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É golpe...

Existem momentos em que dá vontade

Leuces Teixeira
Publicado em 04/07/2013 às 19:51Atualizado em 19/12/2022 às 12:11
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Existem momentos em que dá vontade de meter os pés pelas mãos, dar uma de maluco total, na loucura real, como dizia Raul dos Santos Seixas. Vou explicar. É muita hipocrisia, não só da gerentona Dilma, mas dos nossos políticos, principalmente do PeTralha Lula. Basta ver o circo pegar fogo e surgirem propostas mirabolantes. O que o Executivo e o Legislativo Federal não fez em 20 anos, querem fazer da noite para o dia. Vão tocar no sapo com varinha de condão e fazê-lo virar príncipe. O presidente adjunto – Lula –, nem se fala, viajou na calada da noite sem dar satisfação. Enfiou a cauda – rabo –, no meio das pernas e não ficou para ajudar a esfriar a batata quente. Aliás, este é o comportamento costumeiro. Quando tudo dá certo, foi por obra dele; quando dá errado, não sabe de nada, não viu nada, não foi consultado etc e etc.. Há quem diga que o bicho tá pegando para o lado do ex-pajé maior da terra de Cabral. As águas estão turvas pro lado do cara pálida. O caso Rose Noronha – rose nitroglicerina –, companheira de grandes viagens, sobre mares e oceanos, tudo em berço esplêndido, está tomando uma dimensão jamais vista. Acredito até que outras viagens relâmpagos serão bem-vindas para que tudo se apazigúe. Tudo para desfocar o momento, sábios conselhos dos marqueteiros pagos a peso de our faça uma pequena excursão, dê uma voltinha, ali do outro lado do continente, vá que logo logo tudo passa. Do lado de cá, a gerentona solitária palaciana, acuada, arregou feio. Abre seu baú de mágicas como se tirasse um coelho da cartola e vem querer falar de plebiscito e de outras “cositas” mais. Será que a Constituição da República admite essa iniciativa por parte do Executivo Federal? Acredito que não! Quer fazer reforma política? Faça dentro do Congresso Nacional, ou seja, na casa de Leis. A ilustre gerentona quer jogar para a plateia, fazer jogo mole, desviar a atenção para que a banda possa passar e chegar outubro de 2014. Só pensa naquilo, conforme já escrevi neste espaço. Faça proposta para diminuir o número de senadores, deputados federais, estaduais e vereadores. Particularmente, entendo que voto deveria ser facultativo, e não obrigatório. Tornar o voto facultativo, não tenho e menor dúvida, a qualidade dos nossos políticos iria aumentar muito. Conforme bem diz a Professora Abadia Aparecida Fatureto, a mais importante das reformas é a tributária; concordo plenamente. Onde já se viu um país que pretende ser a quinta economia do mundo e ter uma carga tributária que beira os 40% do PIB – produto interno bruto? Nós temos que trabalhar cinco meses e vinte dias para pagar os nossos tributos. Daí, neste momento, querer dizer que aprova essas reformas, que o povo tá cansado, que o povo tem razão, tem que fazer uma constituinte, fazer um plebiscito, fazer referendo etc e etc. O partido da presidenta Dilma está no poder, no comando da nação, por mais de dez anos, e tão somente agora vem querer lutar pela sociedade.  Volto a repetir, douta gerentona, a Senhora arregou, está acuada e com medo. Viu e está vendo o projeto da reeleição ir por água abaixo, inclusive, o presidente adjunto torcendo para quanto pior melhor, ou seja, estabelecer o queremismo – queremos Lula de volta. DEUS PAI, livrai-nos desta maldição. É golpe, golpe baixo, da pior estirpe.

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