O próximo ano poderia ser muito melhor para o esporte brasileiro. Poderia ser um ano em que a legislação esportiva fosse adaptada para ajudar realmente aos clubes e não apenas para maquiar as dívidas
O próximo ano poderia ser muito melhor para o esporte brasileiro. Poderia ser um ano em que a legislação esportiva fosse adaptada para ajudar realmente aos clubes e não apenas para maquiar as dívidas acumuladas por dirigentes incompetentes. Poderia ser um ano em que as federações fossem rigidamente analisadas, investigadas e liberadas de cânceres que parecem nunca serão extirpados. Poderia ser o ano em que o torcedor passasse a ser tratado da forma como tem direito – por Lei. Poderia ser o ano em que a transparência passasse a ser marca registrada nas transações e administrações dos clubes, federações e confederações. Poderia ser o ano em que o investimento público no esporte fosse seriamente estudado, para formar cidadãos e/ou atletas e não só para patrocinar os mais bem relacionados com os poderosos. Poderia ser o ano em que os projetos para a Copa de 2014 fossem tratados por uma comissão séria, honesta e comprometidas com os resultados das operações, não só para o Mundial, mas para o país. Poderia ser o ano em que cada centavo – bem – gasto na candidatura do Rio de Janeiro aos Jogos Olímpicos de 2016 fossem contabilizados dentro dos parâmetros legais. Poderia ser o ano em que as arbitragens fossem esquecidas, e os craques e belas jogadas lembrados para sempre na memória de cada torcedor. Poderia ser o ano dos elogios, não o das críticas... 2009 será o ano que cada um de nós construir. Feliz Natal! Feliz 2009! Além de seguir agressivo em sua política de marketing, o Corinthians, com a contratação de Ronaldo – uma das ações de marketing – não perdeu o foco em montar seu elenco para o próximo ano. O clube mosqueteiro acertou a contratação dos ex-botafoguenses Túlio e Jorge Henrique, além do zagueiro gremista Jean. Mas se acertar com Kleber, do Palmeiras, será um golaço. O risco de julgar os outros é que sempre há o outro lado da moeda. Quem garante que a contratação do Ronaldo não será um fiasco fenomenal? Essa, aliás, uma probabilidade nada descartável, tendo em vista a gravíssima lesão no joelho, sofrida pelo craque. Se isso acontecer, quem fará papel de bobo será o bando de oito mil corintianos que fizeram festa na apresentação de Ronaldo no Parque São Jorge. Por mais que possa faturar algum troco, existe lá um eventual infortúnio. O presidente corintiano, Andrés Sanchez, poderá pagar um mico histórico. Já Márcio Braga e Kleber Leite, do Flamengo, ficarão de alma lavada e bradarão, em alto e bom som, que já sabiam que o maior artilheiro da história das Copas do Mundo era uma roubada. Quem viver, verá. O sonho do Flamengo de contar com o atacante Adriano também pode virar pesadelo. Não é por que ele se regenerou no São Paulo que repetirá a dose na Gávea. Se o Imperador queimou seu filme na Inter por causa das baladas de Milão, convenhamos que o contato com a noite carioca não é lá uma das coisas mais recomendáveis. Pode ser ressaca, na certa. Já o Vasco da Gama, diga-se de passagem, abandonou a mesmice, contratando um técnico além da orla. Ao apostar em Dorival Junior, o Vasco terá um treinador capacitado. Ele pode até não ter brilhado ao trabalhar na Segundona, mas é de uma safra de treinadores com uma nova mentalidade. Chega de figurinhas carimbadas. Enquanto isso, no Atlético Mineiro, Emerson Leão volta rugindo. Após a passagem pelo Qatar, o técnico Leão está de volta ao Brasil, onde dirigirá o Galo. Além de falar sobre sua experiência no mundo árabe, o treinador levantou outras questões polêmicas no imperdível bate-papo com a imprensa. “Lá no Qatar, eles não são profissionais e eu tinha que relevar muitas coisas. Eu não podia ser linha dura como sou aqui”, revelou o treinador.