
Petrobras confirma nova descoberta de gás na Colômbia. A perfuração do poço Sandia-1 foi iniciada em 12 de junho, alcançando a profundidade final em 29 de julho (Foto/Divulgação)
Margem
A Petrobras tem “margem enorme” no mercado de gás natural, afirmou na sexta-feira (7) o diretor da agência reguladora do setor ANP, Pietro Mendes, ao comentar durante reunião de diretoria da autarquia o programa “gas release”, que visa uma desconcentração do mercado e baixar preços do insumo.
Atravessador
Conforme Mendes, o gás no Brasil é “caro” por conta do atravessador. Após a discussão do tema pelos diretores da ANP, foi aprovado por unanimidade o voto do diretor relator para colocar o “gas release” em consulta e audiência públicas.
Compra e venda
Antes, Mendes disse que a Petrobras compra de outros o gás natural na boca do poço a US$3,8 e vende a distribuidoras e consumidores livres não térmicos por US$12,4 por milhão de BTU, uma margem de US$8,6 por milhão de BTU. Ele não comentou sobre os custos da Petrobras no transporte e no processamento.
Terceiros
Segundo a apresentação, cerca de 3,5 milhões de metros cúbicos/dia dos 18,6 milhões de metros cúbicos/dia comercializados pela companhia vêm de compras de terceiros e o restante é produção própria.
História
Para analistas do setor, os últimos quinze dias foram históricos para a agenda do gás natural e para o setor industrial, com a aprovação da Resolução do CNPE que regulamenta a destinação do gás da União para a indústria e com o avanço do Gas Release na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Programa
O Programa Gás para Empregar é destacado como importante política pública estruturante para o setor de gás natural, sendo a primeira Resolução aprovada pelo CNPE na gestão do presidente Lula e do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e que tem como um de seus pilares a transformação desse insumo em instrumento de competitividade para a indústria brasileira.
Agenda
O programa é considerado uma agenda de país, de soberania, de interesse nacional. No último dia 30 de julho, o ministro Alexandre Silveira pautou a Resolução do Gás da União na reunião do CNPE e conseguiu a aprovação do texto que garantiu a destinação do gás da União à indústria de base e aos consumidores industriais livres – ou seja, para a indústria brasileira.
Avanço
O setor considerou um avanço a instituição do Programa Gas Release, com a aprovação pela Diretoria Colegiada da ANP do Relatório de Análise de Impacto Regulatório (AIR) e com a abertura de consulta e audiências públicas da minuta de Resolução que criou o plano de ação.
Avanço II
O avanço da regulação, em linha com o Programa Gás para Empregar, é considerado essencial para trazer mais concorrência na oferta do gás natural no mercado brasileiro, e para estimular a contestação de preços é fundamental para se conseguir baixar, em bases econômicas, o preço desse insumo tão importante para o setor industrial.
Empenho
O ex-ministro Anderson Adauto destacou que é preciso reconhecer o empenho do Ministério de Minas e Energia em manter firme a visão de que a agenda do Programa Gás para Empregar é estratégica para a política energética nacional ao fazer do gás natural, finalmente, um instrumento de competitividade para a indústria brasileira — essa agenda de País une a todos pelo interesse nacional.