Caro amigo leitor, aqui estou novamente. Olha, não tem sido nada fácil escrever neste espaço
Caro amigo leitor, aqui estou novamente. Olha, não tem sido nada fácil escrever neste espaço sem mencionar algumas estripulia$ dos PeTralhas; toda semana tem um disse me disse, um fato novo envolvendo algum companheiro.
Todavia, hoje quero mencionar e comentar o fato envolvendo um juiz de Direito no Estado do Rio de Janeiro, salvo engano, e que foi parado numa blitz rotineira, onde todos os mortais têm que obedecer quando ordenado o pare. Vale para todos indistintamente.
Pelo que li e ouvi, parece que ocorreu um “erro” de comunicação por parte do agente estatal, que disse para a douta autoridade que, naquele momento, todos são iguais perante a lei; disse mais, pelo que entendi: ninguém é mais importante que o outro. Ah!, o caldo entornou; o ilustre magistrado sentiu-se ofendido diante da tratativa dispensada. Daí, o que ocorreu?
Sua Excelência entrou com um pedido de reparação na Justiça, arguindo que foi ofendido, sabe-se lá qual a razão.
O certo é que o pedido foi julgado procedente. E pelo andar da carruagem, caso não ocorra nenhum fato novo, pode ocorrer que as superiores instâncias confirmem o que foi decidido.
A minha indignação ocorre que, vira e mexe, de tempos em tempos, nos deparamos com algum fato dessa natureza. Repit pelo que li e ouvi, fatos semelhantes não deveriam ocorrer. Digo mais, a verdadeira autoridade, aquela com “A” – maiúsculo –, diante de um fato como o ocorrido, a meu ver, sob minha ótica, deveria ter um comportamento no sentido de sensibilizar o agente estatal, por pior que seja seu erro, que não se comportou devidamente e, naquele momento, fazer com que o mesmo sentisse a falta de preparo diante de qualquer Autoridade.
Agir como agiu, repito, não concordo! Quero dizer mais: querendo mostrar sua “autoridade”, sua excelência baixou sua Autoridade ao nível do servidor que agiu com falta de decoro. Se é que o agente fiscalizador o tratou com desídia e desfaçatez. Comparo essa atitude do magistrado com uma máxima que meu avô dizia: um tiro de canhão para abater um pardal! - sem querer, uma vez mais, desmerecer o servidor que atuava na blitz.
A psicologia explica tal comportamento, ops!, estou argumentando com a psicologia do homem do povo. Respeito e tenho a maior deferência pelos estudiosos do assunto; sou advogado, aliás, também, um neófito neste sentir.
Para arrematar, não requerendo e já querendo colocar lenha na fogueira, pois entendo que o assunto vai render; quando se trata de autoridade – alguns dizem “otoridade” –, alguns se intitulam como demiurgo. O que é demiurgo? Vou responder: uma figura muito interessante, que detém plenos poderes de intermediar nossa comunicação – terráqueos, de carne e osso – com a Douta Autoridade Divina (Pai Eterno).
Agora, arremato de verdade: caldo de galinha e prudência não fazem mal a ninguém; nem aos demiurgos! Não fique zangado e não faça beicinho! Doutorrrr, lá, no Rio de Janeiro, eles pronunciam assim: doutorrrr!!! – entendeu?