Nova descoberta aumenta expectativa da Petrobras na Foz do Amazonas. O poço identificado como 1-BRSA-1405-APS fica em águas ultraprofundas, a 175 quilômetros da costa do Amapá (Foto/Divulgação)
Fronteira
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse que a segunda descoberta de petróleo no poço Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, aumenta as expectativas pela abertura de uma nova fronteira exploratória no país.
Ultra profundas
O poço identificado como 1-BRSA-1405-APS fica em águas ultraprofundas, em lâmina d’água (profundidade do mar no local da operação) de 2.886 metros, a 175 quilômetros da costa do Amapá.
Estimativa
Estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), ligada ao Ministério de Minas e Energia, estima que o volume potencial total recuperável da Bacia da Foz do Amazonas pode chegar a 10 bilhões de barris de óleo equivalente ─ medida que soma barris de petróleo e metros cúbicos de gás natural.
Autorização
A Petrobras obteve autorização para perfurar áreas na Foz do Amazonas em outubro de 2025. A licença foi concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
Conclusão
A conclusão dos testes e manobras no poço Morpho deve continuar até o final de outubro. Em seguida, a sonda será desmobilizada e enviada para o Rio Grande do Norte, para perfurar o prospecto Mãe de Ouro, na Bacia Potiguar, em novembro.
Planejamento
Na Foz do Amazonas, no Bloco FZA-M-59, o planejamento inclui uma nova mobilização de sonda no primeiro trimestre de 2027 para a perfuração de três poços de delimitação, com o objetivo de avaliar o volume das jazidas e definir a comercialidade.
MPF
O Ministério Público Federal (MPF) voltou a pedir na Justiça a suspensão da licença ambiental concedida à Petrobras para explorar petróleo na Bacia da Foz do Amazonas.
TRF1
A ação, protocolada no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), pede a paralisação imediata de qualquer atividade de perfuração ou teste no bloco marítimo FZA-M-59.
Argumentos
O MPF argumenta que fatos recentes comprovam a insegurança da atividade na região, como o vazamento de mais de 18 mil litros de fluido químico no mar na operação de uma sonda em janeiro deste ano.
Ponto central
Para os procuradores, outro ponto central é a ausência de consulta prévia, livre e informada aos povos indígenas e às comunidades quilombolas e de pescadores artesanais do Amapá e do Pará, um direito garantido pela Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Pedido
De acordo com a Agência Eixos, o Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Minas e Energia (FNSME) pediu ao presidente Lula (PT) a abertura de um diálogo institucional com os estados antes da conclusão da regulamentação do Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata) e o reconhecimento do gás natural como alternativa energética potencialmente elegível como fonte de baixa emissão incentivada pela política.
Isonomia
O FNSME entende que o Redata deve preservar condições isonômicas entre os estados na atração dos investimentos em data centers.