
Briga entre alunos nas imediações da Escola Estadual Irmão Afonso expõe falha na formação familiar e reação distorcida da sociedade (Foto/Reprodução)
A conta da omissão
A briga envolvendo alunos da Escola Estadual Irmão Afonso, ocorrida nas imediações da instituição, no dia de ontem, está longe de ser um fato isolado. Situações como essa tornaram-se corriqueiras não apenas naquela escola, mas em muitas outras. Conflitos entre jovens sempre existiram; o que mudou foi a forma como a sociedade reage, quase sempre mais preocupada em apontar culpados do que em enfrentar a raiz do problema.
Bastou o caso vir à tona para que as redes sociais fossem tomadas por críticas. Alguns questionaram a ausência da Polícia Militar, repetindo o velho discurso: “Cadê a PM quando precisa?”. Outros preferiram culpar a escola, mesmo o fato tendo ocorrido fora de seus limites. Reações rápidas, emotivas e pouco eficazes para compreender, e muito menos resolver, a situação.
É preciso abandonar a hipocrisia. A Polícia Militar não educa; sua função é agir diante da ilegalidade, prender ou, no caso de menores, apreender. A escola ensina, orienta e contribui para a formação, mas não substitui a família nem pode ser responsabilizada isoladamente pela conduta dos alunos.
O ponto central, ainda que muitos evitem admitir, está dentro de casa. A formação de valores, limites e respeito não nasce na sala de aula, tampouco nas instituições públicas. Ela começa no ambiente familiar, e é justamente ali que se observa uma falha cada vez mais evidente.
Muitos responsáveis passaram a terceirizar o que é indelegável, transferindo à escola e até às forças de segurança um papel que deveria ser exercido no cotidiano familiar. Quando surgem as consequências, a reação é previsível: procurar culpados fora, nunca dentro.
O resultado está diante de todos: jovens sem referência, sem limites claros e, muitas vezes, sem noção de responsabilidade coletiva. Não se trata de surpresa, mas de consequência. E enquanto essa lógica persistir, episódios como os registrados, não apenas ontem, mas ao longo dos últimos meses, em que jovens cometem crimes ou atos infracionais cada vez mais covardes e graves, continuarão a se repetir.
Educar exige presença, firmeza, diálogo e exemplo. Dá trabalho, exige tempo e responsabilidade. Não há atalhos, não há substitutos e, sobretudo, não há como terceirizar essa missão sem pagar o preço que a sociedade já conhece tão bem.
Pessoa Jurídica
Um homem de 55 anos descobriu que havia uma empresa aberta em seu nome sem autorização após receber cobrança da Dívida Ativa da União. A correspondência indicava débitos de aproximadamente R$ 25 mil vinculados ao seu CPF. Surpreso com a situação, ele afirmou desconhecer totalmente o registro empresarial.
Vínculo indevido
Ao verificar os documentos, o homem constatou que aparecia como empregador de um funcionário admitido em 20 de agosto de 2019 e desligado em 5 de janeiro de 2021. Ele ressaltou que, no período, possuía trabalho formal registrado em carteira. Diante da irregularidade, buscou providências para apuração do caso.
Compra frustrada
Uma mulher de 31 anos realizou a compra de peças de vestuário para revenda, no dia 12 de março de 2026, pagando R$ 4.315 via Pix a um suposto fornecedor. A entrega foi combinada para o dia seguinte, a partir de um box em São Paulo. No entanto, as mercadorias não foram recebidas, gerando suspeita de estelionato.
Fornecedor falso
Ao tentar localizar o endereço indicado para retirada dos produtos, a mulher constatou que não havia qualquer relação com a negociação realizada. A promessa de envio para Uberaba por transporte rodoviário não se concretizou. Sem retorno do responsável, a vítima formalizou o registro do caso para apuração.
Furto de energia
Uma ligação clandestina de energia foi identificada no bairro Serra do Sol, em Uberaba, no dia 17 de março, por volta de 12h15, em área pública do município. A irregularidade foi percebida durante apoio a equipes que realizavam retirada de materiais descartados irregularmente. A constatação levou ao registro do caso para providências.
Invasão de área...
No local, um homem havia montado moradia improvisada após invadir a área pública e realizou ligação direta a partir de poste da Cemig. Um eletricista confirmou a passagem de corrente na extensão utilizada. A estrutura foi desativada e o cabo energizado retirado, encerrando a irregularidade.
Furto de semijoias
Uma loja de semijoias na região central de Uberaba foi alvo de furto após ter a vitrine quebrada durante a madrugada. A ação foi percebida por volta das 6h30, quando a proprietária encontrou o vidro estilhaçado. Segundo relato, um homem coberto com um lençol arremessou uma pedra contra a fachada, acessando o interior do comércio antes das 6h. Foram levadas 10 correntes, sendo duas douradas e oito prateadas. Imagens de câmeras próximas registraram a ação do suspeito.
Viagem perdida
Uma mulher de 50 anos perdeu a viagem após descer de um ônibus da Viação Motta, por volta das 4h, na rodoviária de Uberaba, para usar o banheiro e retirar lentes de contato. Ao retornar, constatou que o coletivo havia seguido viagem, deixando para trás sua mochila com documentos. Diante da situação, buscou registrar o ocorrido para resguardar direitos.
Sem atendimento
Na tentativa de localizar o ônibus, a passageira chegou a ir até um ponto de apoio, mas não obteve sucesso. Ao voltar à rodoviária, encontrou o guichê da empresa fechado e sem atendimento imediato. Posteriormente, foi informada de novo embarque apenas às 19h, com chegada ao destino final à meia-noite do dia seguinte.
Confusão no hospital
Uma funcionária de 58 anos relatou desentendimento ocorrido dentro de hospital na avenida Santos Dumont, em Uberaba, envolvendo acompanhante de paciente. Segundo o registro, o homem apresentou comportamento exaltado, passou a agir com agressividade verbal e acusou a equipe de submeter seu pai a “tortura”, gerando tumulto no ambiente. Apesar da tensão, não houve agressões físicas