Max Verstappen voltou ao seu modo “Maximiniano” de ser. Venceu mais uma corrida em sequência, à sua maneira: de ponta a ponta, com direito à pole position e à vitória. Só ficou devendo a volta mais rápida, que acabou nas mãos de Leclerc, no terço final da prova, quando o monegasco já calçava pneus macios novos, instalados na 39ª volta.
Após a vitória na semana passada, na Malásia, havia uma grande dúvida sobre a competitividade da dupla Max/RB22 em Cingapura. Afinal, o holandês nunca havia vencido em Marina Bay, um circuito de características bastante diferentes das de Sepang. Leclerc terminou em segundo, enquanto Kimi Antonelli completou o pódio do GP de Cingapura de 2026.
Com o pacote de atualizações apresentado no Azerbaijão, a Red Bull voltou a demonstrar competitividade. E Verstappen, como poucos, sabe aproveitar uma boa oportunidade. Max venceu a corrida curta de sábado e a principal no domingo. George Russell já admitiu: neste momento, o RB22 é o carro a ser batido.
A Mercedes, por sua vez, caminha a passos largos para conquistar o Mundial de Construtores, graças à vantagem acumulada desde o início da temporada. McLaren, Ferrari e agora Red Bull somam duas vitórias cada uma. As outras onze ficaram com a equipe alemã, oito delas conquistadas por Antonelli, que caminha para se tornar o campeão antecipado desta temporada.
A corrida em Marina Bay foi daquelas pouco movimentadas. Leclerc até tentou atacar no início e voltou à carga no final, quando tinha pneus macios novos, enquanto Max utilizava compostos médios bastante desgastados. A diferença de pneus, porém, não foi suficiente para tirar a vitória das mãos do holandês.
Russell e Hadjar largaram do fundo do grid após punições por trocas de componentes. E começar uma corrida de rua nessas condições nunca foi uma boa receita para o sucesso. Russell terminou em nono, enquanto Hadjar fechou em décimo. Antonelli, por sua vez, não teve um fim de semana dos melhores, mas, ainda assim, subiu ao pódio. Sorte de campeão!
A Ferrari garantiu o segundo lugar com Leclerc e a sexta posição com Lewis Hamilton. O inglês largou com pneus médios, mas não gostou do rendimento dos compostos e foi o primeiro piloto do grid a parar, na 18ª volta. Para piorar, abriu mão de trocar os pneus quando o carro de segurança virtual entrou na pista, na 39ª volta. Uma decisão que acabou comprometendo ainda mais sua corrida em Cingapura.
Os carros da McLaren voltaram a apresentar um desempenho apenas discreto, embora tenham sido mais competitivos do que no Azerbaijão, onde ambos ficaram fora da zona de pontuação. Lando Norris terminou em quarto, e Oscar Piastri, em quinto. É impressionante como o australiano perdeu rendimento desde a parte final da temporada passada. O que aconteceu com Piastri? A queda de desempenho merece uma explicação.
Liam Lawson e Nico Hulkenberg foram os melhores entre os demais, representando as equipes do pelotão intermediário. Lawson conquistou o sétimo lugar, enquanto Hulkenberg terminou em oitavo. Resultados muito positivos diante do equipamento que possuem, especialmente no caso do alemão. as punições de Russell e Hadjar também os beneficiaram.
Já o nosso Gabriel Bortoleto teve um fim de semana para esquecer. Desde a classificação, o brasileiro não conseguiu encontrar o ritmo necessário e acabou abandonando a prova na nona volta. Um desfecho frustrante para quem almejava um resultado melhor em Marina Bay.
A dupla da Haas, Esteban Ocon e Oliver Bearman, protagonizou uma das melhores disputas por posição da etapa de Cingapura. Apesar do bom duelo, os dois terminaram fora do top 10com Bearman em 12º e Ocon em 13º.
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