Existem momentos em que dá vontade
Existem momentos em que dá vontade de meter os pés pelas mãos, dar uma de maluco total, na loucura real, como dizia Raul dos Santos Seixas. Vou explicar. É muita hipocrisia, não só da gerentona Dilma, mas dos nossos políticos, principalmente do PeTralha Lula. Basta ver o circo pegar fogo e surgirem propostas mirabolantes. O que o Executivo e o Legislativo Federal não fez em 20 anos, querem fazer da noite para o dia. Vão tocar no sapo com varinha de condão e fazê-lo virar príncipe. O presidente adjunto – Lula –, nem se fala, viajou na calada da noite sem dar satisfação. Enfiou a cauda – rabo –, no meio das pernas e não ficou para ajudar a esfriar a batata quente. Aliás, este é o comportamento costumeiro. Quando tudo dá certo, foi por obra dele; quando dá errado, não sabe de nada, não viu nada, não foi consultado etc e etc.. Há quem diga que o bicho tá pegando para o lado do ex-pajé maior da terra de Cabral. As águas estão turvas pro lado do cara pálida. O caso Rose Noronha – rose nitroglicerina –, companheira de grandes viagens, sobre mares e oceanos, tudo em berço esplêndido, está tomando uma dimensão jamais vista. Acredito até que outras viagens relâmpagos serão bem-vindas para que tudo se apazigúe. Tudo para desfocar o momento, sábios conselhos dos marqueteiros pagos a peso de our faça uma pequena excursão, dê uma voltinha, ali do outro lado do continente, vá que logo logo tudo passa. Do lado de cá, a gerentona solitária palaciana, acuada, arregou feio. Abre seu baú de mágicas como se tirasse um coelho da cartola e vem querer falar de plebiscito e de outras “cositas” mais. Será que a Constituição da República admite essa iniciativa por parte do Executivo Federal? Acredito que não! Quer fazer reforma política? Faça dentro do Congresso Nacional, ou seja, na casa de Leis. A ilustre gerentona quer jogar para a plateia, fazer jogo mole, desviar a atenção para que a banda possa passar e chegar outubro de 2014. Só pensa naquilo, conforme já escrevi neste espaço. Faça proposta para diminuir o número de senadores, deputados federais, estaduais e vereadores. Particularmente, entendo que voto deveria ser facultativo, e não obrigatório. Tornar o voto facultativo, não tenho e menor dúvida, a qualidade dos nossos políticos iria aumentar muito. Conforme bem diz a Professora Abadia Aparecida Fatureto, a mais importante das reformas é a tributária; concordo plenamente. Onde já se viu um país que pretende ser a quinta economia do mundo e ter uma carga tributária que beira os 40% do PIB – produto interno bruto? Nós temos que trabalhar cinco meses e vinte dias para pagar os nossos tributos. Daí, neste momento, querer dizer que aprova essas reformas, que o povo tá cansado, que o povo tem razão, tem que fazer uma constituinte, fazer um plebiscito, fazer referendo etc e etc. O partido da presidenta Dilma está no poder, no comando da nação, por mais de dez anos, e tão somente agora vem querer lutar pela sociedade. Volto a repetir, douta gerentona, a Senhora arregou, está acuada e com medo. Viu e está vendo o projeto da reeleição ir por água abaixo, inclusive, o presidente adjunto torcendo para quanto pior melhor, ou seja, estabelecer o queremismo – queremos Lula de volta. DEUS PAI, livrai-nos desta maldição. É golpe, golpe baixo, da pior estirpe.