O mundo inteiro está passando por uma séria crise econômica, que abrange praticamente todos os segmentos.
O mundo inteiro está passando por uma séria crise econômica, que abrange praticamente todos os segmentos. O desemprego será uma realidade mundial. Empresas das mais tradicionais também foram afetadas e o momento é de manter os pés no chão, agir com cautela, até as coisas começarem a voltar ao seu normal. Claro, com o futebol não seria diferente. O próprio mercado da bola foi afetado e, por mais que agora não seja o grande momento da janela de transações para a Europa, já que lá os campeonatos estão na metade, mesmo assim, pouquíssimas transações aconteceram. Clubes bancados por investidores bilionários precisaram apertar os cintos. Alguns times chegaram a representar 10% do patrimônio pessoal desses poderosos, isso não existe mais. Vide o Chelsea, por exemplo. Felipão, treinador da equipe inglesa, terá que roer muito osso. Pois, aquelas suntuosas contratações não acontecerão tão cedo. Os clubes bancados por montadoras de automóveis, principalmente japonesas, também deverão ter grandes cortes, no que diz respeito à aquisição de jogadores. Mas, nem tudo são espinhos. Para nosso deleite, o futebol brasileiro em 2009, dá sinais de que terá um nível técnico elevado. Pois, com o êxodo de atletas para o exterior em baixa, o mercado nacional ficou sendo a melhor opção para os nossos talentos. Para isso, basta observarmos as escalações de algumas equipes e compará-las com as do ano passado. Muitos times conseguiram manter suas bases. Vide São Paulo, Corinthians, Flamengo, Internacional, Grêmio e Cruzeiro. E, além disso, ainda conseguiram se reforçar, na medida do possível. Enfim, esta temporada promete ser um grande ano para o futebol brasileiro. A começar pelo Campeonato Paulista, que terá seus quatro times grandes muito bem reforçados e com uma sadia disputa pela artilharia. E será melhor ainda se o Ronaldo tiver condições de atuar, o que, com certeza, dará um brilho e uma exposição mundial muito maiores ao nosso futebol. Pois é, a crise esta aí. Mas, como há males que realmente vêm para o bem, ao menos no que diz respeito ao futebol, vamos curtir e aproveitar este momento. Porque, dentro de campo, a crise passará bem longe. Por outro lado, as pessoas vivem pedindo para o cronista estabelecer favoritos para jogos e campeonatos. Mas, é quase sempre muito difícil fazê-lo. Pois, se você afirma que o tal time tem mais chances, o torcedor adversário protesta. E vice-versa. O grande problema é que o futebol está longe de obedecer a uma lógica. Mas, disso todo mundo sabe. Assim, a dificuldade mesmo é explicar os motivos que, vez por outra, produzem zebras formidáveis. Alguns são óbvios. O time mais forte normalmente perde por desleixo, cansaço ou pela ausência de um grande jogador. Mas, também há o imponderável. Um apagão, por exemplo, costuma acontecer em algumas raras ocasiões. O favoritismo se vê, de repente, completamente privado de todos os seus sentidos. Uma lembrança clássica disso aconteceu no Campeonato Carioca de 1976, quando a poderosa Máquina do Fluminense foi espancada por 3 a 0 pelo modesto Bonsucesso, em pleno Maracanã. Ou seja, um resultado absolutamente improvável. (*) Radialista, Comentarista Esportivo e Secretário da Liga Uberabense de Futebol.