SENTINELA

Caso de violência doméstica reacende alerta em Uberaba

Carlos Paiva
Carlos Paiva
Publicado em 05/02/2026 às 20:49Atualizado em 05/02/2026 às 21:13
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Violência silenciosa
O registro recente de agressões sofridas por uma jovem de 25 anos, em Uberaba, reacende um alerta que insiste em permanecer presente no cotidiano urbano. Segundo a ocorrência, ela relatou ter sido atacada fisicamente pela ex-companheira, de 35 anos, após um relacionamento de cerca de dois anos marcado por conflitos, ciúmes, ameaças e episódios sucessivos de violência. No dia 2 de fevereiro, a vítima foi atingida por uma pedra na cabeça e agredida com pauladas, resultando em edema, cortes, contusões, tontura e sangramentos, sendo encaminhada à UPA do Mirante, onde permaneceu em observação. Além das lesões, foram relatadas ameaças de morte contra ela e a mãe, inclusive com menções a incêndio criminoso. A autora foi localizada, admitiu o envio de mensagens intimidatórias, recebeu voz de prisão em flagrante e foi conduzida à Polícia Civil. O caso foi enquadrado na Lei Maria da Penha, que prevê proteção à mulher vítima de violência doméstica e familiar, independentemente do gênero do agressor, desde que haja vínculo afetivo. A aplicação da lei reforça que a violência nas relações íntimas não distingue perfis e exige resposta rápida do poder público. Episódios assim evidenciam que o problema segue presente, silencioso e próximo, desafiando a rede de proteção e a própria sensação de segurança da comunidade.

Confusão no motel
Homem de 35 anos foi apontado como autor de confusão em motel localizado na avenida Deputado José Marcus Cherém, após se recusar a pagar a diária de R$100. Segundo a gerência, ele apresentou comportamento agressivo, com gritos e ameaças contra funcionários do estabelecimento. O cliente ainda se trancou no quarto, exigindo intervenção policial para a normalização dos trabalhos. Após a abordagem, comprometeu-se a comparecer ao Juizado Especial Criminal, quando intimado, e foi liberado.

Esgoto em apartamento
Professora procurou a polícia para relatar vazamento de esgoto no apartamento onde mora, em condomínio localizado na rua Carlos Tasso Rodrigues da Cunha. Segundo a moradora, infiltrações e gotejamento de dejetos vindos do imóvel superior atingem banheiro, cozinha, paredes internas e o teto do quarto, causando danos materiais. Ela afirmou ter buscado solução junto à imobiliária e ao síndico, mas nenhuma providência teria sido adotada. Segundo a vítima, o registro foi formalizado por falta de resposta.

Acusação contestada
Um trabalhador procurou a polícia e relatou ter sido acusado injustamente de adulterar documento médico de paciente falecida. Ele informou que o estabelecimento onde atuava foi fechado pela Vigilância Sanitária em 28 de janeiro e, ao tratar da rescisão, foi confrontado pela ex-chefe. Segundo o homem, não teve acesso ao relatório, guardado em sala trancada, e afirma possuir provas e testemunhas que confirmam sua versão.

Desacato a servidor...
Fiscal sanitário de 46 anos registrou Boletim de Ocorrência após ser ofendido durante ação de fiscalização em uma clínica geriátrica, que funcionava de forma irregular, mesmo após interdição anterior. Durante a inspeção, conforme o relato, um homem passou a proferir palavras de baixo calão contra o servidor público. A conduta foi presenciada por outros profissionais que acompanhavam a vistoria. O caso foi formalmente registrado como desacato e mostra, mais uma vez, as dificuldades enfrentadas por agentes públicos no exercício da fiscalização.

Flagrante interno
Um detento foi preso novamente e nem precisou sair do sistema prisional. Explico: durante revista de rotina na cela 21 do Pavilhão 1 da penitenciária de Uberaba, policiais penais localizaram materiais ilícitos (drogas...) no interior da unidade. Um detento de 45 anos assumiu a propriedade dos objetos encontrados durante a vistoria. A apreensão levantou suspeita de tráfico de drogas dentro da unidade prisional, hipótese considerada pela administração. O interno foi preso e autuado novamente.

Fraude documental
Uma jovem de 30 anos registrou ocorrência após receber correspondência da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional vinculando seu CPF a débitos fiscais da empresa “Churrascaria Dom Gaúcho”, com cobrança superior a meio milhão de reais. Segundo o relato, ela afirmou nunca ter mantido participação societária, vínculo jurídico ou qualquer relação comercial com o estabelecimento citado. Após buscar orientação junto à Receita Federal do Brasil, foi instruída a formalizar denúncia e adotar medidas para resguardar seus dados pessoais.

Ameaçada pelo irmão
Mulher de 46 anos procurou a polícia após relatar ameaças de morte e invasão de domicílio atribuídas ao próprio irmão, de 41, vendedor e prestador de serviços, em Uberaba. Segundo o registro, ele está em situação de rua, apresenta comportamento agressivo associado ao uso constante de drogas e insiste em morar no imóvel, pedido negado pela vítima. Na manhã do fato, por volta das 10h30, teria entrado na casa, sem autorização, estando acompanhado de outro indivíduo, ocasião em que fez ofensas e ameaças contra a irmã, além de lhe ter enviado mensagens intimidatórias por WhatsApp no dia anterior. A vítima relata que tal situação lhe rendeu uma depressão e abalo psicológico.

Furto em colheitadeira 
Um motorista registrou furto durante a madrugada, após estacionar uma colheitadeira modelo 2025 para pernoite em posto de combustíveis. Ao acordar, por volta das 5h, constatou que a porta da cabine havia sido arrombada. Do interior foi levada uma caixa com antena de GPS modelo G5 da John Deere, manual e duas chaves, avaliados em R$38.933, além do manual, estimado em R$500. O material não foi localizado e o caso foi comunicado à Polícia Civil para investigação.

Exposição indevida
O responsável por uma fábrica de gelo, de 47 anos, registrou ocorrência após relatar prejuízos financeiros e danos à imagem do estabelecimento decorrentes da divulgação de filmagens sobre interdição sanitária parcial. Segundo ele, o gelo apresentado à fiscalização pertencia a lote separado para descarte, mas, por falha operacional, acabou sendo entregue para análise, resultando na lacração de uma câmara fria. Horas depois, um concorrente teria feito imagens externas, sem autorização, e divulgado o conteúdo em redes sociais e veículos de comunicação, gerando repercussão negativa e preocupação de clientes. O empresário afirmou que a exposição não partiu da fiscalização, formalizando o caso para apuração diante dos impactos comerciais. O Boletim de Ocorrência está em poder da Polícia Civil.

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