JOVEM POLITICANDO

Antes do título de eleitor, existe o grêmio estudantil

Lyandra Cibelle
Lyandra Cibelle
Publicado em 01/06/2026 às 15:25Atualizado em 01/06/2026 às 16:58
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Quem nunca viu uma chapa de grêmio passando de sala em sala pedindo voto… que atire a primeira cédula.

Tem os candidatos empolgados, os indecisos, os que prometem campeonato, os que prometem melhorar a escola e até aqueles que fazem campanha como se estivessem disputando a presidência da República.

Parece só mais uma atividade escolar. Mas, na verdade, ali está acontecendo uma das experiências mais importantes da vida de muitos jovens… segue o fio.

Eu tenho certeza que quando você ouve a expressão “participação política”, uma das primeiras coisas que vem na sua mente são as eleições. E de fato, errado você não está, porque o voto é mesmo uma forma de participação política. Mas não é a única. E é sobre isso que vamos conversar hoje.

Eu sempre digo que a principal porta de entrada prática - ainda dentro da escola - para a  participação política ativa, é o Grêmio Estudantil. Afinal, ele é praticamente um espelho escolar de como funciona o processo eleitoral de verdade. Você monta uma chapa, decide suas propostas, planeja a campanha, conversa com os alunos, pede votos e argumenta a viabilidade da sua chapa, por que acredita que sua equipe está preparada para representar os estudantes. Depois de todo esse processo, chega o dia da eleição. E a democracia faz o seu papel: a chapa mais votada vence.

Convenhamos: se você, caro leitor, já passou por isso, sabe do frio na barriga que dá. E talvez uma das melhores sensações seja perceber que tantas pessoas acreditaram em você e confiaram no seu grupo para representá-las.

E depois de toda essa euforia, começa a parte mais importante. O Grêmio deixa de ser campanha e passa a ser compromisso. Agora é a hora de fazer acontecer tudo aquilo que você divulgou como proposta durante a campanha. É aquele ventilador estragado na sala de aula, um projeto legal para fomentar a cultura na escola, uma atividade recreativa pra engajar a turma ou levar demandas importantes à direção da escola.

E é justamente aí que está a grande importância do Grêmio Estudantil.

Ele ensina que representar não é falar apenas por si mesmo. É defender melhorias para uma realidade que você conhece porque vive nela todos os dias. Mas é também olhar para situações que talvez você nunca tenha enfrentado e compreender que seu papel é representar todos os estudantes, inclusive aqueles cujas dificuldades são diferentes das suas.

Foi exatamente isso que aprendi durante minha experiência como presidente de grêmio estudantil, lá no Colégio Tiradentes - um lugar que tenho muito orgulho em dizer que estudei e fiz parte. E, mais recentemente, tive a oportunidade de reencontrar essa mesma energia ao participar de iniciativas voltadas ao fortalecimento dos grêmios em escolas da nossa cidade, por meio do Jovem Politicando.

Em uma parceria com a Secretaria Municipal de Educação, visitamos diversas escolas para conversar com estudantes gremistas sobre liderança, protagonismo juvenil e participação cidadã.

(Foto/Reprodução)

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Também acompanhei a posse dos grêmios estudantis da rede municipal, realizada no dia 31 de março, no Anfiteatro Esmeralda da UFTM. Foi um momento muito significativo para a educação municipal de Uberaba. Ver aquele espaço lotado de jovens protagonistas, representando tantas escolas da nossa cidade, é algo que realmente enche o coração de esperança.

(Foto/Reprodução)

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Tive ainda a oportunidade de vivenciar um momento especial: a posse do primeiro grêmio estudantil da Educação Infantil da história de Uberaba, na Escola Municipal São Judas Tadeu, a convite do ex-diretor Wagno Santos, um profissional que admiro muito e tem contribuído de forma admirável para o fortalecimento da participação estudantil em nossa rede de ensino.

(Foto/Reprodução)

 Experiências como essas reforçam uma convicção que carrego há anos: a participação política não começa aos 16 anos, quando tiramos o título de eleitor. Ela começa muito antes. Começa quando aprendemos a ouvir, dialogar, representar e construir soluções coletivas.

Talvez seja justamente por isso que os grêmios estudantis sejam tão importantes. Eles mostram, na prática, que política vai muito além do voto. Política também é participação, responsabilidade, diálogo e compromisso com a comunidade da qual fazemos parte.

Por isso, se você tem vontade de participar do grêmio da sua escola, converse com seus professores, procure a direção e descubra como fazer parte desse processo. Tenho certeza de que será uma experiência capaz de transformar não apenas a sua escola, mas também a forma como você enxerga seu papel na sociedade (assim como foi comigo).

E, claro, se quiser compartilhar sua experiência, tirar dúvidas ou conversar sobre protagonismo juvenil, estarei à disposição. Até a próxima!

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