Nasci em pleno regime militar, e pude perceber durante toda a década de 80...
Nasci em pleno regime militar, e pude perceber durante toda a década de 80 os mecanismos criados pelo novo Estado Democrático de Direito, em 1988, defendidos com vigor por Ulisses Guimarães, dentre tantos outros constitucionalistas que, acima de tudo, lançaram a Soberania, Cidadania, Dignidade da Pessoa Humana, Valorização do Trabalho Humano, e Livre Iniciativa como princípios fundamentais a serem respeitados.
Na década de 90, o processo de impeachment e a renúncia do então presidente alagoano Collor de Melo foram fortes para ver sustentada um nova linha governamental, e um propósito de respeito à coisa pública.
A inflação até então atingia frontalmente os brasileiros, até que o Plano Real, em 1994, trouxe a estabilidade econômica tão esperada, e os brasileiros puderam perceber que o avião desta nova República federativa parecia decolar.
As universidades federais ganharam força, o agronegócio tornou-se referência, e a indústria passou a ser respeitada em todos os outros continentes do mundo, com excelente exemplo a ser lembrado pela Embraer, pela Vale e também pela Petrobras. As empresas de telefonia vieram de fora e implementaram um sistema de comunicação moderno, atual, deixando cada um dos brasileiros com a possibilidade de ter em mãos um rápido sistema de telecomunicação. Um a um, real e dólar se equiparavam em preço, e o Brasil passou a ser considerado por todos como grande exemplo de crescimento, ao lado da Rússia, China, Índia, dentre outros, formado o BRIC’s.
O governo PT veio em seguida, aproveitando os níveis de estabilidade então deixados, mas, aos poucos, o povo veio sentindo a turbulência socioeconômica, o crescimento da violência, que, aparentemente, pareciam normais, sendo comparados a ventarolas. Veio o mensalão, o Petrolão, os desvios no BNDES, a inflação, e a alta descontrolada do dólar, que fizeram derrubar a aprovação a índices equivalentes a apenas 8%.
Hoje, com o dólar superando a quantia de R$4,00 (quatro reais), o maior valor da história, uma prévia de inflação a 8% ao ano, uma gradativa redução de investimento e aumento do desemprego, muitos chegam à conclusão de que as histórias de Pinóquio e Robin Hood saíram dos quadrinhos e tomaram conta desta triste realidade brasileira.
(*) Advogado