Imagem noturna do circuito de Losail (Foto/Reprodução)
O Catar é a penúltima etapa do campeonato deste ano. O circuito de Losail tem uma característica não muito comum pois recebe a F1 e o Mundial de Motos, Moto GP. Mesmo sendo uma prova noturna, o calor ainda é um fator predominante.
A McLaren chega com o favoritismo que anteriormente pertencia à Red Bull. O carro papaya é hoje o mais equilibrado no setor de alta velocidade. Em Losail, isso costuma significar meio caminho para a vitória.
Norris e Piastri vivem fases distintas: um piloto luta para se firmar como candidato ao título; o outro, para provar que não é apenas coadjuvante no próprio time. Por outro lado, estranhamente, o piloto que liderou a maior parte do campeonato, sem mais nem menos, deixou de ser dominante.
A equipe alega que não favorece nenhum deles e não intervém no resultado de seus pilotos. Mas, ultimamente, essa fala não tem respaldo na prática.
A Red Bull desembarca meio que pressionada. A equipe que dominou a categoria desde 2022 agora se vê vulnerável, irregular e, às vezes, desorientada. Verstappen sempre será Verstappen. Consegue extrair mais do que o carro parece oferecer. Porém, se houver pista fria e desgaste de pneu dianteiro acentuado, o holandês terá trabalho. Nada fora do cardápio.
O mundo vermelho, por sua vez, parece viver numa gangorra emocional permanente. Uma sessão boa aqui, uma estratégia desastrosa ali. E assim, o time mais cobrado da F1 chega a Jeddah com a urgência de um resultado convincente.
Leclerc e Hamilton precisam de mais do que pontos: precisam demonstrar que a equipe não perdeu completamente o rumo. Maaassss...........
Lá na turma do fundão, dois nomes merecem atenção: Sainz Jr., que transformou a Williams em uma ameaça real no sábado; e Hulkenberg, símbolo da resistência silenciosa que mantém a Sauber viva no campeonato. A dupla da Racing Bulls tem se mostrado muito bem nas últimas etapas. Em Jeddah, ambos podem voltar a incomodar gigantes, assim como Sainz Jr.
Na teoria, o traçado de Losail favorece a McLaren. Na prática, é a pista que mais pune o excesso de confiança e recompensa quem ousa no momento certo. E, com a disputa do título esquentando, ninguém quer ser o primeiro a piscar.
Este GP tem tudo para ser o divisor de águas da temporada. Norris já pode sair campeão dependendo da combinação de resultados. O ideal para ele seria vencer a Sprint e a corrida principal e torcer para Max tropeçar nas duas corridas. Por outro lado, Max vai dar tudo para ver o título ser decidido em Abu Dhabi. Assim como os organizadores.