Os 26 presos na operação “Glifosato” foram indiciados pela Polícia Civil, denunciados pelo Ministério Público e agora são réus no processo que tramita em Frutal (Foto/Divulgação)
Operação “Glifosato”
A Justiça Estadual em Frutal (MG), a cerca de 120 quilômetros de Uberaba, aceitou a denúncia feita pelo Ministério Público Estadual e tornou réus os 26 acusados de envolvimento com esquema criminoso de subtração de defensivos agrícolas na região do Triângulo Sul. Eles foram presos durante a operação “Glifosato”, deflagrada pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Rurais do 5º Departamento de Polícia Civil (5ºDPC), com sede em Uberaba.
Chefe morto
O suspeito de ser o chefe da quadrilha, sobrepujada durante a operação “Glifosato”, não foi preso. Motivo: está morto. Ele, que era considerado de altíssima periculosidade, foi executado à luz do dia quando deixava uma confraternização de batizado em um restaurante na rodovia Chico Xavier (BR-050), mas sua esposa, que chegou a fotografar os autores do assassinato, foi presa por suspeita de envolvimento com a quadrilha de roubos e furtos de defensivos agrícolas.
Confisco milionário
Além das prisões, durante a operação “Glifosato”, foram apreendidos 67 veículos, R$10 mil em espécie, uma arma de fogo, aparelhos celulares e documentos. E, também, foram sequestrados 30 imóveis e bloqueados mais de R$170 milhões.
Os réus...
Os 26 investigados (F.R.Q., M.C.C., T.R.P., M.M.B., C.S.S., M.AC., T.C.G., D.C.S., C.O., O.G.J., R.V., G.N.O., C.S.P., S.F.M., R.P.P., J.H., A.C.L.G., J.M.F., R.R.S., L.M.C., B.R.S., F.N.B., S.A.O., W.S.A., J.R.B.) foram indiciados pelo delegado PC Tiago Cruz, da Especializada de Repressão a Crimes Rurais; denunciados pelo Ministério Público, e agora foram considerados réus pelo juiz de Direito da 1ª Vara Criminal e de Execuções Penais da Comarca de Frutal.
Os crimes...
Para o magistrado da 1ª Vara Criminal da Comarca de Frutal, os fatos relacionados na denúncia do Ministério Público “constituem, em tese, condutas delituosas, havendo justa causa para a instauração da ação penal. Ademais, estão presentes os requisitos previstos no art. 41 do Código de Processo Penal, não ocorrendo nenhuma das hipóteses de rejeição previstas no art. 395 do mesmo diploma legal”. Os réus respondem por crimes previstos na Lei da Organização Criminosa (12333) - Promoção, constituição, financiamento ou integração de Organização Criminosa.
Orgulho de Uberaba
O 4° Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais celebrou, na segunda-feira (25), 115 anos de compromisso com a Segurança Pública e a comunidade da região. Para homenagear essa trajetória, foi realizada na noite desta terça-feira (26) uma solenidade especial, em frente à sede da unidade, na praça Magalhães Pinto, bairro Fabrício. O evento contou com a presença de personalidades importantes. Que venham outros 115 anos!
Investigando
A Delegacia Especial de Atendimento à Mulher da 1ªDRPC/5ºDPC, em Uberaba, investiga o atropelamento de uma servidora pública municipal, de 38 anos. Ela foi atropelada pelo marido, também servidor público municipal, de 44 anos. O crime, que deixou lesões graves na vítima, aconteceu no Residencial 2000. Pior do que ser atropelada pelo próprio marido é saber que tudo aconteceu porque ela não quis embarcar no veículo da família, pois o marido era o motorista e estava bêbado. A filha do casal, com apenas 7 anos de idade, estava junto.
Estupro no templo religioso
Outro caso que também está sendo investigado pela Polícia Civil em Uberaba, por meio da Delegacia Especializada em Orientação e Proteção à Família, é o estupro de um adolescente de 14 anos. O crime teria sido praticado por um frequentador de igreja e no interior do templo religioso. Assim que o caso veio à tona, outra adolescente denunciou o mesmo homem, que tem 31 anos, por estupro de vulnerável. Ela também teria sido atacada dentro da igreja.
Estado de choque
Conforme relatos do adolescente, durante o culto religioso, já no final da noite, foi abordado pelo autor, que perguntou onde tinha água. Solícito, o garoto caminhou para levar o homem até o local, mas ao se aproximarem do banheiro, ele foi puxado para dentro. A princípio, o autor teria tentando que o adolescente fizesse sexo oral com ele, o que foi recusado pela vítima, que ficou em estado de choque.
Crueldade
Ainda de acordo com relatos do menor, na sequência, o autor o levantou e o colocou contra a parede. Depois o virou de costas, abaixou suas calças e penetrou seu pênis no ânus do adolescente. Nesse momento, o menino, sentindo fortes dores, gritou para que ele parasse, vindo o homem a cessar a ação, limpando-se antes de sair do local. Ele ainda teria perguntado ao menor se ele estaria bem e se estaria sentindo dores, desculpando-se.
Estupro de vulnerável
Posteriormente, o adolescente encontrou sua amiga, de 13 anos, e relatou para ela o fato. Ela contou que o mesmo homem, de 31 anos, encontrava-se no interior do templo religioso, em uma das salas, também no final da noite, e lhe teria pedido um abraço. Ao abraçá-la, porém, ele tentou beijá-la na boca à força, sendo repelido pela mesma. Foi então que ele a agarrou com força, segurando seus braços, e novamente tentou beijá-la, mas ela conseguiu se desvencilhar. Após ouvir o relato do amigo, criou coragem e contou o drama vivenciado por ela com o mesmo autor e em um templo religioso.
Prisão primordial
A Polícia Militar registrou os dois casos e saiu à procura do acusado. Ele não foi encontrado, mas a esposa dele passou todos os dados necessários para a confecção de ocorrência policial, que foi encaminhada à Polícia Civil. Suspeita-se que o homem seja contumaz nessa prática delituosa e com sua prisão novas vítimas vão aparecer. A prisão dele agora passa a ser primordial, até mesmo para a tranquilidade das vítimas, que acreditam ser o autor um estuprador em série.