SEMANA DO GÁS

Petrobras retoma obra de fábrica de ureia e amônia no MS

Marconi Lima
Marconi Lima
Publicado em 18/04/2026 às 16:29
Compartilhar

Petrobras aprova retomada das obras da fábrica de fertilizantes em Três Lagoas (MS); decisão do Conselho de Administração viabiliza investimento de cerca de US$1 bilhão e prevê início das operações comerciais a partir de 2029 (Foto/Reprodução)

Retomada. A Petrobras aprovou a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN III), localizada em Três Lagoas (MS). A decisão foi deliberada pelo Conselho de Administração da companhia, após uma reavaliação criteriosa do projeto, que confirmou a viabilidade técnica e econômica do empreendimento, em alinhamento com as diretrizes do Plano de Negócios 2026/2030. A continuidade da implantação da unidade havia sido aprovada pelo conselho em outubro de 2024.

Investimento. O investimento estimado para a conclusão da unidade é de cerca de US$1 bilhão e o início das operações comerciais está previsto para 2029. Com a aprovação final, a Petrobras dará sequência à assinatura dos contratos necessários para a retomada das obras, prevista ainda para o primeiro semestre deste ano. A expectativa é que sejam gerados cerca de 8 mil empregos durante as obras.

Decidido. Hibernada desde 2015, a UFN III voltou a ser avaliada a partir de 2023, quando a Petrobras decidiu retornar ao segmento de fertilizantes, estratégico para o país.

Capacidade. A capacidade nominal da UFN-III está projetada em cerca de 3.600 toneladas por dia de ureia e 2.200 toneladas por dia de amônia, das quais 180 toneladas são excedentes e disponíveis para a comercialização.

Estratégia. A unidade encontra-se em localização estratégica, adjacente aos maiores mercados consumidores destes produtos, destinando sua produção majoritariamente aos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo. Esse posicionamento garante maior confiabilidade frente à crescente demanda por ureia fertilizante no país. O projeto incorpora modernos equipamentos e tecnologias de última geração, resultando em altos índices de eficiência industrial.

Amônia. A amônia atua como matéria-prima fundamental para os setores de fertilizantes e petroquímicos. Por sua vez, a ureia destaca-se como o fertilizante nitrogenado mais demandado no Brasil, com consumo nacional na ordem de 8 milhões de toneladas por ano.

Agro. O agronegócio absorve esse volume em culturas como milho, cana-de-açúcar, café, trigo e algodão, além de sua aplicação na pecuária como suplemento alimentar para ruminantes.

Brasil e China. O Brasil e a China avançam em negociações bilaterais para estabelecer as bases de um corredor verde global, integrando cadeias produtivas de energia renovável e logística sustentável. Esta parceria estratégica foca na exportação de commodities de baixo carbono e no desenvolvimento conjunto de tecnologias para a descarbonização industrial.

H2V. O hidrogênio verde (H2V) representa o “ouro líquido” do corredor verde global. Através da eletrólise, alimentada por fontes renováveis, o Brasil produz o H2V com custos altamente competitivos. A China, por sua vez, desenvolve as células de combustível e os motores necessários para utilizar esse insumo nas indústrias siderúrgica e naval.

Portos. Os portos brasileiros adaptam suas estruturas para se tornarem terminais de exportação de amônia verde. Esse subproduto do hidrogênio é mais fácil de transportar e serve como fertilizante sustentável para o agronegócio chinês.

Independência. Para especialistas, essa troca cria uma interdependência positiva: o Brasil garante a segurança alimentar da China com insumos verdes, enquanto a China financia a expansão das energias renováveis no Brasil.

Assuntos Relacionados
Compartilhar

Nossos Apps

Redes Sociais

Razão Social

Rio Grande Artes Gráficas Ltda

CNPJ: 17.771.076/0001-83

JM Online© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por