FALANDO SÉRIO

Violência nas escolas é culpa da exclusão social

Wellington Cardoso
Publicado em 17/04/2019 às 07:27Atualizado em 17/12/2022 às 19:58
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François Ramos – Redator Interino

Exclusão

Segundo “especialistas”, a onda de violência que toma conta de nossas escolas é culpa da exclusão social. Sempre estudei em escola pública e nunca vi privilegiados por lá. A maioria absoluta que “opta” pelo ensino público é por falta de recursos para arcar com a educação privada. Por que então não havia nos anos 80 e 90 estudante entrando armado nas escolas pra promover chacina de inocentes?

Problema

A violência nas escolas é fruto de vários motivos, entre eles o fomento cultural contra a família, a religião, a solidariedade e, principalmente, o respeito pelo próximo. Chegamos ao ponto de uma escola do Distrito Federal precisar instalar detectores de metal para evitar agressão de alunos e professores por outros membros da comunidade escolar. Na minha época, eu ficava gelado só da “tia do portão” me olhar diferente.

Triste?!

A verdade é que criamos uma geração imersa no egoísmo, no individualismo, que muitas vezes cresceu em famílias desestruturadas (o modelo da moda politicamente correta), que lhe forneceram as piores referências para o ser humano que deve se tornar. O Estado muitas vezes aplaude e torna-se cúmplice dessa hipocrisia ao assumir uma postura de quem enxerga “vítimas” em quase todos os que agem contra os princípios mais elementares da cidadania, e “algozes” naqueles que pagam regularmente seus impostos. Tudo é culpa da sociedade!!!

Floco de neve

A ausência de uma educação que forme para a cidadania e a existência de um Estado conivente com o crime, a imoralidade e a corrupção humana deram origem a uma geração que recebe o rótulo de “floco de neve”. Extremamente fragilizada, a “molecada” se ofende com tudo e basta você dizer que não gosta de abóbora para se tornar “aboborafóbico” e merecer a morte.

Política

De tráfico de drogas a assassinato. De estupro a arrombamento de residências. De assalto a violação de privacidade... tudo passou a ser justificado pelo Estado e pela grande mídia como fruto da exclusão e do desrespeito à diversidade. Engraçado que aqueles que mais promovem protestos pedindo respeito, que vivem ofendidos com o simples fato de existirem pessoas que pensam diferente, são justamente os responsáveis por atos como “performances artísticas” que simulam o aborto de Cristo por Maria na frente de uma igreja.

Eleição

Foram justamente a violência e a desordem que imperam no Brasil do século XXI que levaram a eleição de Jair Bolsonaro para a presidência da República. Entretanto, até agora o forte discurso do combate ao crime e da necessária devolução da paz às ruas não se materializou. Apenas se fala em reforma da Previdência, flexibilização trabalhista e liberalismo. Será que o povo uma vez mais será traído? Espero que não.

E a polícia?

No estado de Minas Gerais, a promessa de algo “Novo” também não se concretizou após as eleições. Aliás, gostaria de ver o mesmo afinco da Polícia Militar nas blitze espalhadas diariamente pela cidade se repetir em “fechas” contra a criminalidade nos bairros mais violentos da cidade. Contudo, PM cumpre ordem e a prioridade do governador parece ser arrecadar.

Mais do mesmo

E o povo? Bom... Até agora continua inseguro e de presente ganhou uma significativa baixa na educação em tempo integral nas escolas mineiras. Com o corte de 70% das vagas, promovido pelo governo do estado, mais de 80 mil alunos ficaram sem aulas e muitos à mercê das “escolas do crime” instaladas principalmente na periferia das cidades e sempre abertas para aqueles em estado de vulnerabilidade social. É assim que se combate a violência?

Privilégios

Infelizmente também não se vê movimento político concreto para colocar fim a salários exacerbados e excesso de benefícios para determinadas categorias. Afinal, se quem ganha salário mínimo na iniciativa privada precisa, entre outras obrigações, pagar pelo próprio alimento e pelo aluguel de onde mora, nada justifica a manutenção de classes privilegiadas no serviço público com remuneração muito acima da média global e ainda gozando de auxílio moradia e auxílio alimentação, pagos com o tributo “expropriado” do assalariado.

Gestão Pública

Para discutir a realidade pública que se encontra ancorada num evidente contrassenso se observado o real interesse público, professores da Unipac/Fupac, entre eles José Humberto da Silva Ramos, Jorge Nehme Hanna El-Armali, Orlando Pereira C. Filho, Julio Cesar Franco e José Humberto Fernandes, fundaram em Uberaba no início deste ano o Núcleo de Estudos e Pesquisas Aplicadas à Gestão Pública Contemporânea (Neagep).

Lançamento

Das reuniões semanais do Neagep emergiram muitas reflexões sobre a administração pública e delas originou-se um livro. A obra, intitulada "Gestão Pública: uma abordagem multidisciplinar com foco na eficiência do Estado", fruto da organização do diretor da Unipac/FUPAC, Emiliano Campos e do professor José Humberto da Silva Ramos entre outros, será lançado no próximo mês pela editora Virtualbooks.

Participação

Além de um conselho editorial composto por doutores de toda a América do Sul, em especial Brasil, Paraguai e Argentina, a obra produzida pelo Neagep com o apoio da Unipac/Fupac de Uberaba conta com estudiosos de todo o Brasil, dentre eles o mestre em Direito Euseli dos Santos, o recifense Ary Peter, que é doutor em Administração e a manauara Francélia Paiva, doutora em Educação.

Qualidade

Ensino bilíngue do COC Uberaba é mais um diferencial na qualidade de uma instituição tradicional que conta com a competente gestão dos professores Jair Ferreira e Flávio Lemos. Parabéns a todos os mestres e colaboradores desta escola em que todos os alunos são conhecidos por seu nome e preparados não apenas para o mercado, mas para a vida cidadã!

“Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, em relação ao universo, ainda não tenho certeza absoluta.”

Albert Einstein

 

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