REGINALDO LEITE

A pré-temporada do blefe

Reginaldo Baleia Leite
Reginaldo Leite
Publicado em 24/02/2026 às 07:55Atualizado em 24/02/2026 às 07:55
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Imagem da turma de 2026 (Foto/Reprodução)

Imagem da turma de 2026 (Foto/Reprodução)

Após três semanas e nove dias de testes, a pré-temporada se encerrou na última sexta-feira. Apesar do regulamento técnico ser complexo e bastante distinto do anterior, a maioria das equipes conseguiu cumprir seus programas sem grandes sobressaltos. À exceção da Aston Martin, que rodou pouco e enfrentou problemas praticamente todas as vezes que foi à pista.

Ainda assim, nada parece definido. Muitas equipes esconderam sua real performance. No paddock, comenta-se que a Mercedes pode repetir o domínio de 2014. Isso apesar do forte trabalho de Charles Leclerc no último dia de testes.

Mesmo com as quatro grandes aparentemente jogando com mapas de potência conservadores, a Ferrari deu a impressão de ter utilizado configurações mais próximas do ideal. Além disso, foi consistente ao longo das sessões e terminou como a terceira equipe com maior quilometragem acumulada: 6.090 km, atrás da Haas F1 Team (6.095 km) e da própria Mercedes (6.193 km).

Quase todas as equipes registraram boa quilometragem. Entre os pilotos, George Russell foi quem mais rodou, com 3.523 km. Leclerc percorreu 3.354 km e Esteban Ocon 3.269 km. Na Aston, Lance Stroll completou apenas 781 km, enquanto Fernando Alonso chegou a 1.334 km.

O pesadelo da Aston vem sendo atribuído à Honda. Por outro lado, os problemas de superaquecimento também podem recair sobre Adrian Newey, conhecido por sua filosofia extrema de compactação e redução de peso, especialmente no dimensionamento dos componentes de refrigeração. Até a estreante Cadillac Formula 1 Team conseguiu rodar mais que a equipe britânica.

A McLaren também apresentou bom desempenho, sendo a quarta equipe em quilometragem — utilizando unidade de potência Mercedes. Já a equipe B dos taurinos, a Racing Bulls, foi a quinta em distância percorrida, enquanto a Red Bull Racing ficou apenas na sétima posição. Considerando que o motor da Red Bull é estreante, o resultado pode ser considerado positivo.

Outra surpresa, se compararmos com temporadas anteriores, foi a Alpine, sexta colocada em quilometragem. Já a Williams pagou o preço por ter atrasado a estreia do carro e não ter participado das atividades iniciais em Barcelona. Ainda assim, terminou como a antepenúltima em rodagem, sendo a última equipe cliente da unidade de potência alemã.

Como dito no início, nada está definido quanto à capacidade de cada equipe interpretar o novo regulamento. Que, inclusive, já foi alvo de críticas de alguns pilotos. Um ponto, porém, parece claro: a Ferrari foi a única equipe que demonstrou domínio na gestão da carga da bateria em situações de largada, superando visivelmente as rivais nesse aspecto.

A verdade começará a aparecer na classificação do Grande Prêmio da Austrália.

  

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