJ é dito que o acúmulo de vencimentos poderá, eventualmente, ter como consequência a restituição de valores recebidos pelo servidor.

Paciente
Codau e S Ambiental ainda não chegaram a um acordo sobre o quanto uma deve à outra, dificultando o entendimento a elas proposto pelo paciente promotor Carlos Valera, no âmbito do lixo regional, outro imbróglio que vem se arrastando há três anos.

Causa: lixo
A terceirizada disse ao JM ter mais de R$ 8 milhões a receber, enquanto Rui Ramos evita falar os números que a autarquia alega ter nas mãos da S Ambiental (por cobrar a tarifa de lixo na conta da água) “por um princípio ético, já que estamos negociando”.

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