SEMANA DO GÁS

Reserva argentina de gás pode mudar mercado sul-americano

Marconi Lima
Marconi Lima
Publicado em 13/06/2026 às 17:09
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Vaca Muerta exige mais de US$10 bilhões para abastecer Brasil e vizinhos, diz estudo. A formação na Argentina é considerada a principal fonte de recursos capaz de abastecer com gás natural os mercados do Brasil, Chile, Uruguai e Bolívia nas próximas décadas, segundo relatório da International Gas Union (Foto/Divulgação)

Vaca Muerta exige mais de US$10 bilhões para abastecer Brasil e vizinhos, diz estudo. A formação na Argentina é considerada a principal fonte de recursos capaz de abastecer com gás natural os mercados do Brasil, Chile, Uruguai e Bolívia nas próximas décadas, segundo relatório da International Gas Union (Foto/Divulgação)

Motor. O Bloomberg Línea destacou que o desenvolvimento de Vaca Muerta (Argentina) pode se tornar o motor de uma nova etapa de integração energética na América do Sul, embora, para concretizá-la, seja necessária uma onda de investimentos superior a US$10 bilhões em infraestrutura de gás.

Relatório. A publicação ressalta que um relatório elaborado pela International Gas Union (IGU), pela Arpel e pela Olade, identifica a formação de Neuquén como a principal fonte de recursos capaz de abastecer os mercados da Argentina, Brasil, Chile, Uruguai e Bolívia nas próximas décadas.

Papel. O papel que o estudo atribui a Vaca Muerta surge após afirmar que os recursos recuperáveis de gás natural dessa formação não convencional equivalem a entre 45 e 124 anos do consumo conjunto atual da Argentina, Brasil, Chile, Uruguai e Bolívia.

Vantagem. O relatório indica que a região conta com uma vantagem que não existia há duas décadas: grande parte da infraestrutura de interconexão já foi construída. Ao longo das últimas décadas, foram desenvolvidos 16 gasodutos internacionais na América do Sul, muitos dos quais hoje se encontram subutilizados.

Obstáculo. Para os autores do documento, o principal obstáculo a uma integração mais profunda não tem sido a falta de gasodutos, mas sim a ausência de excedentes de gás para exportação, uma limitação que poderia começar a ser superada com a expansão da produção em Vaca Muerta.

Partida. A ideia é que a formação em Neuquén possa se tornar o ponto de partida para uma nova etapa de integração entre Argentina, Brasil, Chile, Uruguai e Bolívia.

Cenário. Neste cenário, a Argentina aumentaria as exportações e reduziria as importações de GNL; o Brasil teria acesso a uma fonte adicional de gás para impulsionar sua industrialização e a Bolívia monetizaria a capacidade ociosa de seus gasodutos por meio de serviços de trânsito para o Brasil.

Metano. Ministério de Minas e Energia (MME), em parceria com a Organização Latino-Americana e Caribenha de Energia (OLACDE), promoveu, a III Cúpula Regional do Metano.

Encontro. O encontro reuniu governos, organismos internacionais, empresas, centros de pesquisa e especialistas da América Latina e do Caribe para discutir estratégias de redução das emissões de metano e oportunidades para fortalecer a transição energética e o desenvolvimento sustentável na região.

Cooperação. A iniciativa buscou fortalecer a cooperação regional em torno de um dos temas mais relevantes da agenda climática global. Durante os dois dias de programação, foram realizados debates sobre gestão de emissões nos setores de petróleo e gás, monitoramento ambiental, avanços regulatórios e novas tecnologias para mitigação de emissões.

Temperatura. O metano é responsável por cerca de 30% do aumento da temperatura global desde a era pré-industrial e possui elevado potencial de aquecimento atmosférico.

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