SENTINELA

Força-tarefa na investigação de furto de gado é solicitada por pecuaristas e políticos

Carlos Paiva
Carlos Paiva
Publicado em 11/12/2024 às 21:59Atualizado em 12/12/2024 às 22:06
Compartilhar
Imagens de celular de um dos suspeitos de envolvimento no furto e receptação de 1.200 cabeças de gado. Parte dos animais foi abatida de forma clandestina e a carne, vendida a açougue e até a distribuidora de bebidas (Foto/Divulgação)

Imagens de celular de um dos suspeitos de envolvimento no furto e receptação de 1.200 cabeças de gado. Parte dos animais foi abatida de forma clandestina e a carne, vendida a açougue e até a distribuidora de bebidas (Foto/Divulgação)

Furto de gado...
Depois da operação “Chave na Mão” deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Regional de Uberaba, cresce o movimento entre pecuaristas, agricultores e políticos (inclusive o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que pediu empenho nas investigações) para que a investigação do furto de 1.200 cabeças de gado na fazenda “Fazendinha”, no município do Prata (MG), conte também com uma força-tarefa do Ministério Público Estadual. Afinal trata-se de uma organização criminosa, pois conta com a participação de pessoas desde o furto à receptação e falsificação de nota fiscal para esquentar a venda do gado junto a frigoríficos.

Organização criminosa 
A quadrilha, no mínimo com oito integrantes, além da venda do animal vivo, contava inclusive com pessoas especializadas em abater o gado de forma clandestina, como também em desossar, o que era feito por mulheres, que utilizavam táxi para saírem de uma cidade e seguirem para a fazenda “Fazendinha”, no Prata. A carne do gado furtado e abatido clandestinamente era levada para a venda no atacado e depois ser comercializada no varejo em açougue e até em depósito de bebidas. Além dos crimes relacionados ao gado furtado, ainda existem as suspeitas de agiotagem, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha... 

Recorde negativo 
O furto de 1.200 cabeças de gado somado ao de outras 300 que ocorreu na mesma fazenda meses antes é considerado o maior da história de Minas Gerais envolvendo gado. O valor do prejuízo pode chegar a R$4 milhões. Atualmente, o caso está sendo investigado pelo Departamento de Crimes contra o Patrimônio (Depatri), com sede em Belo Horizonte.

Falsa página do Detran
Pintor automotivo, de 44 anos, residente no Morada Du Park, caiu no golpe do falso site do Detran de Minas Gerais e perdeu mais de R$3,6 mil. Ele conta que acessou o site e digitou os dados do seu veículo Jeep Renegade, cor branca, e selecionou a opção pagamento de IPVA e licenciamento 2024. Ele optou por pagar através de Pix. 

Fique atento
Posteriormente, o pintor de autos verificou que o Pix foi direcionado para conta no Nubank e em nome de “Recebimento de Taxas e Pagamentos Ltda”. Após alguns dias, ele foi conferir se já havia baixado os débitos com o Estado e, para sua surpresa, constatou que havia sido vítima de golpe através de uma página falsa do Detran-MG.

É cada uma...
Mecânico industrial, de 37 anos, morador no Jardim Primavera, mesmo ciente de que também estava cometendo crime, procurou a polícia para dizer que caiu em um golpe ao tentar comprar uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) pelo Instagram. Ele conta que só fez o “negócio” porque a pessoa com quem tratou disse ser do Detran, em Guarulhos (SP).

CNH pelo Instagram
Ainda segundo o mecânico industrial, o suposto funcionário do Detran-SP pediu um sinal de R$250,00 para dar início ao processo e garantiu ao mecânico que em 10 dias ele estaria com a CNH digital liberada. O Pix foi enviado para uma conta bancária de uma mulher. Ele ainda teria enviado um Pix de R$1,5 mil e outro de R$500,00. Este último foi a título de o mecânico ser de outro estado. 

Celular clonado 
Uma jovem, de 28 anos, moradora do conjunto Uberaba 1, relatou que teve seu celular Claro clonado. Ela recebeu uma ligação do próprio número do celular, mas não atendeu. Ao fazer contato com a operadora Claro, foi informada que sua linha telefônica havia sido clonada. A jovem cancelou a linha telefônica de celular.

Dois golpes em um dia!
Vendedor, de 42 anos, residente no Recreio dos Bandeirantes, conseguiu cair em dois golpes em um único dia e perdeu R$17,7 mil. O primeiro: ele viu um anúncio de venda de móveis no Instagram e pagou R$1,7 mil a título de entrega, cuja loja estaria em São Paulo. O segundo: o vendedor ligou para o Nubank para tentar cancelar o Pix da entrega. Mais tarde, uma pessoa ligou, dizendo ser atendente do Nubank e, durante procedimentos para cancelar o Pix do frete dos móveis, acabou transferindo, através de Pix, a quantia de R$15 mil. 

Defecando maconha 
Presidiário, de 30 anos, beneficiado no dia 2 de dezembro com a saidinha temporária, tentou entrar com maconha no estômago ao retornar à penitenciária de Uberaba. E graças ao santo body scan e, claro, aos policiais penais, depois que o aparelho mostrou imagens incompatíveis com a anatomia humana, o preso confessou que havia engolido algumas porções de maconha. Ele foi colocado em local apropriado e defecou 43 buchas de maconha. Sem comentário!

Golpe pelo WhatsApp 
Este final de ano, como acontece todos os anos, o número de vítimas de diferentes golpes aumentou muito. Que o diga um instalador de antena, de 41 anos, residente no conjunto Margarida Rosa de Azevedo (antigo Volta Grande). Ele conversou por muito tempo com golpistas, através do WhatsApp, acreditando estar falando com seu filho. Resultado: perdeu R$1,9 mil. O dinheiro foi transferido por Pix. 

Prisão e busca e apreensão 
Durante a operação “Chave na Mão” deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Regional de Uberaba, na terça-feira (10), policiais militares estiveram em uma fazenda, à margem da BR-262, para cumprir o mandado de prisão contra um produtor rural, de 66 anos, e também de busca e apreensão na propriedade. Durante as buscas, foram localizadas duas espingardas, que estavam escondidas em um dos quartos da residência, ao lado do guarda-roupa. As armas foram apreendidas e encaminhadas para a Delegacia de Plantão da Polícia Civil. O produtor rural não foi encontrado. Ele está foragido.

Assuntos Relacionados
Compartilhar
Logotipo JM OnlineLogotipo JM Online

Nossos Apps

Redes Sociais

Razão Social

Rio Grande Artes Gráficas Ltda

CNPJ: 17.771.076/0001-83

Logotipo JM Magazine
Logotipo JM Online
Logotipo JM Online
Logotipo JM Rádio
Logotipo Editoria & Gráfica Vitória
JM Online© Copyright 2025Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por