
Governo federal incluiu gasoduto para abastecer usinas termelétricas em megaleilão de energia no PAC. De acordo com o Estadão, o empreendimento custará R$1,5 bilhão e será executado pela TAG com recursos 100% privados, segundo o Executivo (Foto/Reprodução)
Projeto. O jornal O Estado de S. Paulo destacou que o governo Lula incluiu um projeto para construir um novo gasoduto e abastecer usinas termelétricas vencedoras do megaleilão de energia no Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).
Ampliação. O projeto compreende a ampliação da rede da TAG (Transportadora Associada de Gás) no Nordeste e foi incluído no PAC no dia 14 de julho por decisão do Comitê Gestor do PAC, coordenado pela Casa Civil, a pedido do Ministério de Minas e Energia.
Privado. A publicação ainda informa que o empreendimento é privado e será executado pela própria TAG, sem recursos no Orçamento da União, segundo a Casa Civil. De acordo com a pasta, o investimento estimado é de R$1,5 bilhão, integralmente de responsabilidade da empresa.
Enfim. A Agência Eixos destacou que, depois de anos de negociações, o leilão do gás natural da União proveniente dos contratos de partilha no pré-sal está, enfim, em vias de se concretizar, com expectativa de sair do papel em outubro. Dois movimentos importantes avançaram na preparação para a oferta.
Regras. O Ministério de Minas e Energia (MME) colocou em consulta pública as regras para o certame. Em paralelo, a PPSA também chegou a um acordo para que a Petrobras atue como agente comercializador do gás, um dos principais impasses para a oferta até então.
Oferta. Nesse primeiro leilão, a expectativa é de oferta de 1 milhão de metros cúbicos por dia. A minuta de portaria em consulta pública até esta segunda-feira (14) fixa regras para pulverizar o acesso e impedir aquisição de todo o volume por um único grande consumidor.
Outubro. A previsão é de que o primeiro certame anual aconteça em outubro deste ano, com volumes a serem entregues ao longo de 2027. O MME propõe, no documento, que os participantes possam arrematar até oito desses contratos, totalizando 160 mil m³ por dia de gás, que funcionaria como um teto para o volume acessado por uma única empresa.
Foco. O foco será a indústria de base, buscando ampliar o consumo industrial de gás natural no país, estagnado há anos.
Alvos. Os setores-alvo são as indústrias química e petroquímica; de fertilizantes; siderúrgico, metalúrgico e de mineração, e de vidreira e ceramista. É a grande aposta do governo para reduzir o preço do gás natural no Brasil e buscar destravar novas demandas.
US$ 5. Segundo o MME, o gás natural da União é hoje vendido pela Petrobras — agente dominante do mercado — a cerca de US$12 por milhão de BTU (MMBtu). Com a nova política, o valor poderia cair para cerca de US$5 por MMBtu, redução superior a 50%.