Omissões e falhas governamentais, empresariais e humanas causam catástrofes inimagináveis e terríveis impactos econômicos
Desastres Ambientais Catastróficos
Omissões e falhas governamentais, empresariais e humanas causam catástrofes inimagináveis e terríveis impactos econômicos, sociais e ecológicos. Cronologicamente, eis algumas das piores catástrofes sofridas pela humanidade: - a partir de 1930 até 1970, em Minamata, Japão, iniciou-se um vazamento químico provocado pela eletroquímica Chisso. O mercúrio despejado nas águas causava convulsões e nascimentos com deformações. Cerca de 2.200 pessoas morreram e três mil ficaram doentes.
O processo de descontaminação da região só acabou em 1997. - Em 1957, em Kyshtym, Rússia, o sistema de resfriamento de um dos reatores da usina nuclear de Mayak falhou, causando uma explosão que espalhou uma nuvem de radiação por cerca de 20 mil km². 10 mil pessoas foram evacuadas em segredo, e cerca de oito mil morreram. A região ainda mantém traços de contaminação por radiação. - Em 1976, em Seveso, Itália, por falha humana, com explosão e liberação de veneno no ar, em fábrica da empresa suíça Hoffman-La Roche, que produzia triclorofenol, usado em produtos antibacterianos, mas que, quando aquecido, forma dioxina – substância usada na arma química agente laranja. Famílias sofreram com dor de cabeça, tosse, diarreia e lesões na pele.
Mais de 50 mil animais morreram. - Em 1984, em Bhopal, Índia, uma fábrica de pesticida da Union Carbide liberou acidentalmente 40 toneladas de gás tóxico com isocianato de metila. Mais de 500 mil pessoas foram expostas e 150 mil sofreram com ardor nos olhos, na garganta e cegueira. 33 mil pessoas morreram. - Em 1984, em Cubatão, Brasil, cerca de 700 mil litros de gasolina vazaram de um oleoduto da Petrobras e causaram um incêndio de proporções catastróficas na favela Vila Socó. Estima-se que 500 pessoas tenham morrido. - Em 1986, em Chernobyl, Ucrânia, o pior acidente nuclear da história foi consequência de uma explosão em uma usina de energia.
O incêndio durou nove dias e a radiação atingiu outros países. 45 mil pessoas foram evacuadas. O governo russo tentou encobrir tudo. Na época, houve 31 mortes, mas, em longo prazo, 350 mil pessoas foram remanejadas, além de 10km² de “floresta destruída” e US$480 bilhões gastos para limpar a região. - Em 1987, em Goiânia, Brasil, o dono de um ferro-velho, encontrou em um aparelho antigo de radioterapia, uma cápsula com 19g de um pó branco com luz azulada. Mostrou à família e amigos.
Era cloreto de césio, que causou vômitos e tontura e, mais tarde, quatro mortes. Cerca de 120 pessoas foram contaminadas e mil são monitoradas até hoje. - Em 1889, em Mar de Prince William Sound, EUA, o petroleiro Exxon Valdez, da empresa Exxon, encalhou e dispersou 250 mil barris de óleo cru na costa do estado do Alasca. Morreram 250 mil pássaros marinhos, 22 orcas, 250 águias e bilhões de ovas de salmão. A empresa foi multada em US$ 507 milhões. - Em 1991, no Golfo Pérsico, Kuwait, antes de se render, no final da Guerra do Golfo e abandonar o Kuwait, o Exército do Iraque explodiu 700 poços de petróleo do país. Até ser controlado por 10 mil bombeiros de 34 países, o incêndio durou oito meses e dispersou fumaça por 7 mil km², chegando até a União Soviética. Morreram mil pessoas, e 30 mil pássaros. - Em 2010, no Golfo do México, EUA, a explosão da plataforma de petróleo Deepwater Horizon, da British Petroleum, matou 11 pessoas, deixou 17 feridos e rompeu tubulações no fundo do oceano.
Cerca de 3,9 milhões de barris de petróleo contaminaram as águas por 87 dias, até a empresa conseguir fechar o vazamento. A vida marítima e as praias foram gravemente afetadas. - Em 2015, em Minas Gerais, Brasil, rompimento de barragem destruiu comunidades e causou damos ambientais ao longo do Rio Doce, maior desastre da indústria da mineração no país.
Sandra de Sousa Batista Abud
Psicóloga clínica