Todos nós, desde a mais antiga geração, temos alguém para servir como referência...
Todos nós, desde a mais antiga geração, temos alguém para servir como referência, exemplo e padrão para adotarmos em nossas atitudes cotidianas, seja no relacionamento com a família, no trabalho, com os amigos e até nas mais simples atividades desenvolvidas. Aliás, estas análises referenciais são realizadas diariamente, principalmente quando comparamos a situação, por exemplo, da nossa cidade com a de outros municípios, ou até mesmo do nosso Estado e até países. Compare!
Analise, por exemplo, o padrão de educação pública nacional com a estrangeira, especialmente naqueles que possuem uma situação melhor, e até naquelas piores que a nossa. Compare. Faça o mesmo em áreas como saúde, segurança, habitação, indústria e prestação de serviços.
Esse método de comparação é importante para nos situarmos, nos alocarmos e projetarmos mecanismos de melhora e crescimento, tanto na forma individual quanto na coletiva. Regra básica.
Bom, parece até cansativo voltar a tocar nessa tecla, mas é preciso lançar o dedo na ferida deste coração rompido, dilacerado e machucado pela forma irracional como estão administrando o nosso Brasil. É fato que não existe lado em nossa política, nem direita, nem esquerda, e que uma reforma necessita de um programa especial de reestruturação. Da forma como está é impossível enxergar um horizonte e retirar o carro do atoleiro. Compare!
Qual país teve tamanha execração em seu sistema de política pública, como o nosso? Viajar para outros países e dizer ser brasileiro é, para muitos, atitude vergonhosa, para evitar que lembrem do mensalão, do petrolão e da Lava-Jato, esquemas de corrupção que, literalmente, deixaram a população brasileira com o coração rompido, quebrado e sem orientação.
Enquanto lutamos para busca da verdade real e para punir aqueles que se utilizam do sistema político para enriquecimento pessoal, muitos outros lutam para defender a manutenção do esquema de corrupção, a fim de deixar “as coisas como estão” e continuar se beneficiando do esquema do “toma lá, da cá”.
É nessa hora, em momentos como estes, que não podemos deixar a peteca cair, e aqui aproveito a oportunidade para saudar e bater palmas à OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), por defender em caráter irreversível o Estado Democrático de Direito e requerer o impeachment do presidente Michel Temer, em face às atitudes de ofensa aos mais singelos e basilares princípios da administração pública nacional.
O povo brasileiro está com o coração rompido, mas devemos lembrá-lo que temos um grande e salutar remédio, qual seja a CONSTITUIÇÃO FEDERAL, e as suas regras devem prevalecer, custe o que custar.
(*) Advogado, consultor jurídico e autor intelectual