REGINALDO LEITE

22 – GP de Las Vegas – Outra surpreendente vitória taurina

Reginaldo Baleia Leite
Reginaldo Leite
Publicado em 25/11/2025 às 08:23
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Max Verstappen domina a noite em Las Vegas (Foto/Reprodução)

Max Verstappen domina a noite em Las Vegas (Foto/Reprodução)

Max Verstappen venceu a terceira etapa norte-americana da temporada, em Las Vegas. O pole position e favorito à vitória, Lando Norris, entregou a liderança ao errar o ponto de frenagem da primeira curva. Norris ainda conseguiu se recuperar e terminou em segundo, com George Russell completando o pódio — o resultado dentro de pista.

No passado, dizia-se que uma corrida só terminava na bandeirada final, para alertar pilotos afoitos que se complicavam logo na primeira curva. Hoje, isso mudou: tudo só termina quando os comissários publicam seus vereditos. Prova disso foi a nova reviravolta após o GP.

Os dois carros da McLaren foram reprovados na medição do desgaste da tábua do assoalho, e Norris e Piastri perderam todos os pontos conquistados na pista. Esse tipo de punição surgiu em 1994, aplicada pela primeira vez a Michael Schumacher. A Ferrari também recebeu uma penalidade semelhante neste ano, no GP da China.

Sexta-feira turbulenta em Vegas. O TL1 foi liderado por Charles Leclerc, seguido por Albon e Tsunoda — algo já fora do padrão. Max Verstappen e Sainz Jr. fecharam o top-5.

No TL2, uma tampa de bueiro solta roubou a cena, interrompendo o treino, assim como em 2023. Norris terminou na frente, seguido por Antonelli e Leclerc.

O TL3 aconteceu em pista molhada, com pneus intermediários. No apagar das luzes, Russell superou Max e liderou a sessão, com Albon em terceiro.

Classificação. A pole ficou com o inglesinho da McLaren, seguido de Max Verstappen. O grande destaque foi a atuação impressionante de Sainz Jr., colocando a Williams em terceiro. Russell foi quarto e Piastri, quinto.

Albon, que vinha em ótimo ritmo no fim de semana, acabou batendo no muro logo no início, sendo o único a sofrer acidente mesmo diante das péssimas condições. A princípio, esperava-se que mais pilotos fossem vítimas do traçado escorregadio.

Corrida. Norris largou na posição de honra e reagiu bem, posicionando o carro à frente de Max. Contudo, errou o ponto de frenagem, saiu do traçado e entregou a ponta, que Verstappen manteve até o fim sem sequer precisar se defender.

Para sorte de quem ficou acordado, as disputas atrás do líder foram melhores. Kimi Antonelli foi beneficiado por uma excelente estratégia e terminou entre os três primeiros após a desclassificação da McLaren e uma punição de cinco segundos aplicada ao próprio piloto. Seu desempenho e a incrível durabilidade com pneus duros chamaram muita atenção.

Ferrari: mais um fim de semana difícil. A fase rubro-negra não é nada boa. Leclerc se classificou apenas em nono, e Lewis Hamilton, em último — vigésimo. Muito pouco para a equipe de maior torcida da categoria.

Na corrida, Leclerc terminou em quarto, quando tinha tudo para ir ao pódio após a punição de Antonelli. Hamilton fechou em sétimo. Vale lembrar que, na pista, os dois pilotos da McLaren estavam à frente da dupla da Ferrari.

Título encaminhado? Após as comemorações diferentes do habitual em Las Vegas, ficou claro que o título se aproximava das mãos de Lando Norris. Mesmo com a dupla punição, o inglês ainda mantém boa vantagem sobre os outros postulantes. Dentro do time papaia, é evidente que agora Piastri deverá trabalhar para ajudar Norris.
Lando precisa apenas marcar Verstappen, não necessariamente vencê-lo.

Teorias da conspiração e o fator comercial. A turma das teorias da conspiração afirma que a FIA puniu intencionalmente a McLaren para manter a disputa aberta nas últimas etapas — o que aumentaria o interesse do público e, consequentemente, os lucros. Mas muitos lembram que medidas comerciais são influenciadas não pela FIA, e sim pela Liberty Media, proprietária da Fórmula 1. Mas ao final a própria Mc Laren admitiu que errou.

O que vem por aí. As duas pistas restantes teoricamente favorecem a McLaren. Com uma sprint e duas corridas normais pela frente, vemos uma seria possibilidade de vermos Lando Norris campeão mundial.

Não que ele seja um piloto fraco, longe disso. Mas ainda falta aquele “tcham” dos grandes, e ele costuma falhar em momentos decisivos. A seu favor, conta o fato de ser jovem e ter muito espaço para evoluir.

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